Blog do Avallone

Saiba o que fez Felipão "chutar o balde" por Luan

Antes de entrar no assunto Felipão, uma notícia que, mais uma vez, me é confirmada pelo personagem que chamo de Cardeal Richilieu do Palestra: Luan deve mesmo ficar no Palmeiras, como este blog antecipou há dois dias, quando se dava como praticamente certa a volta do jogador para a França.

Na verdade, o negócio já está fechado, só que de boca. E pelo jeito que o futebol anda só estará sacramentado quando estiver assinado, de papel passado, coisa e tal.  As bases são aquelas que já informei - 1 milhão  e meio de euros por cinquenta por cento dos direitos de Luan, embora, num primeiro momento seja apenas a prorrogação do empréstimo por parte do clube francês, o Toulouse.

Essa informação de acerto verbal me foi passada às 7 horas da noite desta sexta-feira, depois de Felipão ter considerado culpado o Palmeiras pelo negócio, que já estava certo, ficar a ponto de melar.

O que aconteceu? Bem, resumindo, em sua entrevista, Felipão disse que foi para o treino, às duas da tarde, com a informação de que estava tudo certo; depois, no meio do treino, mais tarde, o treinador foi informado que surgira um problema de última hora, que o negócio poderia não dar certo.

Ah, aí, o velho Felipão ressurgiu: perdeu a paciência, disse que no Palmeiras havia “uma confusão dos infernos” e usou uma linguagem estranha tipo “um mais um são sois. Só que aqui parece que não. Ora, se são os mesmos valores...".

Elementar, meu internauta, as notas não estavam batendo para alguém. Mas na cabeça de Felipão estavam. Que mistério era aquele? Nenhum mistério. É que, segundo me contaram, o empresário de Luan (o ex-centroavante do Palmeiras, Magrão) queria receber a sua comissão e alguém do Palmeiras não queria pagar. Só que a comissão sairia do salário do próprio jogador, não onerando em nada o Palmeiras- daí a conta que “um mais um são dois. Só que puxando para cá acham que não são mais. São os mesmos valores!”.

Isso irritou Felipão, por esse motivo que ele repetia que os valores seriam os mesmos. Os mesmos para o Palmeiras.

Bem, encerrando, depois se fez a paz. E a não ser que haja outra grande reviravolta no caso, gostem ou não os muitos torcedores palmeirenses que constestam o futebol de Luan, o jogador, um dos prediletos de Felipão, permanecerá no Palmeiras. Aliás, ele é o artilheiro do time.

E Felipão, que defendeu a sua contratação com a velha garra, talvez fique mais calmo. Ou existirá algo mais do que o caso Luan para a irritação escancarada do comandante Scolari?

NO TRIBUNAL, DEU A LÓGICA: Kleber, Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves foram absolvidos. Kleber tinha sido indiciado por falta de fair play que, em minha opinião, não existiu. Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves por supostamente, terem forçado o terceiro cartão amarelo.

Achei tudo um grande exagero. Punição dura deve ser dada aos violentos, aos que praticam o anti- jogo, coisa e tal. O que vai acontecer, então, ao goleiro do Sport que quase quebra a espinha do adversário (ambos são juniores) com uma “voadora”?  Isso sim, é caso gravíssimo. E que merece punição exemplar. 

Placas justas. E brincando de desvendar mistérios.

Os jornais de quase todo o mundo exaltaram o incrível jogo da Vila Belmiro, vitória de 5 a 4 do Flamengo diante do Santos, em especial as atuações e os gols de Neymar e Ronaldinho Gaúcho. Jogo citado até no site oficial da FIFA. Sinal de que todos esperam que o futebol volte a ser ofensivo e, se possível, mágico.

Por aqui, o presidente do Santos, Luís Álvaro Oliveira Ribeiro, pretende oferecer uma placa a Neymar por seu gol que classifica de “sobrenatural”, aquele em que ele dribla sei lá quantos flamenguistas, desde a esquerda do ataque santista até o meio da área, com gingas mágicas, até o arremate final.

Justa homenagem.

Mas seria justo também oferecer uma placa a Ronaldinho Gaúcho, por seus três gols e categoria esbanjada. Por que não? E mais: eu daria uma placa ao próprio jogo, por iniciativa da CBF (se ela se interessasse por essas coisas), sei lá, para que esse jogo entrasse de vez para a História.

E também para servir de incentivo para o futebol ofensivo, em busca dos gols, uma placa que seria verdadeiro monumento contra a retranca e os retranqueiros que acabam com o glamour do futebol.

MISTÉRIOS DO PALMEIRAS: O CENTROAVANTE, O CASO LUAN...

Muitos internautas- desde que publiquei o interesse do Palmeiras em um centroavante “alto, relativamente habilidoso, goleador e que joga no Brasil”- me perguntam quem é, pois o nome foi mantido em sigilo. Bem, pelo que pude apurar, é o seguinte: a sugestão partiu de algumas pessoas muito ligadas à cúpula do clube e nem sei se o nome foi ou não aprovado por Felipão. Disse também, em novo post, que o clube em que joga esse centroavante não estava disposto a libertá-lo este ano.

Correto? Bem, para que não exista mais dúvida, revelo o que apurei: trata-se de Ricardo Jesus, da Ponte Preta, artilheiro da Série B, com 11 gols. É um jogador alto, de 1 metro e 86,26 anos e pelo menos na fita que vi, faz gol de cabeça, de direita de esquerda, de calcanhar. E está emprestado à Ponte até o fim do ano, pois seus direitos pertencem ao CSKA, a mesma equipe de Vagner Love.

Só que está difícil, pois além de a Ponte Preta desejar ficar com o jogador até o fim do ano (ela está muito bem colocada na Série B e tem muitas chances de subir), leio no Estadão que Corinthians, além de outros clubes, também quer Ricardo Jesus. Afinal, artilheiro não se acha na esquina. E, com todo o respeito, ao contrário do pai- que era uma raposa como diretor de futebol do Palmeiras- o atual presidente não é, digamos, um expert em contratar com rapidez ou de vencer pequenos leilões.

Quanto a Luan, publiquei há dois dias, que ele deve ficar no Palmeiras. Não banquei que ele ficaria no Palmeiras. Mas ainda não descarto essa possibilidade, pois a minha fonte nunca falhou: o clube, segundo essa fonte, que chamo de Cardeal Richelieu, arrecadou 1 milhão e meio de euros para comprar 50 por cento dos direitos de Luan.

Não sei se o Toulouse vai bater o pé para negociar os 100 por cento. Aí já é outra história. Sei que nesta quinta haveria uma reunião para definir o negócio e não sei ainda, qual foi o desfecho.

Continuo dizendo que Luan deve ficar. Ou que pode ficar. O que é diferente de “vai ficar”. Estamos entendidos?

O Fantástico show na Vila. E mais: gols e sustos do São Paulo, o alívio do Palmeiras...

                                                                 Foto: Fernando Pilatos/ UOL

Como num passe de mágica, acionada a Máquina do Tempo, a Vila Belmiro foi tomada por uma espécie de show que por aqui se via em outros tempos. O show do futebol de ouro, num clássico de 9 gols, 5 para o Flamengo e 4 para o Santos, tendo como protagonistas astros como Ronaldinho Gaúcho e Neymar.

Antes de falar mais do jogo e de render as homenagens ao Flamengo, autor de uma virada épica e que vai entrar para a História, permita-me o amigo esticar um pouco mais o papo sobre Ronaldinho Gaúcho e Neymar. Eles fizeram de tudo! Ronaldinho, que muitos julgavam já quase acabado para o futebol de alto nível, fez três gols, esbanjou categoria e lembrou, pelo menos nesta noite, o fantástico Ronaldinho do Barcelona. E o jovem Neymar, que talvez estivesse abatido pelo fracasso da Seleção na Copa América, surpreendeu pela volta por cima, com dois gols- um deles espetacular, driblando quatro ou cinco flamenguistas desde a ponta-esquerda até o meio da área-, deu o passe de meia- bicicleta para Borges marcar um de seus dois gols, sofreu o pênalti que Elano desperdiçou.

Não estivesse vestindo a camisa número 11 e muitas testemunhas de outros tempos da Vila poderia pensar que se tratava daquele menino, que seria o melhor do mundo de todos os tempos. Por uma noite, Neymar foi Pelé.

Por uma noite, Ronaldinho foi Ronaldinho do Barcelona.

Por uma noite, o futebol exibido voltou a ser o brasileiro de verdade. Imprevisível, letal, apaixonante. É jogo para se contar no futuro. E talvez não acreditem. Imagine, só: o Santos abrindo 3 a 0, o Flamengo diminuindo para 3 a 2, o Santos desperdiçando pênalti, o Flamengo empatando, o Santos fazendo 4 a 3, o Fla marcando 4 a 4 e 5 a 4!

Assim se joga o futebol. Assim se faz o espetáculo! 

O SÃO PAULO, MAIS PERTO DO LÍDER

Tudo bem que o final não teve a tranquilidade insinuada pelo começo fulminante. Afinal, colocando 4 a 0 sobre o Coritiba, em pleno estádio adversário, e estando com um jogador a mais (Davi, do Coxa, foi expulso ainda no primeiro tempo), por alguns momentos chegou-se a pensar que o tricolor iria estabelecer uma goleada histórica. Ah, parecia.  Aqueles gols de Carlinhos Paraíba, Juan, Dagoberto e do menino- craque Lucas, dois deles encobrindo o goleio Edson Bastos, pois aqueles gols seriam capazes de desmontar qualquer inimigo.

Mas como futebol é cheio de surpresas, motivo pelo qual se torna tão apaixonante, o Coritiba com 10 jogadores em campo marcou três gols (dois de Bill e um de Rafinha) e quase empata.

Por sorte do tricolor, o “quase” não vale nada.  O que vale o São Paulo trás de Curitiba: os três pontos na bagagem, a vice- liderança mantida e a distância para o líder Corinthians diminuída de seis para três pontos. Com um jogo a mais, é verdade. 

O ALÍVIO DO PALMEIRAS

Foi suado, chorado, sofrido. Parecia que mais uma vez, em três jogos, o gol não iria sair. Mas quase no fim, Marcos Assunção bateu falta da esquerda, o goleiro Wilson Rebateu para o meio da pequena área e Maurício Ramos escorou a bola no peito. Para o fundo das redes do Figueirense.

Ufa!  Era a primeira vitória do Palmeiras fora de casa neste Campeonato Brasileiro, assim como a primeira derrota do Figueirense em seus domínios.  Por 1 a 0, gol de peito, coisa e tal, mas diria que foi uma vitória justa, pois o Palmeiras criou mais chances do que o Figueirense- inclusive com uma na trave chutada por Maikon Leite- e foi mais ofensivo do que vinha sendo.

E quanto à estreia de Gerley, menino de 20 anos, na lateral-esquerda, gostei. Não foi nada de espetacular, creio que nem poderia ser. Mas bem melhor do que Rivaldo, Gerley é.

Luan deve ficar no Palmeiras. E mais capítulos do Mercado da Bola

Já quase entrando na madrugada desta quarta-feira, recebo o telefonema de uma pessoa que vem sendo, digamos, uma espécie de Cardeal Richelieu da atual direção do Palmeiras. Não sei se a notícia que me foi passada será exatamente do agrado da torcida palestrina, mas, seguramente, deixará contente o técnico Felipão: por 1 milhão e meio de euros, Luan deverá ter 50 por cento de seus direitos comprados junto ao Toulouse, quando já era dada como praticamente certa a sua volta para a França.

Pois assim quis Felipão.

A minha opinião? É curiosa, amigo; já gostei e desgostei de Luan, várias vezes. Gostava de seu futebol nos tempos de São Caetano, fiquei decepcionado em seu começo de Palmeiras, voltei a admirá-lo em alguns jogos deste Campeonato Brasileiro (ele tem quatro gols nesta competição) e reconheço que teve grave recaída nos últimos jogos. Sei que Luan é importante taticamente, que constantemente volta para marcar e que isso talvez o prejudique no momento de ser atacante ou de utilizar o chute forte, de canhota.

Então, até agora, minha santa avó diria que é uma no cravo e outra na ferradura. Mas quem sabe Felipão tenha razão, quem sabe a torcida veja este jovem de 22 anos ficar mais perto do cravo do que da ferradura...

Bem, esta é a notícia.

Há também o interesse do Palmeiras em mais um meia, que poderia ser Davi, do Coritiba, 27 anos, mas que deve ficar no Coxa até o fim do ano e até joga nesta quarta contra o São Paulo. Pelo que senti a preferência está por um meia do Criciúma ou por Andrezinho, do Inter, que poderia ser trocado por Pierre.

Ah, e tem também um centroavante, com o nome mantido em sigilo. Trata-se, ao que consta, de um jogador alto, de relativa habilidade, goleador e que atua no Brasil. Mas há um detalhe difícil de ser contornado: o clube em que joga não pretende liberá-lo este ano. No entanto, mais uma tentativa será feita.

O MERCADO AGITADO

Quem pensou que estivesse fechado para balanço o supermercado do futebol cometeu ledo engano. O que os nossos clubes não podem mais é trazer jogadores de fora do Brasil até a próxima janela de transferências (em janeiro), mas no que para mim é uma contradição, podem vender. E tem o mercado interno, ainda possível, pois dá para inscrever jogadores no Campeonato Brasileiro até o dia 25 de setembro.

Vamos, pois, às mais recentes movimentações, por aqui:

1-    Lucas, na Inter de Milão? É o que está rolando, com o empresário do craque do São Paulo, Vagner Ribeiro, admitindo que, embora difícil, terá uma reunião para tentar o negócio.   Em minha opinião, o tricolor não negociará agora o seu jovem talento, mesmo sendo a poderosa Inter- atual campeã do mundo entre os clubes- a interessada. Em todo o caso, sabe-se lá como é que vai ficar a cabeça do jogador...

 

2-    Chicão, adeus ao Corinthians? Não chega a ser uma grande novidade, pois é o que se comenta há alguns dias. Aos 30 anos, ele que foi uma grata surpresa, contratação pouco badalada e de rara eficiência, estaria vivendo uma de suas últimas oportunidades de ganhar uma bela grana. Para onde? Ainda não se sabe ou, pelo menos, não sei. Alguns dizem que é para Ucrânia, outros que é para o mundo árabe. O que sei é Chicão, se for mesmo negociado, fará muita falta ao Corinthians- se bem que Wallace, no Vitória, sempre deixou boa impressão.

 

3-    Não fazem parte do mercado futuro, mas sim do que já estão nas prateleiras daqui. Creio que ainda é tempo de se falar das contratações vindas de fora, pelo menos de algumas: excelente reforço para o Santos este Ibson, que veio do Spartak Moscou, que já brilhava -e muito- quando vestia a camisa do Flamengo; boa aposta a do São Paulo ao contratar, por quase 5 milhões de reais, o meia Cañete, argentino, que já foi comparado a Riquelme, e que fez sucesso na Libertadores jogando pelo chileno Universidad Catolica; boas apostas também as do Fluminense, ao contratar o jovem argentino (que é do River Plate), Lanzini, 18 anos, e também (apesar da briga judicial que terá com o Palmeiras, com muitas chances de ser punido pela FIFA) Martinuccio- vice-campeão da Libertadores pelo Peñarol.

Tenho a impressão que, no mínimo, teremos um Campeonato Brasileiro repleto de atrações e de bilheteria considerável. Afinal, o futebol não é- ou deveria ser-espetáculo?

Os técnicos: mágoas e desafios.

Não há nada como os resultados, de acordo com as campanhas e necessidades, para que sejam escancarados os desafios e as mágoas de muitos técnicos, alguns deles até amigos- ou ex-amigos- que em certo momento se transformam em desafetos. Nesta segunda-feira, alguns casos me chamaram a atenção:

1-    Caio Júnior versus Cuca: este foi um caso escancarado, com Caio Júnior, ameaçado de perder seu cargo de técnico no Botafogo, assim falar sobre Cuca, o preferido da torcida botafoguense: “Eu não sou amigo dele”. E explicava a razão, que vinha desde os tempos do Flamengo, quando ele, Caio, diz ter recebido um telefonema de Cuca assegurando que eram boatos, nadas mais nada mais do que boatos, os comentários de ele assumiria o lugar de Caio no Flamengo. E que, pouco tempo depois, isso aconteceu.

Esta é a versão de Caio Júnior, que li. E mão me surpreende. Não por se tratar dele ou de Cuca, apenas por julgar que é coisa que vem ocorrendo no futebol há muito tempo. Só que não era admitida e poucas vezes chegava ao público.

 

2-    Muricy versus Mano Menezes: não sei se a amizade deles está abalada ou se apenas defendem os seus interesses em lados bem opostos, um em clube e outro na Seleção. Sei que eram muito amigos, se não me engano até vizinhos, em Porto Alegre, quando também estavam em lado muito opostos: Muricy Ramalho dirigia o Inter, Mano Menezes comandava o arqui-inimigo Grêmio.

Mais recentemente, uma bola dividida, que pode ter iniciado uma certa mágoa, sem bem que nenhum dos dois tivesse culpa: Muricy foi chamado para dirigir a Seleção Brasileira e, de acordo como que foi divulgado oficialmente, o Fluminense não o liberou. No dia seguinte, Mano Menezes já era o novo treinador da Seleção Brasileira.

Mano, depois de um início promissor à frente da Seleção, foi perdendo os principais jogos, culminando com o desastre da Seleção Brasileira na Copa América. Ao contrário, Muricy foi colecionando sucessos: campeão brasileiro pelo Fluminense em 2010, campeão da Libertadores em 2011. E já se fala em seu nome na Seleção Brasileira.

Enquanto isso, por necessidade- e em minha opinião sem motivo para o futebol brasileiro- Mano vai desfalcar novamente o Santos de Muricy, pois convocou para um simples amistoso diante da Alemanha (que importância tem) Neymar e Ganso- que não poderão enfrentar o Corinthians, em clássico de grande importância. Para amenizar, talvez, deixou de convocar Elano e chamou o corintiano Ralf. E Mano emendou, ainda: “Que os outros cuidem de seus problemas. Porque dos meus problemas, ninguém cuida, só eu”.

E Muricy, sem entrar em polêmica, luta para que o clássico seja adiado.

3-    Felipão versus torcedores uniformizados: aconteceu no domingo, após a derrota do Palmeiras contra o Fluminense, quando Scolari não gostou de terem sido xingados Luan e Marcos Assunção. Foi além. Felipão assumiu a responsabilidade e disse que qualquer coisa era para ser decidida com ele, que passa na Pompéia todos os dias.

Caro Felipão, creio que este é um heroísmo desnecessário, os 15 milhões de palmeirenses não estão representados por aquele grupo que xingava e berrava.

Que tal topar um outro desafio?  É este: é o de armar um sistema ofensivo dinâmico, com mais jogadas ensaiadas com bola rolando (não só a de bola parada), é fazer do Palmeiras um time que saiba estufar as redes com assiduidade.

Este, sim, é um belo desafio. Um auto desafio. Felipão versus Felipão. Ao ataque!

Ai, sim: a torcida do Palmeiras ficaria agradecida.  

A queda do líder Corinthians. E o Palmeiras despencou para o quinto lugar...

Agora, o Corinthians já não é mais invicto: graças a um golaço de Wallyson (belo jogador!), que lá do meio da rua, da intermediária corintiana, aos 10 minutos do segundo tempo, acertou um chute perfeito, percebendo que o jovem goleiro corintiano, Renan, estava um pouco adiantado.

Falha do goleiro? Não creio. Bola defensável? Talvez. Isso se o goleiro não estivesse adiantado, pesando que o atacante do Cruzeiro iria avançar com a bola. Mas nada que se possa chamar de “frango”, “peru” ou coisas do gênero. Prefiro creditar os méritos ao atacante.

Quanto ao jogo em si, lamentável a não marcação do pênalti mais do que visível cometido pelo lateral-esquerdo corintiano, Ramón: ele esticou o braço, já dentro da área, para cortar o cruzamento de Vítor, da direita. E o árbitro Vuaden não deve ter visto, pois deixou passar em branco a jogada.

Ainda em relação ao jogo, apesar dos desfalques, o Corinthians foi para cima, diante de um Cruzeiro de jogadores hábeis (e que soube se defender mesmo depois expulsão de Gilberto), tanto que, ao final da partida, os quase 35 mil pagantes que lotam o Pacaembu gritaram “Corinthians, Corinthians”.

É que, sábia, a torcida tem consciência que, apesar da derrota e da perda da invencibilidade (agora, o Flamengo é o único invicto no Campeonato Brasileiro), o Corinthians ainda lidera a competição com folga, seis pontos à frente do vice-líder, o São Paulo.

O FLUMINENSE  SOUBE VENCER O PALMEIRAS

E nem que é que o Fluminense tenha jogado muito mais do que o Palmeiras: é uma questão de determinação ofensiva, de sistema de jogo que favoreça os atacantes. Resumindo: o goleiro palmeirense, Marcos, fez muito mais defesas do que o goleiro do Fluminense, Diego Cavalieri, em prova de eficiência ofensiva de um ataque sobre o outro, embora a bola fosse um tal de lá e cá, de uma área para a outra, sugerindo que havia equilíbrio de ações.

E também uma questão de elenco. Quando o técnico do Fluminense, Abel Braga, quis partir para o ataque, olhou para o banco de reservas e viu Rafael Sobis, atacante de respeito.

Quando Felipão quis mexer no time, olhou para o banco e viu Dinei e Patrik. E lá foram eles, nos lugares de Valdívia e Maikon Leite.

Perdão pela sinceridade; Dinei, em minha opinião, é um dos piores centroavantes que já passaram pelo Palmeiras. E Patrick, - por mais que se esforce, nem sei em que posição joga de fato.

Resultado: Fluminense 1 a 0, gol de Marquinho, de cabeça. O mesmo Marquinho que, pouco antes, tinha marcado um gol legítimo, também de cabeça.  E que a arbitragem anulou.

Flu, vitória justíssima. Palmeiras, quinto lugar. Estará descendo a ladeira?

OS BASTIDORES DO CASO MARTINUCCIO

Ontem, no programa No PiqueGustavo Dedivitis, que foi responsável pela quase vinda ao Palmeiras do jogador Martinuccio, ex-Penarol (agora do Fluminense), relatou detalhes de bastidores até então desconhecidos: sua vontade de jogar com Felipão, a camisa autografada ao presidente Arnaldo Tirone e a quebra do pré-contrato repentina após a semifinal da Libertadores. Outro convidado foi o advogado - especialista em direito desportivo, Ivandro Sanches, que analisou as possíveis punições econômicas e desportivas que poderão ser aplicadas ao Fluminense. Confiram no vídeo abaixo:

O tropeço do São Paulo, logo na estreia de Adílson Batista.

                                                                 Foto: Gustavo Tilio

Esperava-se algo bem diferente para o São Paulo nesta noite de sábado, no Morumbi, quando o tricolor insinuava seguir em irresistível arrancada no Campeonato, em perseguição ao líder Corinthians.

Aliás, tudo lhe parecia favorável: vinha embalado por vitórias importantes- a última, por 3 a 0, diante do Inter, em Porto Alegre-, contava com a estreia do técnico Adílson Batista (não sei se no momento adequado), com a volta do craque Lucas e tinha o apoio de mais de 23 mil torcedores, bom público para uma noite de inverno: além disso, tinha outra estreia ou reestreia, a de Denílson, que voltara do Arsenal, da Inglaterra, e o adversário nada parecia ter de perigoso, pois ocupava o Atlético Goianiense a zona de rebaixamento.

Pronto. O que faltava, então para vencer? Aparentemente, nada. Era só contabilizar os três pontos e encarar uma série de adversários mais fáceis, na teoria, que virão pela frente: Coritiba, Bahia, Avaí, Atlético Paranaense, América Mineiro, tendo o Vasco como exceção.

Tudo bem? Tudo bem, coisa nenhuma, pois o São Paulo não passou de um empate de 2 a 2, desperdiçando dois pontos preciosos e jogando para o alto qualquer tipo de previsão ou de teoria.  Culpa de Adilson Batista? Nem tanto, nem tanto. Embora eu continue achando que Milton Cruz devesse continuar como técnico por mais um tempo (como Jorginho no Palmeiras, em 2009, o amigo está lembrado?) o São Paulo teve 18 finalizações contra apenas 4 do Atlético, o que revela sua superioridade.

E quais foram, então, os pecados do São Paulo? Simples: dificuldades nas penetrações e nos arremates- os gols foram marcados de cabeça, ambos em bolas levantadas por Dagoberto, o primeiro pelo Rhodolfo e o segundo por Rivaldo-, com Fernandinho desperdiçando o gol mais feito do jogo, após arrancada espetacular. E, principalmente, as falhas da defesa, que teve em Xandão o seu pior jogador- logo a defesa que já foi verdadeira muralha nos tempos de Muricy Ramalho, com Alex Silva, Miranda, etc.

Os gols do Atlético, marcados por Bida e Anselmo, tiveram méritos dos autores, é claro. Mas contaram coma colaboração de uma defesa que já foi dura de ser vencida.

Em relação à classificação, tudo continua na mesma, pois como o empate do Flamengo diante do Ceará, por 1 a 1, em Macaé (viram no que deu Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves forçarem o terceiro cartão amarelo?), o tricolor continua vice- líder, um ponto à frente.

Mas em relação ao Corinthians, ah, a distância é grande. E se vencerem o Cruzeiro neste domingo, os corintianos vão rir à toa, à toa...