Blog do Avallone

Casa cheia para Santos e Corinthians. E Barcos mais o movimento pelas Diretas.

A informação é de que todos os ingressos estão esgotados para o clássico Santos e Corinthians, neste domingo na Vila Belmiro. Aliás, clássico que revive a sua importância de outros tempos- na época dos tabus-, com intensidade porque ambos disputaram o título de campeão paulista no ano passado (o Santos foi Campeão) e agora também participam do sonho de consumo de todas as torcidas- a Taça Libertadores.

 

Por jogar em casa, com Neymar inflamado, coisa e tal, poderia até se dizer que o Santos carregue um certo favoritismo. Mas, repetindo, como diz o filosofo da bola, Dadá Maravilha, clássico é clássico e vive- versa. Ainda mais quando se joga contra o Corinthians, líder do Campeonato e ainda invicto. Ah, o Corinthians não vai jogar com todos os seus titulares? Não importa: entre os substitutos, estão, simplesmente, Douglas e Adriano que, em forma, serão titulares, sim. É a força do elenco corintiano.

 

O que deixa o clássico imprevisível.

 

BARCOS. E O MOVIMENTO PELAS DIRETAS.

 

O outro invicto do Campeonato, o Palmeiras, o normal seria ressaltar a possibilidade da volta de Valdívia, recuperado de sua contusão, e que pode dar mais criatividade ao meio-campo palmeirense. As atuações de Barcos, no entanto, têm sido recheadas por tão belos gols que é ele, o centroavante esperado há tanto tempo, a grande atração deste jogo contra o São Caetano, no Pacaembu.

 

Horas antes da partida, na esquina da rua Turiassu (vi a placa e não é com c cedilha), com a Caraíbas, ruas próximas ao Estádio Palestra Itália, espera-se um bom número de torcedores para fazerem o movimento pelas eleições diretas. Quer dizer: com os sócios- e não apenas os conselheiros- elegendo o presidente e principais dirigentes.

Fala-se em duas mil pessoas. Sei lá.

 

Fica aqui, pois o registro.

Lucas, o que não pode faltar na Seleção.

                                                                              

                                                        Crédito: Site oficial/saopaulofc.net

Não só pela bela partida diante do Guaratinguetá , quando pelos 60 minutos em que esteve campo, deu show de velocidade, habilidade e persistência. No gol que marcou, aliás, o primeiro do São Paulo, deu um drible tão desconcertante no adversário que o deixou sentado no chão, antes de arrematar com sucesso para as redes.

Digo mais pelo conjunto da obra. O futebol que mais encantou nos últimos tempos foi aquela Seleção Sub-20 do Campeonato Sul- Americano, em que o Brasil venceu o Uruguai, na final, por 6 a 0- três gols de Lucas. E também contra a Argentina, no segundo jogo chamado “Superclássico”, quando ele, Lucas, arrancou do meio do campo para -em incrível velocidade- marcar um dos gols brasileiros.

No último jogo da Seleção, em pífia performance diante da Bósnia, Lucas jogou menos de dez minutos. Há uma explicação: Lucas tinha jogado o clássico contra o Palmeiras, em uma partida intensa, e deveria estar cansado para atuar, 48 horas depois, como titular. Só pode ser isso.

Claro. Pois que com Lucas e Ganso nas meias, amparados, digamos, por Ralf e Elias (ou Paulinho), tendo à frente Neymar e Leandro Damião, é de se supor que Seleção jogue um futebol mais “à brasileira” do que vem mostrando.

E quanto ao jogo em que Lucas participou apenas uma hora, foi fácil a vitória do São Paulo contra o Guaratinguetá (3 a 0) com um dele, Lucas, outro de Willian José e outro de Fernandinho.

E antes que me esqueça, muito boa a atuação de Casemiro.

Mais um golaço de Barcos. E a dramática vitória do Corinthians. E deu Santos, sem neymar e Ganso.

Ele vai confirmando sua fama de matador implacável e, ao mesmo tempo, de centroavante extremamente hábil: aos 32 minutos do primeiro tempo, Hernán Barcos partiu em velocidade pela meia-direita do ataque, deu o chamado “drible da vaca” no zagueiro Pablo e, na saída do goleiro do Linense, Douglas, tocou por cobertura, em lance plástico, para marcar o segundo gol do Palmeiras.

Ainda no domingo passado, Barcos fez gol digno dos craques. E num clássico, diante do São Paulo, o primeiro dele no jogo, ao driblar dois zagueiros com um toque de perna direita e arrematar com a esquerda (depois, fez mais um, de oportunismo). Quer dizer: já não é mais simples coincidência ou golpe de sorte, pois com seus 5 gols em 6 jogos, o argentino Barcos repete, simplesmente, o que fazia pela equatoriana LDU, até mesmo em competições internacionais.

A continuar assim, Barcos fará, sem dúvida, parte da galeria dos maiores centroavantes da História do clube.

Mas o Palmeiras não foi apenas Barcos. O primeiro tempo do time foi excelente, terminou com 3 a 0 para o Palmeiras (gols de Wellington-contra-, Barcos e Daniel Carvalho, mesmo diante de uma equipe veloz, “enjoada” e que tem obtido bons resultados, o Linense. Depois, no segundo tempo, o Linense, avançou e o Palmeiras preferiu gerenciar a partida e tomou o gol de André.

Placar final: 3 a 1, bom resultado para o agora vice-líder Palmeiras (25 pontos) que, além do super-destaque Barcos, também teve outros jogadores com boa atuação.  Entre eles, por exemplo, o lateral-esquerdo Juninho, os volantes Márcio Araújo e João Vítor e Daniel Carvalho-este, enquanto teve fôlego.

 E, parece que neste domingo poderá acontecer o retorno de Valdívia. O time está ficando forte...

A  DRAMÁTICA  VITÓRIA  DO  CORNTHIANS

Valho-me dos melhores momentos que vi e do relato do Lico Martins- que acompanhou o jogo inteiro- para escrever sobre a dramática vitória do Corinthians, por 2 a 1, com o gol de Danilo marcado aos 47 minutos do segundo tempo.

No primeiro tempo, com apenas dois atacantes (Willian e Liedson), o Corinthians dominou o jogo, coisa e tal, mas era toquinho para lá, toquinho para cá, até que surgiu o pênalti que Alex desperdiçou.

Depois, no segundo tempo, surpreendido pelo gol da Catanduvense (Alessandro, contra, aos 9 minutos), o técnico Tite decidiu fazer uma blitz rumo ao gol da fraca Catanduvense (que está na antepenúltima colocação) com bolas na trave, chances de gol, etc. Mas o gol de empate saiu apenas aos 35 minutos da etapa final, através de Paulinho, e o gol da vitória, como já citei acima, marcado por Danilo- este um jogador com capacidade nem sempre reconhecida.

Não houve show e nem espetáculo- nem mesmo grande público, menos de dez mil pagantes- mas a vitória foi de virada. E com a cara do Corinthians. Aliás, o líder do Campeonato, 29 pontos, quatro à frente do vice- líder Palmeiras.

Neste domingo, tem Corinthians e Santos com Neymar e Ganso. Aí, sei lá o que pode acontecer.

O  SANTOS  VENCE,  SEM  GANSO  E  NEYMAR.

Bem, este jogo acompanhei mais pelo rádio, com congestionamento enfrentados. Pela narração, o Santos começou bem, fez seu gol (Ibson) e depois o Guarani- surpresa do Campeonato, foi para o ataque, ensaiou um sufoco..  Mas não foi, além disso: o Santos suportou a pressão e ainda fez seu segundo gol, no finzinho, com Arouca.

Vencer o Guarani, que estava na liderança do Campeonato, já não seria fácil. Jogando sem Neymar e Ganso, no entanto, foi uma verdadeira façanha santista.

O que sugere que, neste domingo, deveremos ter clássico histórico e bem jogado, entre Santos e Corinthians.

Novo patrocínio do Corinthians, só a partir de abril. Em ação, os Eternos Palestrinos. E a ilusória vitória da Seleção.

Que fique bem claro: o novo patrocínio da camisa do Corinthians- provavelmente a Hyundai, embora estejam interessadas outras duas empresas- só acontecerá em abril, pois até lá existe o contrato com a Hypermarcas, que paga 38 milhões/ano pelo chamado patrocínio máster. Além disso, lembra-me a fonte que antecipou um salto milionário (56 milhões de reais), que o Corinthians já tem renovado os contratos com Fisk, escola de inglês (que seria de 10 milhões de reais) e com a Tim (5 milhões de reais) para outras partes do uniforme.

Estou passando a bola como recebi, matando no peito e arrematando, por confiar na minha fonte. Quanto à incompatibilidade de patrocínios de Hyundai e Kia Motors (que estampa seu nome na camisa do Palmeiras), digo que, por coincidência possuo um carro da primeira e, durante o tempo de uma longa revisão, fui informado que, no Brasil, embora da mesma empresa, ambas têm administrações distintas.

Mais ou menos como a Unimed, no Rio e em São Paulo, em que as duas têm gestões diferentes. Enquanto a do Rio, com Celso de Barros- o Celsão- investe pesado no Fluminense, com salários altíssimos para alguns jogadores, não se vê nenhum grande investimento em futebol da unidade paulista.

O caso não é idêntico, eu sei. Mas talvez sirva para ilustrar esse assunto complexo.

EM  AÇÃO,  OS  ETERNOS  PALESTRINOS.

Conversei nesta terça-feira com importante integrante do grupo “Eternos Palestrinos”, que me disse para aguardar mais ou menos uma semana, quando surgirá uma novidade no caso Wesley, capaz de compensar a fraca campanha até agora de doação da torcida.

Isso não é novidade e apenas reforça o que publicou o meu competente amigo Alex Muller em seu blog- aliás, aproveito para agradecer a ele sobre o que escreveu sobre este blogueiro- ao entrevistar outro integrante dos “Eternos Palestrinos” (grupo apartidário, sem ambição de poder no clube e apenas palmeirenses apaixonados), o atual presidente, Borin.

SELEÇÃO,  A  VITÓRIA  DA  ILUSÃO.

Não sei se o gol contra de Papac, aos 45 minutos do segundo tempo (depois de um centro de Hulk) fez bem ou mal para o futuro da Seleção Brasileira. Diante da Bosnia, na sofrida vitória por 2 a 1, o Brasil mostrou um futebol sem criatividade, digno da sétima colocação no ranking mundial que ocupa.

E isso, especialmente enquanto Ronaldinho Gaúcho esteve em campo, com status de o grande líder do time, embora, já faz bom tempo, jogue mais com o nome do que com a bola. Depois da entrada de Paulo Henrique Ganso no lugar de Gaúcho, principalmente, a Seleção melhorou um pouco, Neymar ficou mais à vontade (estaria ele inibido ao lado de Ronaldinho, assim como esteve irreconhecível no duelo contra o Barcelona de Messi?) e, com a entrada de Lucas, o ataque tornou-se mais perigoso.

A Seleção ganhou, é verdade. Mas não convenceu e nem mesmo quanto à parte tática, confirmando o que se suspeita, de estarmos atrasados em relação aos europeus. O mar virou sertão e o sertão virou mar?

Aliás, para encerrar, creio que é o momento de Júlio César dar um tempo como goleiro titular. E o pior de todos, em minha opinião, foi o zagueiro David Luiz, verdadeiro convite ao modesto ataque da Bósnia.

O milionário patrocínio do Corinthians. E o caso Wesley.

Seong-Bae Kim- Presidente da Hyundai-segura camisa do Corinthians com marca da empresa (Foto:Reprodução internet )

Uma confiável fonte- que até hoje jamais falhou- contou-me que deverá ser muito acima da média o novo patrocínio da camisa do Corinthians. Quanto? Simplesmente 56 milhões de reais/ano, com três anos de contrato, o que dá um total de 168 milhões de reais.

Segundo a minha fonte, embora três sejam as empresas interessadas em estampar o nome na camisa corintiana, a que estaria mais próxima é a Hyundai, montadora sul-coreana automotiva e que está expandindo seus negócios no Brasil.

Se confirmado esse novo patrocínio- como se espera- mais as cotas de tevê, as arrecadações dos jogos e as outras fontes de receita (venda de camisas, de uniformes, etc), estará o Corinthians, em breve, entre os clubes mais ricos do mundo.

A conferir.

O  CASO  WESLEY

Até agora a contribuição da torcida do Palmeiras para consumar a contratação de Wesley tem sido modesta. Até o momento em que escrevo, pouco mais de 208 mil reais, menos de um por cento da meta estipulada.

Mas, segundo informações, ainda não entraram em ação grupos de torcedores que irão contribuir e que decidiram fazê-lo, o que deve aumentar em muito os números até agora pequenos.

O que me parece claro é ser quase impossível alcançar a meta de R$ 21.377.300. Mas, segundo um informante (que, aliás, será um dos contribuintes), basta que o resultado dê para pagar a primeira parcela ao Werder Bremen para o negócio ser concretizado de vez.

Isso bate, mais ou menos, com o que me disse, na semana passada, o presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone, que calculava de 15 a 20 dias o fechamento do negócio, embora já tenha pedido nesta segunda-feira a inscrição do jogador na Federação Paulista de Futebol. A mesma coisa teria sido dita a Tirone ao meu informante/futuro contribuinte.

E por quê?

Porque, na verdade, o Palmeiras pretende gastar, com seu próprio dinheiro, no máximo 4 milhões de euros (cerca de 8 milhões e meio de reais) por Wesley, ficando o resto da conta para ser paga pelo investidor que não surgiu. Surgiu, então, um doador, que é a torcida do Palmeiras, na popular “vaquinha”.

Não vejo nada de errado nisso, até porque a contribuição mínima- 100 reais, divididas em parcelas, no cartão- é bem razoável, mais ou menos o que custa um ingresso em cadeira numerada- no caso de alguns clubes, até menos. O problema é se vai dar certo ou não, pois que algumas tentativas (com exceção de Marcelinho Carioca, em promoção da Federação Paulista de Futebol, que voltou ao Corinthians no tal concurso de ligações telefônicas) fracassaram.

Creio, no entanto, que Wesley jogará mesmo pelo Palmeiras. No fim de março ou começo de abril. Só não cravo de vez, pois em futebol...

E acredito que pode ser um novo caminho, já empregado em agenciamentos de shows, e como diz o conselheiro palmeirense Seraphin Del Grande, um passo muito grande para um eficaz projeto de “sócio- torcedor”.

Que, aliás, é o que ajuda- e muito-, por exemplo, o Grêmio e o Inter de Porto Alegre. E que é um dos pilares da sustentação de um time multicampeão: o Barcelona.

Simplesmente.

Palmeiras 3, São Paulo 3: um clássico como há muito tempo não se via.

Este, sim, foi um autêntico Choque-Rei. De prender a atenção e a respiração até o fim. Por três vezes, o Palmeiras esteve a frente do placar, por três vezes o São Paulo empatou. E, além dos gols, os dois goleiros – Deola, pelo Palmeiras, e Denis, pelo São Paulo – fizeram belas defesas, numa prova de que a partida foi intensa até o final.

O placar foi justo. O Palmeiras foi um pouco melhor no primeiro tempo e o São Paulo superior na segunda etapa, quando o técnico Leão colocou o time no ataque – para o tudo ou nada – aproveitando-se do fato de alguns jogadores adversários terem cansado, como, por exemplo, Daniel Carvalho e Marcos Assunção.

Destaques maiores deste belo clássico: pelo Palmeiras, o centroavante Barcos, autor de dois gols, sendo um deles um verdadeiro golaço ao se livrar de dois zagueiros com um drible com a perna direita e arrematar para as redes com a canhota. Pelo São Paulo, Fernandinho, incendiou a partida no segundo-tempo e também foi autor de um belo gol.

Destaques negativos do clássico: pelo São Paulo, o lateral-direito paraguaio Piris, por ser extremamente limitado, e os zagueiros Paulo Miranda, de futebol que não está à altura de um tricolor que já teve grandes zagueiros. Pelo Palmeiras, além da lentidão de Marcos Assunção (mestre da bola parada), o lateral direito Cicinho, pelo pênalti tolo e desnecessário que cometeu sobre Cortês, que originou o gol de William José.

Ah, também ficou provado que o São Paulo tem mais opções no banco de reservas (a entrada de Fernandinho é um exemplo), enquanto o Palmeiras quando teve que substituir Daniel Carvalho, mais do que cansado, foi obrigado a lançar mão de Patrik – e, como de hábito, nada acrescentou. Daí a campanha lançada junto à torcida para ajudar a contratar Wesley. Tema que tratarei aqui, neste blog, mais tarde.

FLU CAMPEÃO

E o Fluminense é o campeão da Taça Guanabara. Simples: colocou em prática, no campo, o que já sugeria no papel. Foi o timaço que se esperava, justificando o alto investimento feito no fim, vencendo o mais limitado Vasco, por 3 a 1, com dois gols de Fred e um de Deco para o campeão.
Desta vez, deu a lógica.