Luxemburgo versus Felipão, um duelo de Medalhões em busca do antigo prestígio.

Foto: Edtoria de arte online/ZH
Eles já foram protagonistas dos mais esperados duelos entre os técnicos do futebol brasileiro. Hoje, não estão em alta. E ambos buscam recuperar o antigo prestígio, abalado nos últimos anos, em função de campanhas pouco satisfatórias, no Brasil e no Exterior: neste domingo, em Porto Alegre, dirigindo o Grêmio, Luxemburgo encontrará um Felipão que já anunciou que deixará o Palmeiras no final do ano, depois de vários insucessos.
Na verdade, este será o primeiro de uma série de confrontos entre Vanderlei Luxemburgo- de vocação ofensiva- e Luís Felipe Scolari, o Felipão, que voltou da Europa dando mais atenção à marcação e à bola parada do que em seus tempos de implacável vencedor no próprio Palmeiras, no Grêmio e na Seleção Brasileira. Neste domingo, o jogo vai valer pelo Campeonato Brasileiro. Mas daqui a três semanas, estará em disputa a classificação para a final da Copa do Brasil, no dia 13 em Porto Alegre e no dia 20 em São Paulo, provavelmente na Arena Barueri.
É curioso que, apesar da fase não muito propícia, há quem os aponte, Luxemburgo e Felipão, como os candidatos mais fortes ao cargo de técnico da Seleção Brasileira, no caso de um fracasso de Mano Menezes nos Jogos Olímpicos de Londres. Fama é fama, pois não? Pois é, embora pelos resultados mais recentes, devesse ser o de Muricy Ramalho, do Santos, o nome mais falado. Difícil explicar o que aconteceu na carreira de Luxemburgo e Felipão para que baixasse a cotação de ambos. Só que, nos últimos anos, enquanto Vanderlei acumulava passagens apagadas pelo Santos, pelo Atlético Mineiro e pelo próprio Flamengo- onde ganhou um Campeonato Carioca, é verdade, mas não foi bem no Brasileiro e ”bateu de frente” com Ronaldinho Gaúcho, Felipão acumulou uma série de frustrações no Palmeiras.
E no Exterior, sem sucesso no galáctico Real Madrid, Luxemburgo não foi nada daquilo que se esperava. Teria perdido o foco no futebol ou a gana de vencer? Nessa disputa paralela, Felipão até que foi bem dirigindo a Seleção de Portugal, alcançando um honroso quarto lugar na Copa do Mundo de 2006, embora tivesse o sabor amargo da perder a Eurocopa, em casa, diante da fraca Grécia, por 1 a 0. Só que impressionante mesmo foi sua curta passagem pelo inglês Chelsea, time rico e recheado de estrelas- Lampard, Drogba, Ballack, etc-, demitido por Roman Abramovich, que não economizou ao se livrar de Felipão.
Agora, quem sabe, seja o momento da volta por cima. Afinal, a Copa do Brasil dá ao campeão uma vaga na Libertadores e um título é sempre um título. E pela vaga na final, o velho duelo será revivido, com Luxemburgo e Felipão tendo um “aperitivo” neste domingo do que pode acontecer em junho, já pela semifinal da Copa.
Um confronto, digamos, muito interessante.
E após muito sofrimento, vem aí uma decisão de arrepiar: Santos e Corinthians!
Foi sofrido, suado, todos com os nervos à flor da pele, mas a decisão de uma das semifinais- não fosse o Boca, talvez fosse a final antecipada-, sem dúvida a mais esperada, vai realmente acontecer: Santos e Corinthians, um duelo de arrepiar, definindo quem irá à grande final da Libertadores da América.
Se na noite anterior, a angústia corintiana foi enorme, transformada em alegria apenas aos 42 minutos do segundo tempo (com o gol de Paulinho), a do Santos nesta quinta foi ainda maior, pois se conseguira devolver a derrota de Buenos Aires, com o gol de Alan Kardec (e a boa participação do veterano Léo e do contundido Ganso), não houve jeito de evitar a decisão por pênaltis. Mesmo o Santos atuando com um jogador a mais, desde a expulsão do goleiro Banovero, punido por derrubar Neymar quando o gol era iminente, era muito forte a marcação do Vélez Sarsfield, que passou a etapa final inteira apenas com o talentoso “Burrito” Martinez à frente.
Como Neymar não conseguia brilhar e Ganso (que será operado nesta sexta- feira) está longe de ser o Maestro de outros tempos, não se poderia esperar mais do que vitória magra. Sorte que na decisão por pênaltis, os santistas não erraram nenhuma cobrança, o Velez desperdiçou duas (em uma delas, no chute de Papa, Rafael defendeu) e Neymar nem precisou cobrar a chamada penalidade máxima.
Enfim, deu Santos. E agora, no grande clássico da Libertadores até agora, teremos um duelo de arrastar emoções e multidões, com os nervos e a cabeça fora do lugar: será o desafio o melhor ataque da competição (o do Santos) contra a melhor defesa da competição, a corintiana, com apenas dois gols sofridos.
Sei lá o que vai dar. Mas emoção, é claro, é o que não vai faltar.
LA U E BOCA, A OUTRA SEMIFINAL.
Também será outro jogo bom de se ver, embora sem a rivalidade do clássico Brasileiro. Nesta quinta-feira, já bem tarde da noite, vi La Universidad de Chile, a popular La U, não jogar o que sabe e sofrer para derrubar o valente Libertad, do Paraguai. E também foi na decisão por pênaltis, depois do empate de a 1 a 1 no tempo normal, logo também com muito sofrimento.
Esperava-se mais da La U. Dirigida com extrema competência pelo técnico argentino, Jorge Sampaoli, La U é time ofensivo, que usa três atacantes, que valoriza a posse bola, pois Sampaoli é discípulo de Marcelo Bielsa. E, no ano passado, revolucionou o futebol chileno, sendo campeão da Copa Sul- Americana, do Torneio Apertura e do Torneio Clausura. Quer dizer; ganhou tudo.
Mas perdeu alguns jogadores importantes- entre eles, Vargas, uma sensação, curiosamente hoje reserva no Napoli- e talvez essa equipe, apesar do estilo vistoso e vocação goleadora, não seja capaz de vencer a mística e a tradição do Boca de Riquelme.
Em todo o caso, a Libertadores é tão pródiga em surpresas...
Corinthians, a vitória de um predestinado. E mais: Boca, Palmeiras, São Paulo...
A impressão que ficou após a vitória do Corinthians diante do Vasco, por 1 a 0, gol de Paulinho aos 42 minutos e meio do segundo tempo, foi a seguinte: este time parece estar predestinado a ir mais longe na Libertadores, talvez até ao título.
E por quê? Simplesmente por ter- além da competência defensiva e ter levado só dois gols nessa competição-, a estrela, a sorte e o espírito guerreiro das equipes que costumam se dar bem nesse tipo de torneio, no qual nem sempre a técnica prevalece. Vejo, como exemplo, a suada partida desta quarta-feira, num Pacaembu mais do que lotado: pouco fez o Corinthians para vencer o jogo, carente de um centroavante, e igualando-se ao Vasco na marcação ferrenha, nas poucas chances de gol, sobrando, no entanto, garra e dedicação.
E também sorte. Pois não era para Diego Souza ter consumado o gol mais feito da partida, ao correr sozinho para a área corintiana, tendo pela frente apenas o goleirão Cássio e as redes? Mas mesmo tendo à disposição os 7 metros e 32 centímetros do gol, Diego fez o mais difícil, chutando fraquinho canto direito e propiciando a Cássio um leve desvio, com a ponta dos dedos. Incrível! Como logo em seguida, o volante Nílton, em potente cabeçada, acertou o travessão corintiano.
Era o sinal: não era noite do Vasco e muito menos de Diego Souza- este, um jogador meio que vagalume, capaz de belas jogadas, mas de falhar, constantemente, em jogos decisivos. Ficará nervoso ou “amarela”, como se diz na gíria do futebol?
Não, a noite era corintiana. E foi assim, aos 42 minutos e meio, como disse acima, Paulinho ganhou no alto dos vascaínos e acertou indefensável cabeçada, como se fosse um centroavante. E quase que “Sheik” fez o segundo gol, acertando a trave direita, em arremate que tinha o endereço das redes não fosse o desvio do goleiro Fernando Prass.
Pode-se até dizer que Corinthians e Vasco jogaram à maneira do Chelsea, embora um Chelsea sem Drogba, não exibindo, nem de longe, um belo futebol.
Mas para o Corinthians o que isso importa? Importa, para delírio de sua torcida, é que está classificado e irá disputar pela segunda vez em sua história uma semifinal da Libertadores. E com chances de chegar ao título.
BOCA, OUTRO PREDESTINADO.
Abel Braga, técnico do mais caro elenco do Brasil- o do Fluminense- parecia perplexo após a classificação dos argentinos, no Engenhão: “Meu goleiro não fez nenhuma defesa. Eles tiveram uma bola”.
Sim, só que a bola decisiva: aos 45 minutos do segundo tempo, aproveitando- se do rebote e de uma bola que bateu nas duas traves do Fluminense, Santiago Silva chutou a bola com força e raiva para as redes, decretando o empate (1 a 1), a eliminação do Flu e mais chegada à semifinal do interminável Boca Juniors.
Antes, o Flu tinha feito 1 a 0, em falta cobrada por Carleto, com a bola desviando em Rivero. E, depois, até que perdeu razoáveis chances de ampliar o marcador. Mas sem Fred e Deco, a história é outra...
E deu Boca.
PALMEIRAS: MAIKON LEITE, VALDÍVIA E SEMIFINAL.
O Palmeiras precisava só de um empate sem gols ou de 1 a 1 para despachar o Atlético Paranaense. E, assim chegar uma semifinal da Copa do Brasil, depois de 13 anos.
Na verdade, disputou um mau primeiro tempo, inclusive tendo um centroavante de nome Betinho, sem o menor cacoete de goleador. O jogo era uma correria só. Mas, no segundo tempo, entrou Maikon Leite- o que incendiou a partida- e Valdívia teve mais calma para jogar. Resultado: 2 a 0, gols de Luan e Henrique, ambos com participação perfeita da dupla, Maikon Leite (por que não é titular?) e Valdívia.
Ficou claro, no entanto, que o Palmeiras precisa de atacantes, pelo menos dois. Um para jogar ao lado de Barcos o outro para substituir “El Pirata” quando ele não puder jogar. Sem isso, as chances de sucesso não são grandes.
SÃO PAULO, A CLASSIFICAÇÃO ESPERADA.
Creio que o São Paulo já chegou a Goiânia classificado, depois de vencer o Goiás, no Morumbi, por 2 a 0. E assim, o empate desta quarta-feira, 2 a 2, foi mais para cumprir a tabela e garantir a classificação para a semifinal- que será disputada com o Coritiba, que ontem goleou o Vitória, por 4 a 1.
Sem maiores sustos. E longe do perigo que o começo da noite rondava o técnico Leão, assim como os outros dois treinadores, Felipão e até Tite.
Fez-se a paz. Ou melhor: o alívio.
Uma noite de alto risco para Felipão, Leão e até Tite.
Não creio que o São Paulo deixe escapar a oportunidade de ir a semifinal da Copa do Brasil, em função da vantagem obtida no primeiro jogo (2 a 0), mas um desastre diante do Goiás, com a eliminação do tricolor (improvável), significaria o fim da linha para Émerson Leão como técnico do São Paulo.
Alguém duvida?
Como ferveriam os bastidores do Palmeiras, em caso de eliminação diante do Atlético Paranaense. Não acredito, também, que isso possa acontecer- apesar da ausência do goleador Barcos- mas duvido que mais este insucesso prolongaria o tempo de Felipão até o fim do ano- como o técnico pretende. O próprio capitão do time, Marcos Assunção, disse nesta terça-feira que “em caso de não classificação tornaria a pressão insuportável”. E ele tem razão. Ao Palmeiras basta um empate sem gols ou até o 1 a 1, o que não significa tanta coisa: na Copa Sul- Americana de 2010, o Palmeiras vencera o Goiás por 1 a 0, em Goiânia, e sucumbiu no jogo da volta, no Pacaembu, ao perder por 2 a 1.
Sai, zica. É o que diria minha Tia Dora.
E por que Tite, de campanha tão regular, correria riscos no caso de o Vasco sair classificado do Pacaembu? Não creio que seria demitido. Mas quem conhece a obsessão corintiana pela Libertadores, já viu esse filme: uma queda em falso, o fim de um sonho, ah, tudo isso transformaria a calmaria de Tite e do Corinthians em vulcão de imprevisível desfecho.
A esta altura, se o amigo acompanhar o post já em noite adentro, algumas dúvidas já poderão ter sido dirimidas.
Mas até lá, será preciso que Felipão, Leão e até Tite tenham nervos de aço para poderem suportar a tensão.
Que não será pequena.
A loteria do futebol: também no Mercado da Bola.
Abrem-se as portas do Mercado da Bola também para os que estão para encerrar a carreira. Alguns veteranos têm sorte pela safra pouco generosa do atual futebol brasileiro, casos, por exemplo, do grandalhão goleiro Dida, 38 anos, a pique de trocar a pacata aposentadoria pela aventura de ser o goleiro da Portuguesa de Desportos, recentemente reintegrada à elite do futebol brasileiro (embora rebaixada no Campeonato Paulista) ou de Zé Roberto, 37 anos, que tentará reviver no Grêmio a figura do meia-armador que anda rara em nossos campos.
Na Europa, também, repete-se o fenômeno. Só que agora o “Cemitério dos Elefantes” é a China, fortíssima na economia mundial e que descobriu a paixão pelo futebol. Para lá estão indo, a peso de ouro, com salários inimagináveis, o herói da Champions League, Didier Drogba, 34 anos- que talvez jamais tivesse sonhado com um fim de carreira tão bem remunerado- e o holandês, Seedorf, que flertava com o carioca Botafogo (sua mulher, inclusive é do Rio), mas que não resistiu às generosas tentações do dinheiro chinês.
E como ficamos em termos dos que ainda têm um pouco mais de juventude a oferecer. A tendência, diante dos preços altos, é a busca do “bom e barato”: o Corinthians, por exemplo, está trazendo do Avaí, o jovem Rodinei, 20 anos, lateral-direito que dizem ser bom de bola, por empréstimo de um ano, para sua lateral-direita. Apostam os corintianos em jogadores que surgiram como desconhecidos do grande público e que acabaram dando certo: Ralf, (do Grêmio Barueri), Paulinho, do Bragantino, Willian (da série Be, onde defendia o Figueirense, e Jucilei.
Transações milionárias mesmo, com jogadores que estão no auge da carreira, andam difíceis. Quem sabe um Nilmar (estará inteiro?) possa pintar no Corinthians ou no Inter de Porto Alegre ou mais, pés- no chão, surja um Thiago Ribeiro (a quem considero muito bom atacante) no Palmeiras, para fazer gols e companhia ao isolado goleador Barcos?
Vejamos, pois o Mercado da Bola tende a ficar mais agitado nos próximos dias.
Virada do Botafogo, pênalti tolo de Paulo Miranda: mais polêmica envolvendo Leão e o São Paulo? E no duelo dos reservas, deu Flu.
Foi, em minha opinião, um bom jogo, ofensivo. Mas como contra fatos e números não há argumentos, a vitória do Botafogo sobre o São Paulo, no Engenhão, de virada e por um placar elástico (4 a 2) pode gerar polêmica na semana. É que a virada do Botafogo, que perdia por 2 a 1, começou num pênalti desnecessário do contestado zagueiro Paulo Miranda em Herrera, dando um pisão no pé do atacante, quando havia pelo menos dois tricolores na cobertura.
Depois, o ex-corintiano Herrera, que entrara no lugar de Loco Abreu, transformou-se no herói do jogo: converteu o pênalti por ele sofrido e, de quebra, totalizou três gols. Se Herrera foi o herói do Botafogo, Paulo Miranda será considerado de novo o vilão do São Paulo pela diretoria tricolor? Será afastado de novo, à revelia de Leão, para ser “preservado”.
Se isso acontecer, não sei qual será a reação do técnico. A bem da verdade, no entanto, Paulo Miranda mostrou, mais uma vez, que esta longe de merecer ser o titular do time, tanto que, é o que se comenta nos bastidores, o São Paulo estaria em busca de um novo zagueiro para jogar ao lado de Rhodolfo: trata-se de Manoel, do Atlético Paranaense, que está disputando a Série B do Campeonato Brasileiro e, ao mesmo tempo, competirá por uma vaga na semifinal da Copa do Brasil, com jogo marcado diante Palmeiras, nesta quarta-feira, em Barueri.
Se o Botafogo reagiu bem às últimas derrotas-apesar do inédito nervosismo do geralmente calmo técnico Oswaldo de Oliveira, expulso de campo por reclamações-, o São Paulo é um time bem de se ver jogar: joga para a frente, fez dois gols- um muito bonito, marcado por Jadson, e teve outro de oportunismo de Luís Fabiano, de cabeça, pecando, no entanto, naquilo que era seu ponto forte na época do tricampeonato brasileiro, quando dirigido por Muricy Ramalho: a defesa, em especial no meio da zaga, onde espontavam André Dias, Alex Silva e Miranda.
Sinal dos tempos; agora bastou um Herrera-que jamais foi craque- inspirado para liquidar os sonhos de vitória do São Paulo em sua estreia no Campeonato Brasileiro.
E as acusações se voltarão de novo para Paulo Miranda. Disso, tenho quase certeza. Outra polêmica à vista.
NO DUELO DOS RESERVAS, DEU FLU.
Vi apenas os melhores momentos da derrota do Corinthians para o Fluminense, em pleno Pacaembu, por 1 a 0, gol de Leandro Euzébio. Não concordo com essa história- ou com o calendário- de um clássico como esse ser disputado pelos reservas equipes, em função da Taça Libertadores da América.
É algo que precisa ser revisto, adequar melhor o calendário. Ou o Campeonato Brasileiro, ainda mais no sistema de pontos corridos, é algo para ser desprezado ou relegado a plano inferior?
LEANDRO DAMIÃO, O CAMISA 9 DA SELEÇÃO.
Ainda outro dia, fez o gol, de cabeça, que deu ao Inter o título de campeão gaúcho. E neste domingo, acabou com o Coritiba: marcou o primeiro gol, em jogada típica de centroavante e ainda fez bela assistência para Dagoberto marcar o dele. Não tenho a menor dúvida de que será o comandante do taque da Seleção Brasileira, tendo ao lado Lucas e Neymar, todos alimentados pelos passes de Paulo Henrique Ganso.
OBSERVAÇÃO: leia no post anterior, logo abaixo: “O Palmeiras de Felipão teve o justo castigo de jogar como time pequeno. E a grande façanha do Chelsea”.
