A agitada dança dos técnicos. E alerta e bons presságios na Seleção de Mano.
Nas últimas horas, o futebol brasileiro foi sacudido pela onda que já se tornou tradicional e corriqueira nos bastidores da bola. Mas não menos inquietante: a dança dos técnicos, pois que, de uma só vez, três treinadores perderam o emprego- Dorival Júnior, no Inter, Falcão, no Bahia, e o menos badalado, Argel, no Figueirense.
E isso na décima rodada do Campeonato Brasileiro.
O que causa estranheza é que Dorival, em onze meses de Inter, já ganhara dois títulos importantes, como a Recopa Sul- Americana, derrotando o argentino Independiente, e o Estadual Gaúcho. Convenhamos, no entanto, que sei lá as razões, o Inter jamais exibiu um futebol à altura de suas caras contratações. E especialmente na Libertadores.
O caso de Paulo Roberto Falcão, extraordinário jogador no passado, se não é igual ao de Dorival, pelo menos faz lembrar. Campeão baiano, chegou a ser chamado de “Rei de Salvador”, numa alusão ao apelido que tinha na Itália quando era idolatrado pelos torcedores e chamado de “Rei de Roma”. Tantas honrarias, porém, não resistiram à pífia campanha do Bahia no Campeonato Brasileiro.
Menos badalado e com menos tempo para mostrar serviço, o Figueirense o ex-zagueiro Argel, também foi colocado para escanteio ao perder para o lanterna da competição, o Atlético Goianiense, embora a derrota tenha sido em campo inimigo e por placar apertado- 3 a 2.
A dança promete ficar mais agitada nas próximas rodadas, pois injustamente ou não, de tão equilibrado o Campeonato Brasileiro não abre espaço para a devida paciência dos cartolas e dos torcedores.
Queiram ou não, é assim mesmo.
A BOA VITÓRIA DA SELEÇÃO
Não foi brilhante, é bom que se diga. Mas o futebol da Seleção Brasileira Olímpica de futebol, até que convenceu (especialmente no segundo tempo) na vitória diante da Grã- Bretanha, na casa dos anfitriões, por 2 a 0. Com gols de Sandro, de cabeça, e Neymar, de pênalti.
Gostei de Mano Menezes ter escalado três atacantes, o que propiciou bela exibição de Hulk e Neymar, embora ainda falte um toque de classe do camisa 10, já que Oscar e Ganso (que o substituiu) não exibiram atuação destacada e ficaram devendo. Por coincidência, ambos em negociação em seus clubes, com Oscar costurando a sua saída para o Chelsea e Ganso vivendo mais um de seus atritos com o Santos.
Que isso não atrapalhe a Seleção- já que outros jogadores estão envolvidos com transferências- na busca da inédita medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Londres.
Palmeiras: bom empate, até certo ponto. E o último dia da janela internacional no Mercado da Bola.
Diante das circunstâncias, atuando com o time todo remendado ou mistão, o Palmeiras até que poderia festejar esse empate diante do Coritiba (1 a 1), em pleno Couto Pereira, nesta noite de quinta-feira. Mas eu disse acima que foi bom até certo ponto e que poderia festejar (e não é o caso), pois a equipe saiu na frente do placar e não soube segurar a vitória que o tiraria da aflitiva zona do rebaixamento.
Qual torcedor pode ficar satisfeito com, após dez rodadas, contando com uma única vitória (sobre o Figueirense), ver seu time nessa preocupante zona da degola? No entanto, pela raça que voltou a exibir diante do inseguro Coritiba, tudo indica que o Palmeiras irá reagir, até porque é esperada a volta de alguns jogadores importantes como Valdívia, Henrique, Maikon Leite (pelo menos para o segundo tempo) e talvez Marcos Assunção. E, mais para a frente, Thiago Heleno, Maurício Ramos, etc.
Além deles, por que não mais tempo para Obina? Nos 19 minutos em que esteve em campo, contando os acréscimos, Obina deu três belos dribles, sofreu duas faltas, segurou a bola no ataque. E ainda exibe uma silhueta mais adequada, sem a antiga gordurinha, do que em sua primeira passagem pelo Palmeiras, em 2009. É muito mais jogador do que Betinho.
Se bem que, por justiça, apesar de limitado tecnicamente, Betinho foi mais uma vez importante para o time em pelo menos dois momentos cruciais: raçudo, fez a assistência, mesmo caído, para Patrik marcar o gol palmeirense, logo aos cinco minutos; e, quando o Coritiba ensaiava um sufoco (melhorou muito com as presenças de Lincoln e Anderson Aquino- este o autor do gol de empate, de cabeça), não é que Betinho salvou um gol, postado em cima da linha fatal? Foi um jogador importante, pois.
Quanto ao resultado, penso que foi justo. O Palmeiras foi ligeiramente superior no primeiro tempo, assim como o Coritiba na etapa final, levado pelo bom futebol de Lincoln. Este, aliás, foi o destaque curitibano, ficando com o goleiro Bruno (autor de boas defesas), Leandro Amaro e Márcio Araújo as honras de os melhores do Palmeiras. Destaque negativo foi Daniel Carvalho, que de uns tempos para cá se arrasta em campo, sei lá qual a razão.
Reforços? Pelo que fui informado, é quase certo que não virá ninguém de fora neste último dia da janela internacional. Resta pesquisar o que sobrou do mercado brasileiro.
Missão dura de ser cumprida.
O ÚLTIMO DIA DA JANELA
Quem comprar algum jogador neste último dia de janela internacional, terá comprado... Quem não conseguir ninguém, só na próxima janela, no começo do próximo ano. E terá de garimpar talentos escondidos no Brasil.
Mesmo assim, há quem ainda suspire por Riquelme, cuja negativa ao Flamengo surpreendeu até a imprensa argentina, perguntando-se o que será de Juan Román Riquelme- estará se aposentando? Por falar em argentinos, um deles, o meia “Patito” Rodriguez, do Independiente está sendo anunciado como novo jogador do Santos ainda nesta sexta-feira, embora não exista confirmação oficial (talvez por cautela) da cúpula santista.
São os últimos folguedos da temporada de caça aos jogadores de fora. Por sorte e competência, o Fluminense contratou o bom Rafael Sóbis nesta quinta, enquanto o Corinthians recebeu negativas do Paris Saint Germain e da Universidad do Chile, pelas cessões de, respectivamente, Nenê e Rojas.
Em todo o caso, este derradeiro dia da janela ainda sugere um certo suspense.
Corinthians, muito além do show no Flamengo. E os destaques da rodada.
Este, sim, é o Corinthians campeão da Libertadores: é de impressionar como a equipe é solidária, como sabe marcar a saída de bola inimiga, assim como encanta com seu jeito compacto de se lançar ao ataque e de arrematar com perfeição.
É um verdadeiro time!
Assim, com nem tão badalado – como deveria- trabalho do técnico Tite, mesmo sem contar com medalhões de Seleção, o Corinthians não teve a menor dificuldade em golear o Flamengo (3 a 0), exibindo um show de eficiência e dando-se ao luxo de desperdiçar um pênalti (cobrado por Émerson “Sheik”), que, se convertido, lhe daria uma goleada histórica em pleno Engenhão.
Da maneira com que reapareceu o espírito vencedor da Libertadores, daqui a algumas rodadas o Corinthians estará brigando pelas primeiras posições, ganhando mais moral para encarar o Campeonato Mundial de Clubes, no Japão.
E é claro que, possuidor de invejável conjunto, também surgem as individualidades. Nesta quarta-feira, por exemplo, foi ótima a participação de Douglas, autor de dois gols e de um toque de classe para Romarinho entregar a Danilo o chute potente e as honras do terceiro gol. Romarinho, por sinal, não fez gol, mas infernizou a defesa do Flamengo- aliás, desastrada defesa, que entregou, por desatenção, a bola para os dois primeiros gols corintianos.
Foi uma noite para lavar, de novo, a alma do Corinthians, acabando de vez com a ressaca da conquista da Libertadores. E, de quebra, fazer mergulhar em nova crise o Flamengo, seu grande rival na luta pela maior popularidade do Brasil.
DESTAQUES DA RODADA
Há de se começar com o Atlético Mineiro este tópico, pois o Galo venceu o temível Inter de Porto Alegre (3 a 1) e, dono de belíssima campanha, segue como o líder do Campeonato Brasileiro. Mas não pode esquecer do Vasco, o vice-líder, que, mesmo jogando no Morumbi bateu o dono da casa, o São Paulo, por 1 a 0, e deixa o tricolor em situação curiosa: Luís Fabiano declarou, ao final do jogo, que “a coisa está feia e pode piorar ainda mais, pois a bola não chega no ataque e Lucas faz falta”.
Estranho, não? Ney Franco chegou com status de técnico inovador, mas o São Paulo nas duas partidas em que por ele foi dirigido revelou-se pior do que nos tempos de Émerson Leão quando, pelo menos, era mais combativo e ofensivo. Será uma questão de tempo?
Ainda em um passeio pela rodada, viu-se um Grêmio redivivo, ao ganhar, de virada, do Sport por 3 a 1, mostrando a autoconfiança retomada no domingo passado, quando venceu o Cruzeiro, fora de casa, por 3 a 1. Cruzeiro, que por sua vez, depois de seguidos insucessos, ganhou da Portuguesa, no Canindé, por 2 a 0 e insinua entrar de novo na briga.
Não por méritos técnicos, mais pelo histórico de seus confrontos, entra também neste tópico o empate sem gols, na Vila Belmiro, entre Santos e Botafogo. Ah, o Santos a persistir desse jeito - sem Neymar, Ganso e reforços sonhados- não assusta mais ninguém, pecando por não ter ataque. É o rei dos empates.
Uma pena.
Palmeiras, só muita superação depois da vitória de Pirro.
Tantas as adversidades a serem superadas, na luta para fugir da zona de rebaixamento, que a conquista da Copa do Brasil pelo Palmeiras, embora trouxesse muita alegria à sua sofrida torcida, faz lembrar a vitória de Pirro.
Relembrando: Pirro, rei do Épiro (antiga região da Grécia, atual Albânia) venceu a batalha de Heracléa com os romanos no ano 280 a.C., mas não ganhou a guerra: foi um combate sangrento e tão duro que dizimou o exército de Pirro, sobrando-lhe alguns gatos pingados-embora vitoriosos heróis. E depois não havia mais força para levar a guerra adiante.
Que o Palmeiras tenha mais sorte do que Pirro. Mas o balanço desta terça-feira parecia indicar poucos sobreviventes no exército de Felipão: ele mesmo, o treinador está suspenso para o jogo com o Coritiba, assim como Valdívia, punido com três jogos de suspensão (com um já cumprido), contabilizando novos desfalques, adicionados aos que estão fora de combate por lesões ou acidentes de percurso: Maurício Ramos, Thiago Heleno, Henrique, Román, Barcos, João Vítor, Luan, Maikon Leite, (possivelmente) Marcos Assunção e mais algum que possa me escapar à memória tão extensa a lista do que estão fora de combate.
Meu Deus!
Não sei se há uma explicação lógica ou técnica para tantos problemas. Ou se simplesmente é obra do acaso, acaso favorecido, claro, pelo esforço excessivo, tanto no físico quanto ocasional. A esperança está em novo milagre de San Gennaro.
Para amenizar a situação, só um pouquinho, foi boa a apresentação de Obina, que está bem mais magro do que se esperava, sem a antiga gordurinha. Mas seu nome não surgiu ainda no BID, devendo aparecer nesta quarta-feira, sob o risco de o Palmeiras não poder contar com sua presença em Curitiba. Também ficou no ar a tal surpresa anunciada para até sexta-feira, um misterioso reforço que alguns apostam tratar-se de Mouche, do Boca Juniors, mas que Felipão descreve como um jovem, desconhecido, que atua fora do Brasil. Aí, com esta descrição, não é Mouche.
Enfim, tenta sobreviver o Palmeiras. Afinal, não acredito que aconteça, mas o que seria de sua recente conquista diante da tragédia de uma Segundona?
Minha Tia Dora já encomendou uma dúzia de velas: seis para San Gennaro e as outras seis para Nossa Senhora Achiropita.
Mercado da Bola: o que pode acontecer nos últimos dias da janela internacional.
Falta pouco tempo para o fechamento da janela internacional. Depois do dia 20, quem comprou jogadores do Exterior, comprou; quem deixou de fazê-lo vai ficar na vontade ou na saudade, contentando-se com o que restar aqui pelo Brasil- onde são poucas as opções.
E pelas informações- ou especulações, o que pode acontecer:
1- Conca, grande jogador, pode voltar para o Fluminense, pois o São Paulo o achou caro demais: o Flu fez uma última tentativa, beirando os 12 milhões de reais, pelo ídolo de sua torcida. Ele não está feliz na China e, acredite, o grande astro de sua equipe é Muriqui (o amigo está lembrado dele?), que andou por muitos clubes brasileiros, mas que fez sucesso mesmo no Avaí. Se Conca vier...
2- Ah, se Conca vier, como num jogo de xadrez, pode acontecer a liberação de Rafael Sobis. O Al Jazira, que não quer reemprestá-lo. E Rafael Sobis foi sugerido à cúpula do Palmeiras, pois, segundo meu informante, a prioridade palestrina é um segundo atacante (caso de Sóbis), pois para a reserva de Barcos já chegou Obina- que, durante o jogo, dependendo do resultado, pode até jogar ao lado de Barcos, revezando-se na área com El Pirata.
Gosto de Sóbis desde os tempos de Inter de Porto Alegre: sabe jogar e é goleador.
3- O Corinthians vai – a não ser que algo de última hora aconteça- a venda de Alex para o futebol do Qatar. Com isso, abre espaço, em primeira instância para Nenê (ex- Palmeiras e Santos) que está no Paris Saint Germain, o novo rico do futebol europeu. O Paris Saint Germain promove uma reformulação em seu elenco, já tendo contratado o zagueiro Thiago Silva por uma fortuna, estando para acertar, ainda, a contratação do extraordinário (e problemático) Ibrahimovic, em minha opinião o melhor centroavante do mundo.
Um amigo meu, corintiano apaixonado e ligado à cúpula do clube, ainda sonha com a transferência de Paulo Henrique Ganso do Santos para o Corinthians. Sabe-se, no entanto, que é sonho de difícil concretização.
Por enquanto, festeja-se a contratação do argentino “Burrito“ Martines, veloz e driblador, que chegou ao Brasil nesta segunda-feira, assim como a de Guerrero, centroavante peruano que estava no alemão Hamburgo e que foi o artilheiro da última Copa América, com 5 gols.
Até a disputa do Campeonato Mundial de Clubes haverá tempo para contratar mais.
4- Dudu, jovem destaque da Seleção Brasileira sub- 20, campeã mundial, foi sugerida por Ney Franco ao São Paulo. Trata-se de um atacante extremamente veloz e driblador e, creio, faria sucesso no tricolor. As informações dão conta de que o Dínamo de Kiev só aceita vendê-lo e o São Paulo tem poucos dias para contornar a situação.
Esperemos.
5- O Inter de Porto Alegre, avassalador em seu poder de compra, receberá nas próximas horas, o quarto-zagueiro Juan (ex- Flamengo, Seleção Brasileira e Roma) que mesmo com seus 33 anos pode dar um jeito na defesa colorada. O que não entendo é a razão de, mesmo contando com tantos craques, o Inter patina, muitas vez, como o fez com o Santos, no último domingo no morno empate sem gols.
6- E por falar em Santos, o próprio técnico Muricy Ramalho (que está a renovar o seu contrato) passou a ajudar na negociação de jogadores. Mas sem muito dinheiro em caixa, a missão torna-se difícil: acabou o sonho de ter Malouda, pelo alto salário do jogador, e ainda existe certa esperança na contratação do volante argentino Cabral, do Vélez Sarsfield. Do mesmo clube, prefiro o outro volante, Fernandez...
Enfim, vejamos o que efetivamente vai rolar até sexta-feira.
A expectativa é grande.
Na estreia de Ney Franco no São Paulo, heroico foi o Palmeiras. E mais: a vitória de Danilo, o líder Galo...
No velho Choque- Rei, disputado fora do lugar r(na gelada e distante Barueri), o São Paulo de Ney Franco jogou muito menos do que se esperava. E, mais uma vez, heroico foi o seu adversário, o Palmeiras, que dominou o jogo, até mesmo com dez jogadores, e merecia mais do que o empate de 1 a 1.
Na verdade, embora não tenha vencido e ainda amargando a zona do rebaixamento, o Palmeiras superou todas as dificuldades: o pênalti desperdiçado por Valdívia, a expulsão de Henrique aos 8 minutos do segundo tempo, uma nova contusão e os muitos desfalques. Há tempos não se via um Palmeiras tão raçudo e brigador como esse, deixando a alma e um pedaço do coração em cada jogada. Incrível! Tanto que, no resumo da partida, o Palmeiras chutou 19 vezes, contra apenas seis finalizações tricolores.
O que é o espelho do jogo.
Por outro lado, antes de analisar o São Paulo, é bom que se diga que falta qualidade no arremate palmeirense. Betinho é só um lutador, o time não tem um ponta-de-lança competente e Barcos, mesmo jogando sem parceiro, faz muita falta. Obina pode ajudar, desde que seja logo inscrito. Mesmo assim, um novo segundo atacante precisaria ser contratado: ouvi dizer, de alguém ligado à cúpula palestrina que um negócio (om chances remotas, embora) pode ser realizado: a contratação de Rafael Sobis, que está no Fluminense, um meia goleador. Será? Bem, as chances aumentarão se o Flu conseguir trazer Conca de volta.
Quanto ao São Paulo, no papel dono de belo elenco, parece sentir falta daquilo que falta ao Palmeiras: raça, entrega total em campo, pois se o Palmeiras não pode viver só de superação, o tricolor não pode depender apenas da fama e da boa qualidade técnica de seus jogadores. A impressão que passa a equipe é de apatia, sem a eletricidade que o Campeonato exige.
Desconheço as razões. Pode ser excesso de tranquilidade.
Para finalizar, com todo respeito a Barueri, não creio que seja o estádio ideal para um grande paulista. Apenas serviria como alçapão se estivesse lotado, como nos jogos decisivos da Copa do Brasil; como estava neste domingo, com apenas 8 mil testemunhas, torna-se melancólico e um sacrifício para o torcedor comum que tem de viajar a outro município para ver um Choque- Rei tipicamente paulistano.
O resultado foi o número de pagantes. Um dos menores-senão o menor- da história desse grande clássico.
CORINTHIANS, A VITÓRIA DE DANILO.
O Corinthians chutou para escanteio a zona de rebaixamento, ao vencer o Náutico, por 2 a 1, no Pacaembu. Mas um de seus dois grandes heróis foi Danilo, autor dos dois gols, sendo que o primeiro foi um verdadeiro golaço! Engraçado, Danilo não está entre os mais badalados da equipe, mas é, de longe, um dos jogadores mais importantes, técnico, de cabeça fria e de pé esquerdo sempre atento para fazer os gols.
O outro herói? Ah, a torcida corintiana, é claro: foram mais de 23 mil os pagantes neste jogo, em fria tarde de sábado em São Paulo.
O GRANDE ATLÉTICO MINEIRO
Não poderia omitir, em hipótese alguma, a magnífica fase do Atlético Mineiro de Ronaldinho Gaúcho. Pois que no sábado, vi boa parte da espetacular partida em que o Galo, mesmo atuando em Floripa, conseguiu a virada por 4 a 3, depois de estar perdendo para o Figueirense por 3 a 1.
Vitória típica de um verdadeiro líder do Campeonato, reação digna de um verdadeiro candidato ao título.
