O Palmeiras de Felipão teve o justo castigo de jogar como time pequeno. E a grande façanha do Chelsea.
Foto:Fernando Donasci/UOL
Desta vez, Felipão exagerou em seus erros: contrariando o bê-á-bá do futebol, que não recomenda retranca sem ter força no contra-ataque, o Palmeiras levou um anunciado gol de empate da Portuguesa (Rodriguinho, de cabeça, os 41 minutos do segundo tempo), equipe que, mesmo rebaixada no Campeonato Paulista, sufocou o time de Felipão, todo recuado no segundo tempo e sem velocidade no contra-ataque.
Só poderia dar no que deu. A vantagem obtida no primeiro tempo- com o gol de Luan- foi para o espaço, E a Lusa, sem ser incomodada, partiu toda para o ataque, com seus laterais e meio-campistas, jogando como time grande. E o Palmeiras, sem padrão de jogo, sem criatividade (por que não o meia Felipe no lugar do já conhecido Patrik?), sem velocidade no ataque, fazia com que Barcos, isolado, não pegasse na bola e corresse de um lado para o outro.
Chegava a ser inacreditável. Mas veio um duplo castigo: a contusão de Barcos- queixando-se de problemas na virilha- e o justo empate da Portuguesa, equipe de figuras modestas, mas com padrão de jogo muito superior.
Já há quem se pergunta se vale a pena investir em reforços com Felipão. E já tenho sérias dúvidas. E não mais reconheço nessa figura que já foi um dos mais respeitados técnicos do mundo, um treinador atualizado com os novos tempos do futebol. Sinto muito.
E lamento as queixas dos torcedores de um Palmeiras “bumba-meu- boi”. Logo ele, que já foi conhecido como Academia.
A GRANDE FAÇANHA DO CHELSEA

Foto: Dylan Martinez/ Reuters
E o campeão da Champions League, mesmo sem mostrar futebol vistoso. Mas conseguiu o feito na casa do adversário, o Bayern de Munique, que, jogando em seus domínios teve a iniciativa do jogo, embora em jornada infeliz de seus atacantes- Ribéry, Mario Gómez e Robben. O holandês Robbe, inclusive, desperdiçou um pênalti, com brilhante defesa do grande goleiro Peter Cech. Já o Chelsea sentia muito a falta de Ramirez para seus contra-ataques.
Antes, no tempo normal, empate de 1 a 1, gols marcados no final do jogo: aos 37 minutos do segundo tempo, o gol de cabeça do alemão Muller; minutos dessa etapa, o gol de empate do Chelsea, em violenta cabeçada de Didier Drogba, depois de uma cobrança de escanteio.
E, finalmente, depois da prorrogação sem gols, a decisão, por pênaltis, destacando-se a competência e a estrela de Peter Cech, competência na defesa praticada no chute de Olic e estrela ao ver bater na trave a cobrança de Scheinsteriger. Na cobrança final, o gol de Drogba.
Pela primeira vez em sua história, o Chelsea é o campeão da Europa!
Na moita, começa o Campeonato Brasileiro. E a grande final da Europa.
Não era bem assim que se esperava o começo do Campeonato Brasileiro. Inicia frio, meio que escondido do noticiário, sem atrações espetaculares e atropelado, ainda, pelas competições em curso: a Libertadores e a Copa do Brasil, o que fazem vários clubes pouparem muitos de seus titulares na rodada inaugural.
Afinal, Corinthians, Vasco, Santos e Fluminense têm sérios compromissos no meio da próxima semana pela Libertadores- o que, por exemplo, esvazia um grande clássico como Corinthians e Fluminense- que deverão entrar com muitos reservas em campo-, fazendo ainda com que Santos e Vasco talvez também poupem seus principais jogadores. E outros clubes da Série A também têm jogos decisivos pela Copa do Brasil- que dá ao vencedor uma vaga na Libertadores do ano que vem-, como Palmeiras, São Paulo, Grêmio, Coritiba e Bahia, todos integrantes da Série A.
Arriscarão colocar em campo o que possuem de melhor?
Só que talvez se esqueçam de que, em sistema de pontos corridos, cada jogo vale três pontos, sendo praticamente uma decisão em cada partida. Lá na frente, ao longo das 38 rodadas, cada resultado pode fazer a diferença.
Enfim, creio que nesse desfile da elite do futebol, o Brasileirão deveria ter um começo mais charmoso.
BAIERN E CHELSEA, A GRANDE DECISÃO.
E chegou o grande dia: o Bayern de Munique e o Chelsea, carrascos, respectivamente dos poderosos Real Madrid e Barcelona, decidirão, em Munique, o título da Champions League- ou a Copa dos Campeões da Europa, como queiram.
Em um piscar de olhos, o Bayern surge como favorito: por jogar em casa, por ter mais tradição (já foi campeão dessa competição quatro vezes) e por contar cm jogadores de alto nível. Como o fantástico Frank Ribéry, um francês de 29 anos, o rosto marcado por cicatrizes em função do acidente de automóvel que sofreu ainda menino, mas dono de um futebol eletrizante, cheio de dribles e velocidade. Ou como o holandês Robben, com sua canhotinha. Ou como o artilheiro Mario Gómez, de descendência espanhola, um terror dentro da área. Ou de outros competentes jogadores.
Mesmo assim, prefiro esperar para ver, pois não se pode desprezar um time como o Chelsea- ainda que desfalcado do veloz brasileiro Ramires-, que eliminou, simplesmente, o Barcelona, vencendo em Londres (gol de Drogba) e empatando na Espanha, em 2 a 2. Essa façanha lhe dá moral e autoconfiança, ingredientes capazes para desafiar o favorito oponente.
Um jogaço! Imperdível!
Santos e Neymar: uma noite para ser esquecida. O Flu também em situação delicada. E os Guilhermes do Corinthians.
Nem parecia o Santos e nem parecia Neymar: que time seria aquele, vestido de branco, totalmente dominado pelo desfalcado Vélez Sarsfield, que venceu o jogo por 1 a 0 (gol de Obolo, seu centroavante reserva), mas que merecia placar mais generoso? E quem era aquele atacante, que não conseguia driblar e nem chutar com força, com jeito de aprendiz?
Sim, o time era o Santos; e o atacante não estava disfarçado de Neymar, mas sim o próprio. Verdadeira decepção: creio ter sido esta, depois daquela pífia apresentação contra o Barcelona, a pior partida do jogador que considero o melhor do Brasil em atividade, em atuação difícil de ser compreendida. E Neymar não estava só nessa irreconhecível exibição (?) do Santos, acompanhado em seu insucesso por Paulo Henrique Ganso e outros companheiros menos badalados.
Que não se tirem os méritos do Vélez. Mesmo desfalcado de cinco jogadores, soube controlar o jogo e teve em pelo menos três de seus guerreiros verdadeiros artistas da bola: o atacante Martinez, o da camisa número 7, o meio-campista Fernandez, camisa 8, e o lateral-esquerdo Papa- este, autor do centro para a cabeçada fatal de Obolo. E, curiosamente, teve o Vélez um líder dentro de campo, já conhecido dos brasileiros, o zagueiro Sebá, detestado pela torcida quando jogou pelo Corinthians.
Ainda dá para reverter a situação? Claro, embora nada agora pareça fácil. Por não ter marcado nenhum gol fora de casa, o Santos terá (provavelmente na Vila Belmiro) de vencer por dois gols de diferença para não depender da decisão por pênaltis (no caso de ganhar só de 1 a 0) e nem da preocupação de sofrer gol ou gols em seus domínios.
E para isso é preciso que estejam em campo os verdadeiros Santos e Neymar. E não aquelas caricaturas vistas em Buenos Aires, nesta noite de quinta-feira.
O FLU TAMBÉM SE COMPLICA
Na mesma Buenos Aires em que o Santos viveu noite para ser esquecida, um pouco antes na sempre temida “La Bombonera”, o Fluminense também foi derrotado, por 1 a 0. Mas perdeu para o Boca Juniors de Riquelme, eterno Maestro, e em circunstâncias distintas: até que ia bem na partida até perder o lateral-esquerdo Carlinhos- aos 33 minutos do primeiro tempo- que, por pura tolice, foi expulso por levar dois cartões amarelos. O primeiro, por cometer falta desnecessária; o segundo cartão, por colocar a mão na bola, desconhecendo, talvez, o perigo da expulsão.
Daí em diante, só deu Boca. E ainda com, a poderosa mão da arbitragem, que ignorou o pênalti cometido por Roncaglia- mão na bola- que deveria custar, ainda, a expulsão do jogador argentino. Imperdoável. Mas, é bom que se diga, o Flu só não perdeu por mais gols em função da bela atuação de seu goleiro, Diego Cavalieri, autor de ótimas defesas.
E agora? Bem, tem o jogo da volta. Mas o Fluminense ainda não terá o retorno de suas estrelas, Deco e Fred, alimentando, ainda, algumas esperanças pela volta de Wellington Nem.
A situação, no entanto, ficou complicada. Boca é Boca.
OS GUILHERMES DO CORINTHIANS
Um deles, já está contratado: trata-se do lateral-direito, Guilherme, que defendeu com sucesso a Ponte Preta no Campeonato Paulista e que será emprestado ao Corinthians até o fim do ano; o outro, também Guilherme, é o volante que fez nome na Portuguesa como volante de qualidade e que, depois de longa negociação, deverá mesmo trocar a Lusa pelo Parque São Jorge.
O Guilherme ex- Ponte virá para compensar a contusão de Edenílson. O da Portuguesa surge como alternativa para ocupar o meio- campo, quando um dos dois, Ralf ou Paulinho, não puder jogar.
Boas apostas.
Vasco e Corinthians: polêmica e justo empate sem gols. Um grave erro contra o Palmeiras. E o São Paulo quase na semifinal.
Fiquei ligado na tevê, mesmo depois de o jogo terminar, só para ver o tira-teima da Globo. Afinal, a polêmica era grande e um erro de arbitragem poderia ter mudado a história da partida: Alecsandro cabeceara para as redes, Émerson (na posição de lateral-direita) dava a impressão de oferecer condições de jogo ao centroavante vascaíno e até o comentarista de arbitragem da emissora- o ex- árbitro Arnaldo César Coelho- achava que o gol tinha sido indevidamente anulado. Seria o gol da vitória do Vasco.
Mas eis que surgiu o tira-teima a provar que Alecsandro estava, de fato, impedido. O que fez Arnaldo confessar o equívoco e dizer que “eu errei, o bandeirinha acertou”. Assim, como eu poderia brigar com as imagens e o recurso da tecnologia ou duvidar do tira-teima: o gol bem anulado e fim da polêmica.
Quanto ao jogo em si, esperava-se muito mais. Mas o que se viu foi um jogo truncado, sem brilho, truncado com poucas chances de gol; o Corinthians sem centroavante e o Vasco com um Diego Souza sem inspiração, limitando-se à velocidade de Éder Luís para ter as oportunidades para vencer.
Empate justo. Um placar de zero a zero bem merecido. Para quem ficou melhor, agora? Bem, sabendo-se que no Pacaembu o Corinthians terá toda a força de sua torcida para vencer- e até 1 a 0 será suficiente- aparentemente o empate, fora de casa, sugere boa vantagem. Só que, deixar de fazer gol fora de casa, pelo regulamento, pode ser fatal: um empate com gols, até mesmo por 1 a 1, classificará o Vasco.
Aguarda-se assim, fortes emoções para jogo da volta nesse mata-mata.
UM GRAVE ERRO CONTRA O PALMEIRAS
Não foi mau negócio para o Palmeiras empatar com o Atlético Paranaense, por 2 a 2, em Curitiba. Agora, no jogo da volta, em Barueri, um empate de 0 a 0 ou 1 a 1 será suficiente para sua classificação.
Mas o Palmeiras poderia ter conseguido resultado bem melhor, não fosse prejudicado pela arbitragem, comandada por Paulo Godoy Bezerra. E nem falo dos pênaltis reclamado sobre Cicinho- pode ter sido uma questão de interpretação- assim como houve também um desvio com a mão de Maurício Ramos. São lances polêmicos.
O que não se deve discutir, porém, é o grave erro da arbitragem no lance que pode ter mudado a história do jogo: o segundo gol do Atlético Paranaense, pois Guerrón estava indiscutivelmente impedido quando recebeu a bola e chutou para rebote do goleiro Bruno e finalização do atacante paranaense, Edgar.
Erro imperdoável.
Quanto ao jogo, Palmeiras e Atlético mostraram futebol razoável, com lances de perigo, tendo os palestrinos chutado duas bolas no travessão, através de Marcos Assunção e Barcos. Por falar em Barcos, ele foi, em minha opinião, o melhor jogador em campo: mesmo jogando isolado, muitas vezes, fez um belo gol, deu toque de classe para Maikon Leite marcar um golaço e ainda saiu da área, muitas vezes, para ajudar na armação das jogadas.
Enfim, foi aquele Barcos de seu arrasador começo no Palmeiras.
O SÃO PAULO, QUASE NA SEMIFINAL.
Vi os melhores momentos da vitória do São Paulo diante do Goiás, por 2 a 0, na noite desta quarta-feira no Morumbi. E tendo em Lucas o seu melhor jogador, fez a chamada lição de casa: um gol de Luís Fabiano no primeiro tempo, o outro (um golaço!) de Doglas no segundo, e pronto: duvido que o Goiás tenha força e tanto para reverter o quadro no jogo de volta, ficando o tricolor na condição de quase semifinalista.
E também, creio em situação de ser apontado como um dos grandes favoritos- talvez o maior- para levantar o caneco desta Copa do Brasil.
Ofertas perigosas no Mercado da Bola. E o agito nos bastidores do Palmeiras.
Às vésperas do Campeonato Brasileiro, com os sonhos bem maiores do que a oferta no Mercado da Bola, não é nada difícil para os clubes caírem em perigosas tentações. Ou, no mínimo, muito arriscadas. Para que não fique em papo vazio e sem cair em sonhos mirabolantes, vou logo às duas ofertas que surgiram nas prateleiras do mercado nas últimas horas: os atacantes Jô, do Inter de Porto Alegre, e no craque Jobson, do Botafogo, de quem muito já falei no post anterior.
Mas é que surgiram novidades- ou confirmações- no caso de ambos. Enquanto Jô foi praticamente expulso do elenco do Inter, só não sendo demitido em função da alta multa rescisória, nesta terça-feira o Botafogo decidiu multar Jobson e afastá-lo do convívio dos companheiros (treinará em separado do grupo) “por tempo indeterminado”.
Quer dizer: estão na praça, no mercado, aparentemente sem nenhuma dificuldade para quem quiser esses atacantes por preço de ocasião ou até mesmo por empréstimo. São ofertas tentadoras, pois não? E de muito risco. Não se sabe, por exemplo, se o craque Jobson tomará jeito fora de campo, enquanto que Jô (que não tem o talento de Jobson) já mais experiente e “rodado”, para surpresa de muitos cultivou a fama de indisciplinado em Porto Alegre.
Mas como os dois são atacantes, artigos raros no Mercado, é bem provável que se arrumem, logo, logo. Como o futebol é pródigo em pregar peças e contrariar o passado, não me surpreenderia se agora, com a carreira correndo sério risco, Jobson tomasse jeito em outro clube. Só que é arriscado.
Assim como grandalhão Jô também pode dar certo com outra camisa.
Sei lá, nunca se sabe. Mas é bom tomar muito cuidado.
QUEM SERÁ O PRESIDENTE DO PALMEIRAS?
Por enquanto, todos sabem, é Arnaldo Tirone. Mas pelo que tenho ouvido de gente que frequenta os bastidores do Palmeiras, muito dificilmente ele conseguirá se reeleger nas eleições marcadas para janeiro de 2013. Vários grupos têm se reunido, constantemente, e dois nomes serão lançados, provavelmente em outubro, para se enfrentarem nas urnas: Paulo Nobre e Décio Perin.
Contra Nobre, muitos se queixam de ele não frequentar o clube. Contra Perín, a observação é a de que ele quase nunca se manifesta, esquivando-se de dar opiniões.
Os cardeais, bons de voto, estão divididos, um lado apoiando Nobre e o outro, Perin. E de Tirone, quase não se fala, como se ele estivesse com os dias contados como presidente, sejam quais forem os resultados do futebol.
Pelo menos, é o que se comenta nos bastidores do Palmeiras, onde as articulações políticas visando a eleição já estão à pleno vapor.
Já começou a Batalha de São Januário. E um talento desperdiçado.
Não está com jeito de ser nada camarada esse jogo entre Vasco e Corinthians, pela Libertadores, marcado para o estádio de São Januário na noite desta quarta-feira. Já começou a guerra dos bastidores, pois o Vasco reclamou da escolha do árbitro, Sandro Meira Ricci, para esta partida, alegando que ele é protagonista de lances polêmicos, lembrando um deles a favor do Corinthians: o gol de Ronaldo validado por ele, contra o Cruzeiro, em 2010, em lance que gerou muita confusão.
Além disso, é conhecida a fama de não se darem bem as torcidas de Vasco e Corinthians, o que implica em máximo cuidado policial, dentro e fora do estádio. Estádio, aliás, antes do Maracanã até palco para jogos da Seleção Brasileira, que hoje é pequeno para duelo de tamanha importância.
Na verdade, com ingressos esgotados (18.070 bilhetes já vendidos até a noite desta segunda-feira, sendo apenas 2.073 para os corintianos) que mais deve parecer um “caldeirão”, com a enorme maioria de vascaínos entre os que estarão presentes - e com a recomendação de chegar mais cedo para evitar os habituais tumultos que acontecem em cima da hora.
Tudo pode parece favorecer o Vasco. Mas não é bem assim. O atacante vascaíno Éder Luís, por exemplo, pede calma a seus torcedores para evitar o que aconteceu no segundo tempo do jogo contra o Lanús, em São Januário, quando irritada pela eliminação no Estadual diante do Botafogo, a torcida vaiou o time (que estava ganhando fácil) a ponto de os argentinos quase empatarem a partida: “A bola parecia ‘queimar’ os nossos pés, pelas vaias da torcida e pela falta de paciência.”
Todos nós pedimos calma e paciência às torcidas, caro Éder. Afinal, é só um jogo de futebol.
JOBSON, FIM DE LINHA NO BOTAFOGO?
Talento puro, daqueles que só aparecem de tempos em tempos, pela facilidade de driblar e chutar a gol, sempre em grande velocidade, este atacante Jobson, do Botafogo, tem um implacável inimigo no futebol: ele mesmo. Agora, aos 24 anos, terá de encarar uma reunião no Botafogo, cansado de suas lesões e desculpas, que pode até determinar a sua saída do clube.
O diabo é que isso já aconteceu há algum tempo. Foi quando, apanhado por jogar dopado (mais tarde, seria suspenso pela Fifa), Jobson cultivou a fama de se arrastar pela noite, sendo emprestado ao Atlético Mineiro, ao Bahia, acabando sempre dispensado e sem muitas explicações.
E não era por falta de talento.
Jobson ainda é jovem, terá condições de dar a volta por cima?
Torço que possa. Ou será um talento-mais um- desperdiçado, vencido por ele mesmo.Santos; enfim, o Tri mais do que anunciado. E o mercado da bola, depois das decisões.
Não havia muito mais a esperar dessa final do Paulistão que fugisse do controle e do desfecho anunciado ao longo da semana: o Santos é tri-campeão paulista, pela terceira vez em sua História, ao vencer o Guarani por 4 a 2, no Morumbi, em mais uma bela exibição de Neymar, Ganso e toda essa turma com vocação goleadora.
A surpresa um pouco maior ficou por conta do Guarani, que sem se mostrar abatido pela derrota no domingo passado, foi valente, mostrou futebol até que agradável para as suas limitações e fez até seus dois gols. O que já não é surpresa é o visível crescimento da torcida do Santos, o que se comprova, em parte, pelo público do jogo final: quase 54 mil pagantes, a enorme maioria composta por torcedores do Santos, que foram ao estádio mais para festejar do que para curtir a adrenalina de uma conquista, pois esta já estava praticamente consumada.
E assim, a justiça pede que se lembre de alguém que não entra em campo e nem joga bola mas que, símbolo da competência e do amor ao clube, soube segurar a principal estrela da companhia contra o terrível assédio de clubes europeus. Falo, evidentemente, do presidente do Santos, Luis Álvaro Oliveira Ribeiro, o popular Laor. O craque dos bastidores.
DEPOIS DAS DECISÕES, O MERCADO DA BOLA.
É curioso: muitas foram as festas após as decisões dos campeonatos estaduais pelo Brasil. Mas, em várias delas, já se anunciava o que vem por aí – o mercado da bola, com esperanças e pedidos de contratações.
Em Belo Horizonte, por exemplo, depois de o Atlético conquistar o título de campeão mineiro, de forma invicta, vencendo o América por 3 a 0, a torcida do Galo dirigia-se ao dirigente do clube, Alexandre Kalil, pedindo firmeza na contratação de Diego Forlán, eleito o melhor jogador da Copa do Mundo de 2010. E Kalil concordou, acenando com boas chances de concretizar o negócio. Forlan está na Inter de Milão, não satisfeito, e até mesmo a imprensa italiana dá a negociação como quase oficializada.
Em Porto Alegre, após a virada sobre o Caxias (2 a 1) que lhe deu o título de campeão gaúcho, o Inter soube que ppode perder Sandro Silva para o São Paulo, em interesse revelado pelo próprio jogador.
No Rio de Janeiro, depois da confirmação da perda do título para o campeão Fluminense – em nova derrota para o rival, desta vez por 1 a 0, o técnico Oswaldo de Oliveira bradava pela contratação de reforços para o seu Botafogo, pois o campeonato brasileiro está para começar. Entre os torcedores até o nome do veterano Loco Abreu, ídolo até há poucos dias, já está sendo questionado. Ninguém resiste a uma derrota.
E por falar a ninguém resistir a uma derrota, é o que pode acontecer ao Villareal, rebaixado nesse domingo do campeonato espanhol, ao perder para o Atlético de Madri, com o gol do infernal Falcao Garcia: agora, provavelmente, terá de negociar Nilmar, centroavante pretendido pelo Corinthians. Ou o amigo acha que Nilmar jogaria na segunda divisão?
