Blog do Avallone

O Chocolate Alemão . E o Tango de Maradona! E deu Espanha.

Os alemães varreram os sonhos argentinos, mais parecia um vendaval. Foi um tal de não dar espaços e conter o atual melhor do mundo, Messi, e ainda encontrar buracos na defesa argentina com uma facilidade de impressionar: 4 a 0.

 

E  foi  justo.   Ou  até  pouco.

 

A máquina alemã nem tomou conhecimento da fama da Argentina e impressionou o mundo, tanto pela rapidez ao marcar seu primeiro gol (Mueller, aos 3 minutos, no mais rápido gol desta Copa até agora), como pela habilidade em construir os outros três, aos dribles e na velocidade, quase sempre pelo lado direito da defesa inimiga, dando a Klose a rara oportunidade de marcar mais dois gols, tendo apenas o trabalho de empurrar a bola para as redes (o outro gol foi marcado por Friederich).

 

Fácil demais. E agora, Klose, às vezes contestado pelos próprios alemães por não ser exatamente um craque, já superou Pelé na arte de fazer gols em Copas (14 a 12) e está a um passo de se igualar a Ronaldo Fenômeno (15 gols) no topo dos maiores artilheiros em todos os tempos.

 

Confesso que não esperava tamanha superioridade alemã. Poderia ganhar, é claro, mas desse jeito? Pois aconteceu. E inspirou Dieguito Maradona que, desta vez, na obrigatória entrevista coletiva, interpretou o papel do argentino triste e desiludido.

 

Como a se exercitar a compor um tango, Dieguito resumiu a questão:

 

  “Já não tenho forças para mais nada”.

 

E daqui a pouco lá virá ele, junto os comandados, nos fazer companhia na triste viagem da volta. E sem ter mais nada o que falar.

 

MAIS UMA  VEZ,  VILLA. E  DEU  ESPANHA...

 

 

Foi um jogo mais duro do que se esperava. Muito mais!  A Espanha, atual campeã da Europa, teve muito mais tempo a bola nos pés, mas esbarrou quase até o final na valente (e competente) marcação paraguaia, deixando no ar suspense e emoção: iríamos, para uma inesperada, prorrogação?

 

Podia até ser já que acontecera de tudo. Depois de um primeiro tempo sem graça, no segundo, de repente, o jogo pegou fogo: o grandalhão Cardoso, que joga no português Benfica, perdeu pênalti, numa bela defesa de Casillas; na jogada seguinte, em pênalti sofrido por David Villa, foi a vez do goleiro paraguaio Villar defender. Emoção pura.

 

 Mas, enfim, o talento prevaleceu. Em grande jogada de Iniesta, Pedro chutou na trave direita paraguaia e, no rebote, o iluminado David Villa (que já tem 5 gols marcados nesta Copa), não perdoou e decretou a vitória espanhola.

 

Ao Paraguai, restou consolo de ter sido valente, com a emoção tomando conta de Cardozo, o artilheiro que chorou o pênalti perdido; para a Espanha, sobrou a alegria, é claro, mas também o alerta para descobrir a causa do que a tem feito jogar menos do que se espera.

 

Afinal, quem a aguarda, agora, é a Alemanha. E aí amigo, é Seleção para assustar qualquer outra!

E Estamos de Volta para Casa. Mas Qual Casa?

REUTERS/Paulo Whitaker

 

 

O pior é perder assim, do jeito que o Brasil perdeu para a Holanda: cometendo a crônica dos erros anunciados (não era o que se temia de Felipe Melo, por exemplo?), deixando-se dominar pelos nervos, pelo adversário e pelas próprias deficiências- estas, já conhecidas, antes de a Copa começar, pois não tínhamos nenhum jogador tipo cerebral no meio do campo e nem jogo pelas pontas, quase num insulto às nossas tradições de sempre contar com figura do meia-armador que já não há e com o jogo com pontas que que não existem.

 

É duro perder assim. Sendo inferior ao adversário. É duro perder vendo na Holanda, virtudes que já tivemos, pois Sneider (autor de um gol e meio) é mais ou menos esse armador que o Brasil já teve, assim como Robben, embora drible apenas com a perna esquerda, é também o ponta que sempre assusta ao ficar pela direita- como rezava-e até melhor- a cartilha do nosso futebol.

 

Também é difícil, eu sei, saber que o Brasil, apesar de tudo isso, poderia ter liquidado o jogo no primeiro tempo. Não demorou muito para que Robinho, lançado em profundidade por Felipe Melo (na única boa jogada deste meio-campista), apanhasse a bola na corrida, acertando belo chute, direto para as redes holandesas. Depois, parecia até jogo fácil: a Seleção Brasileira destruía com facilidade a iniciativa da Holanda e, ainda mais, conseguia chances de gol, sem chances de contra-ataques para o inimigo.

 

Nosso goleiro, Júlio César, não teve o menor trabalho nesse primeiro tempo.  Depois, ah, depois tudo mudou. Como num pesadelo. Feito um apagão. Foi só a Holanda conseguir o empate, num cruzamento em que Felipe Melo atrapalhou Júlio César e- afobado- desviou a bola contra suas próprias redes, que o mar virou sertão e o sertão virou mar: a Holanda passou a dominar o jogo, com tranqüilidade, enquanto o Brasil transformou-se e um bando de jogadores desesperados.

 

Tão desesperado era esse grupo que levou o segundo- e fatal- gol da Holanda, de bola parada. No escanteio  que veio da direita, o desvio de cabeça de Van Persie para a cabeçada certeira de Sneidjer para as redes. Sem que nenhum brasileiro fosse para a jogada, como se todos os nossos estivessem paralisados pela situação.

 

O sonho da hexa já estava quase perdido. E acabou de ir embora na jogada desleal de Felipe Melo (como se temia, em função de seu temperamento), que, além de fazer a falta, pisou na perna do holandês que estava caído. Cartão vermelho, com justiça.

 

Dunga poderia ter tentado algo mais. E tentou. Mas de maneira errada, quando trocou Luís Fabiano por Nilmar, centroavante por centroavante, quando o que se recomendava, àquela altura, era tentar o tudo ou nada, jogando Robinho e Kaká para as pontas e ficando com pelo menos dois atacantes na área.

 

Perdido, por perdido...

 

Não deu mais nada certo. 

 

 

OS ERROS DE DUNGA

 

Bem, foram vários. E antes de a Copa começar, pois se a Seleção é momento, tínhamos, no Brasil, alguns jogadores preciosos, que deveriam ter ido à África do Sul. Eles poderiam ser a surpresa que não tivemos :  Neymar, Paulo Henrique Ganso (que poderia, creio, adiar a artroscopia para depois da Copa), o tricolor Hernanes- todos jogadores de técnica requintada, excluídos- em especial os dois santistas- por “ainda não estarem amadurecidos”.

 

Ah, sim... E Felipe Melo estava?

 

Não faltou luta para nossos jogadores. Isso não. Até que alguns deles, como por exemplo, Robinho, até surpreenderam pela determinação, pelo olhar enfurecido, pela vontade de ganhar. Não se pode ignorar esse fato.

 

O que faltou mesmo foi mais bola, foi mais futebol. Ou melhor: mais futebol brasileiro de verdade!

 

 

A VOLTA PARA QUAL CASA?

 

Tirando um ou dois- e ninguém sabe ao certo por quanto tempo- como Robinho (ainda emprestado ao Santos) e Gilberto, do Cruzeiro, qual será a casa de nossos jogadores eliminados da Copa?

 

Praticamente todos jogam fora do Brasil, daí a talvez a causa maior da “europeização” do nosso futebol antes tão rico em criatividade. Logo, não terão de suportar nenhum tipo de nariz torcido ou barra quente da torcida decepcionada.

 

Assim, é mais fácil. Como fácil também é saber que Dunga não mais será o técnico dessa Seleção.  Nem é preciso ser profeta para saber disso, está mais do que na cara.

 

Que venha, então, alguém que faça o Brasil jogar como Brasil. Afinal, a próxima Copa será aqui.

 

O amigo concorda?

Jogo Duro para o Brasil. E por aqui, Diego Souza no Galo...

 Deve dar Brasil. É o mais provável. Mas não tenho a menor certeza: esta Holanda que nos enfrenta nesta sexta-feira, às onze horas da manhã- quando o trabalho, blogs e computadores serão deixados de lado- no horário de Brasília, ah esta Holanda não é Seleção que se despreze.

 

Deixando de lado os jogos entre Brasil e Holanda do passado, já devidamente relembrados e com o equilíbrio acentuado- vamos às façanhas mais recentes de nosso adversário, equipe que há muito tempo não perde. Na Copa da África do Sul, ganhou de todos que se apresentaram à sua frente. Desde a estréia diante da Dinamarca (2 a 0), até ao jogo mais recente, contra a Eslováquia (2 a 1, já pelas oitavas), passando, ainda, na fase de classificação por Japão (1 a 0) e Camarões (2 a 1).

 

Aproveitamento de 100 por cento. Foi por acaso?  Não, pelo menos se levarmos em consideração as Eliminatórias, quando o técnico BertVan Marwijk ocupou o lugar do grande Van Basten- este, melhor como centroavante, um dos melhores da Holanda de todos os tempos, do que no papel de estrategista. Nas Eliminatórias. A Holanda não perdeu um ponto sequer, nenhum, façanhas só igualada pela Espanha.

 

Logo, está longe ser ser zebra. E pelo que se sabe, está disposta a jogar no ataque, utilizando-se do que chama de quadrado mágico, formado por Robben, Kuyt, Sneijder e Van Persie.  Só que com um detalhe; embora ofensiva, os atacantes holandeses- menos Robben- têm a ordem de recuarem até o meio-campo para marcarem a saída de bola do Brasil. Robben por sua vez, ficará na moita, pela direita, apesar de canhoto, sempre pensando em sua jogada característica, a de driblar para o meio, em diagonal, para arrematar com a perna esquerda. Michel Bastos que se cuide! 

 

E o Brasil, sem Elano, mas com a volta do contestado Felipe Melo, deve ter novamente Daniel Alves. Daniel sempre mostra que é bom de bola, chuta muito bem e é perigoso nas cobranças de falta. Está bem.

 

No geral, a Seleção Brasileira será quase a mesma, torcendo para que Kaká ostente forma plena, ele, que em boas condições, é o motorzinho habilidoso dessa equipe.

 

Na teoria, pelo menos, segundo o que prometem as equipes, é jogo para gols. No mínimo, para alguns gritos ao balançar das redes.

 

 

O  CASO  DIEGO  SOUZA,  ALEGRIA  DO  GALO

 

Estava começando a batucar esse post quando chegou à notícia de que a torcida do Atlético Mineiro já estava em bom número, no aeroporto, a esperar Diego Souza. E com razão: trata-se de um belíssimo jogador, capaz de driblar, fazer gols de cabeça e até do meio - do- campo, como aquele que fez diante do próprio Galo, jogando pelo Palmeiras, no Campeonato Brasileiro  do ano passado.

 

Já se sabia que Diego Souza ficaria no Palmeiras no máximo até agosto- e isso foi publicado, há meses, neste blog-, mas quase todo mundo pensava que ele fosse para o exterior. Acho que até o próprio Palmeiras. Afinal a Traffic não é chamada de parceira?

 

Na verdade, não só não há tanta parceria assim- a ponto de um pedido de Felipão para que Diego Souza ficasse no Palmeiras- nem deveria existir muita vontade do jogador em permanecer, depois de várias vezes, ver seu nome estampados em faixas com ofensas, como: ”Diego Sono, Diego Pipoca”, e ter reagido, ao final, com gestos inadequados para uma parte da torcida palestrina, em seu último jogo.

 

Típico caso de desgaste. E nada inédito: foi assim com Rivellino, em 1974, quando o Corinthians perdeu a final do Campeonato para o Palmeiras ou puxando no fundo do baú, quando o Monstro Sagrado Jair Rosa Pinto teve sua camisa (diz a Lenda) queimada pela torcida do Flamengo após uma derrota para o Vasco, em1949.  Sorte dos times que os contataram, pois que, com eles, foram campeões.

 

Além da justa alegria da torcida do Galo, ficam duas lições. Primeira: as torcidas só têm a lamentar quando enxotam os melhores do seu time. Segunda: a insistência de chamar de parceria, o que a olho nu já não existe, só ilude e decepciona a quem nela ainda acredita.

 

Não seria mais transparente proferir aquela célebre frase: “está tudo acabado entre nós”? 

Na Trégua da Copa, o Duelo de Titãs.

Quando as emoções da Copa dão um tempo, em folga mais do que devida, eis que ganha força o Duelo dos TitãS. Em campo, Monstros Sagrados como Pelé, Maradona e Cruyff numa disputa interessante, num tititi digno uma conversa de botequim, no fim do expediente. Ou melhor, semideuses falando mal, um do outro.

No caso de Cruyff, craque e revolucionário na arte de jogar e fazer também a sua equipe inovar, o alvo foi a Seleção Brasileira. Ele disse que “jamais compraria ingresso para ver sse tipo de futebol”, referindo-se a nossa equipe e lamentando que tenhamos trocado a arte pelo estilo mais robotizado. O holandês que ajudou a criar o Carrrossel Mágico, como verdadeiro executor em campo das idéias de Rinus Mitchels, relembra com nostalgia os tempos em que éramos dribladores, criativos, encantadores.

E por uma cena do passado, garanto que Cruyff não falou tudo isso por ciúmes ou para encorajar mais a Seleção da Holanda. Lembro-me que logo após a decisão da Copa de 1974, na Alemanha, subi até o bar do estádio de Munique e quem lá encontro? Exatamente ele, Cruyff, o astro daquela Copa, lamentando a derrota na final para a Alemanha (2 a 1) e rejeitando qualquer apelido tipo “Pelé Branco”, que já estavam lhe dando pelo soberbo futebol exibido:

“Nada disso, é injusto. Sei que eu, quando jogo no meu máximo, sou apenas a metade de Pelé jogando apenas o normal. Ele é imcomparável!”

Logo, Cruyff jamais foi ciumento ou despeitado. É apenas um personagem que sente saudades de nossa Seleção jogar à brasileira.

PELÉ CUTUCA MARADONA

Cordiais desafetos quando se encontram, ácidos, no entanto, em suas declarações a imprensa, Maradona e Pelé vivem se criticando e trocando farpas.Pelé está magoado com algumas palavras de Dieguito mas agora foi ele quem atiçou o duelo, ao falar que “Maradona não é bom técnico”, citando, inclusive, que por ter vida pessoal incomum, chega a ser um exemplo ruim para os jogadores.

Na verdade, pelo pouco tempo que tem como treinador, ainda vejo falhas no sistema defensivo armado por Maradona. No entanto, estou gostando de seu arrojo ao priorizar a incessante busca pelo gol, gostando também de sua vibração a cada gol ou a cada jogada bonita. Ainda que folclórico, parece que Dieguito arrumou um jeito de estar ao lado dos jogadores, sempre dando a impressão de que gostaria de jogar com eles.

Só nos resta esperar para ver a próxima troca de farpas. E de saber se Pelé tinha razão ao ignorar as virtudes de Maradona - feito-técnico.

Alguém viu Cristiano Ronaldo? Eu vi David Villa...

Contratado pelo Barcelona ao Valencia, pouco antes da Copa, por 40 milhões de euros, David Villa já tinha o considerável prestígio que o fez custar tão caro: aos 28 anos, l metro e 75 de altura, apresentava um currículo muito especial, por seus 35 gols marcados defendendo a Fúria em 54 jogos.

 

Agora, porém, ao longo desta Copa, o prestígio de Villa está crescendo cada vez mais. Não por acaso- e sim por suas belas virtudes de atacante, unindo habilidade, velocidade e oportunismo, Villa já um dos artilheiros da Copa do Mundo da África do Sul, com quatro gols marcados (ao lado do argentino Higuaín e do eslovaco Vittek), e autor da façanha que mandou Portugal de volta para casa.

 

Foi de David Villa o gol que levou a Espanha a vencer Portugal, 1 a 0, nesta- terça feira, depois de bola jogada de Iniesta e do toque de calcanhar de Xabi Alonso. Villa estava, é verdade, em posição duvidosa, mas era impedimento (se provado, depois de verdadeira investigação tecnológica) impossível de ser detectado a olho nu.

 

Enquanto isso, Cristiano, Ronaldo, o mais caro jogador do mundo, continuou a não jogar nada nesta Copa. Aliás, nestes jogos, o que de útil pode ser visto no futebol do xodó do Real Madrid e da Seleção de Portugal?  Quase nada, apenas firulas, caras e bocas, e um só golzinho- mesmo assim, diante da Coréia do Norte, quando se enrolou todo com a bola. Ele foi uma decepção nesta Copa, tanto quanto o inglês Rooney e o francês Riberry, para se falar de alguns outros famosos.

 

Quanto à vitória que a classifica para as quartas de final (diante do Paraguai), creio que foi justíssima pelo que fez a Espanha, dona de um belíssimo toque de bola. E para Portugal que foi valente, é verdade, o consolo de ter perdido por placar apertado, graças às ótimas defesas de seu goleiro, Eduardo.

 

Eis a Fúria, atual campeã da Europa, firme em busca de sonhos maiores.

 

 

O PARAGUAI, NOS PÊNALTIS...

 

Foi um joguinho ruim, muita correria e quase nenhuma arte, o que mostraram Paraguai e Japão, na primeira partida do dia. Não houve como fazer gol no tempo normal e nem na prorrogação, com um insistente zero a zero, ficando claro que as redes não seriam balançadas.

 

A não ser, como se viu adiante, na decisão por pênaltis. Aí, o Paraguai até mostrou categoria, acertou todas as cobranças e consumou a sua ida para as quartas-de-final.

 

Para encarar a Espanha... 

 

E deu Brasil, Fácil. Mas a Holanda é um Perigo!

Como reza a tradição, a Seleção Brasileira não encontrou a menor dificuldade para vencer seu velho e desfalcado freguês, o Chile. E até que esse placar, 3 a 0, foi até modesto, pois muitas as chances por nós criadas, além dos gols de Juan (de cabeça, após escanteio cobrado por Maicon), Luís Fabiano (driblando até o goleiro, depois de belo passe de Kaká) e Robinho (um certeiro tapa na bola, completando brilhantes jogada de Ramires).

 

Por outro lado, não me lembro de uma defesa importante sequer de Júlio César, o grande goleiro do Brasil. O Chile de Marcelo “El Loco” Bielsa ciscou, ciscou, mas sem nenhuma objetividade. Aliás, só melhoraram um pouco os chilenos quando Bielsa colocou em campo o hábil Valdívia, nosso velho conhecido, que articulou as poucas jogadas mais agudas de sua equipe.

 

Até sair o gol de Juan, o Brasil teve certa dificuldade pela marcação individual que o Chile fez sobre Kaká e Robinho, alem de cuidar com muito empenho em evitar as arrancas de Maicon, pela direita. Mas com o nosso primeiro gol, o Chile teve de se abrir mais e começou a surgir a intensa movimentação de Kaká e a velocidade de Ramires- um segundo volante bem mais rápido e ofensivo do que Felipe Melo, que está machucado. Só que, pena, Ramires levou o segundo cartão amarelo e está suspenso.

 

Assim, os foram saindo os gols naturalmente. E como é que o Chile ia entrar mesmo em nossa defesa, ficando cara a cara com o Júlio César? Nem pensar. Ou só em sonho, pois temos a melhor dupla de zagueiros desta Copa, formada por Lúcio e Juan

Bem, lá estamos nas quartas de final, tendo a Holanda pela frente. O que, é claro, significa um duelo perigoso. Muito perigoso.

 

 

A HOLANDA EM NOSSO CAMINHO

 

Dona de futebol vistoso e eficiente, sem perder há quase dois anos, a Holanda venceu com toda a justiça a Eslováquia, 2 a 1. E os autores de seus gols, Robben (eleito o melhor em campo) e Sneidjer são também as maiores estrelas dessa equipe que ainda nem jogou o que sabe: Robben só agora está mesmo recuperado de sua contusão e começa a mostrar sua principal jogada, saindo da ponta-direita para o meio para arrematar, de esquerda, ele que é canhoto. Que Michel Bastos se cuide.

 

Foi dessa maneira que Robben marcou o primeiro gol da Holanda. E mais craque ainda é Sneijder, companheiro de Júlio César na Inter de Milão, onde foi pentacampeão italiano e campeão também da Champions League. É o chamado cérebro do time.

 

E sem essa que a Eslováquia era Seleção fácil de ser batida. Foi ela quem mandou de volta para a casa a Itália, com seu título de campeão do mundo e tudo, contando ainda com um dos artilheiros da Copa, Vittek com quatro gols. Nesta segunda-feira, Vittek marcou o gol da Eslováquia, de pênalti, aos 48 minutos do segundo tempo.

 

Com a Holanda pela frente, o Brasil pode até ganhar e cultivar o sonho do Hexa. Mas, creiam, acabou a moleza.

Mais um Erro do Juiz. E Agora, Argentina e Alemanha!

Um erro só é bobagem. E não satisfeita com o gol da Inglaterra (marcado por Lampard) que o juiz uruguaio Jorge Larrionda não assinalou, a Copa do Mundo testemunhou outro erro grotesco da arbitragem. Desta vez foi do árbitro italiano, Roberto Rossetti, que não anulou o primeiro gol da Argentina diante do México, marcado por Carlitos Tevez em visível impedimento.

 

Ora, a Argentina ganhou de 3 a 1 dos mexicanos. Sim, ganhou e tem mais time. Mas, convenhamos quem acompanha futebol sabe que um detalhe pode mudar todo o panorama do jogo. E que até aquele momento do gol de Tevez, o México estava até um pouco melhor em campo, anulando as jogadas adversárias, já tendo mandado uma bola na trave da Argentina e desperdiçado outra chance, em bola que raspou a trave.

 

Depois do gol, os mexicanos ficaram nervosos, o zagueiro Osório cometeu erro infantil- jogando a bola nos pés de Higuaín, que driblou o goleiro e fez o seu quarto gol na Copa- e ficou evidente que a vitória não mais escaparia da talentosa equipe dirigida pelo Showman Dieguito Maradona.

 

 E foi que aconteceu, com mais um gol argentino, um golaço de Tevez, e o gol de honra do México, que teve como autor o veloz Hernandez. Lamento o erro da arbitragem e reconheço o melhor futebol da Argentina. Em nome disso, lamento que, embora continue jogando bem, Messi não tenha marcado um só golzinho até agora.

 

 

ARGENTINA  E  ALEMANHA :  QUE  JOGO!

 

Diante dos resultados deste domingo, fica marcado um duelo espetacular: Argentina e Alemanha, já pelas quartas de final. E neste, não ouso apontar um favorito. Ah, não arrisco não, pois se Argentina tem ataque poderoso, sua defesa apresenta muitas falhas, ao contrário da Alemanha, que tem mais equilíbrio na arte de defender e atacar. Ou melhor: contra-atacar, sempre com jogadas em alta velocidade.

 

E se a Argentina tem em Messi uma canhota magnífica, os alemães respondem com Ozil, também canhoto, um meia que é uma das revelações desta Copa e que ocupa, com vantagem, o lugar do badalado (e machucado) Ballak.

 

 É jogo para não se perder. De jeito nenhum!

 

 

POR  AQUI,  TAMBÉM  SE  JOGA  FUTEBOL...

 

E enquanto esperamos que a Seleção Brasileira confirme seu favoritismo diante do freguês Chile- com Robinho, Kaká e provavelmente até Felipe Melo em campo-, por aqui também tivemos futebol: o Atlético Paranaense venceu o Corinthians, por 1 a 0, tornando-se campeão do torneio realizado em Londrina. Um quadrangular que envolveu também o Irati e o São Caetano.

 

Pelo que vi, o Corinthians não merecia perder, atacou mais do que o Atlético, mas já não dizia a minha avó que futebol é bola na rede? Pois é, foi o que fez o popular Furacão, aproveitando-se da chance e, ao marcar legítimo gol, levou a Taça.

 

O que ninguém pode contestar. 

A Alemanha foi Arrasadora. Mas Teve Apito Amigo...

Pode-se contestar uma vitória de 4 a 1, a maior goleada da Alemanha sobre a Inglaterra em todos os tempos? Sim é possível. Pois se o futebol é decidido em detalhes e também pelo lado emocional, como seria o duelo se o gol de Lampard, aos 38 minutos, que empataria o jogo àquela altura, fosse validado pela arbitragem comandada pelo uruguaio Jorge Larrionda?

 

Claro que não houve a menor intenção de o juiz prejudicar a Alemanha, aliás, o lance estava mais para o bandeirinha, Mauricio Espinoza, tudo bem. Mas que a bola entrou, entrou- e muito, mais exatamente 33 centímetros segundo o tira-teima da Globo, o que, além de deixar o jogo empatado em 2 a 2, daria aos ingleses ânimo redobrado para o segundo tempo.

 

Justiça à parte, pois a Alemanha foi muito superior ao longo do duelo, com o canhoto Ozil comandando os mortais contra-ataques germânicos, ah, superioridade à parte, repito, tudo poderia estar comprometido se o gol inglês, legal, fosse assinalado. Um detalhe fatal.

 

O que fazer, então, diante de situações iguais a essa? Creio que já passou da hora de o futebol rever os seus conceitos e deixar de lado que a graça desse esporte está nos erros de arbitragem e que o deixam falado na boca do povo, das conversas de botequim. Em casos extremos, como o não validado gol de Lampard, ou se instala o tal chip (que acusa a bola dentro do gol) ou se pede socorro, de vez, à tecnologia.

 

Uma velha discussão. Mas não vejo mais graça nenhuma- aliás, nunca vi- em um placar ser construído por erros dos juízes que, coitados, muitas vezes bem-intencionados não possuem, porém, o olho mecânico para evitar falhas incríveis. E como disse, fatais.