Blog do Avallone

Como é que o Palmeiras vai sair dessa? E a Seleção avança, sofrendo...

Já não é obra de ficção, nem temor dos torcedores mais fanáticos: o Palmeiras corre mesmo o risco de rebaixamento- que ainda pode ser evitado- a continuar com a mais pífia de sua campanha em Campeonatos Brasileiros, ainda mais se levar em conta que seu futebol diante do Inter, na derrota por 1 a 0 (gol de Ygor), foi uma síntese de falta de criatividade e de falta de poder ofensivo.

Na verdade, o Inter foi superior durante todo o jogo, especialmente no primeiro tempo, ao criar sucessivas chances de gol, enquanto o Palmeiras, dominado, apenas corria. O Inter jogou, o Palmeiras correu. Não me lembro de uma só defesa importante do goleiro gaúcho, Muriel, enquanto Bruno viu-se às voltas com belo toque de bola do Inter, com direito a Forlán desperdiçar um gol feito e ainda mandar uma bola no travessão.

E por que o Palmeiras vivia de lances isolados- como uma cabeçada de Leandro Amaro na trave, depois de bola parada de Marcos Assunção- sem organização? Simplesmente porque não tinha meio-campo, já que Valdívia, com suas intermináveis lesões, estava ausente de novo; é visível a falta de melhor forma física de Marcos Assunção, assim como a falta de criatividade de Márcio Araújo e João Vítor, defeitos agravados com a produção de Fernandinho, um lateral (ou ala) “quebrando o galho” como meia-armador, sem ter cacoete para isso.

Um horror!

Ainda houve um lance polêmico, um gol contra de Artur (outro que não esteve bem), anulado pela arbitragem, pois Índio estava impedido. Questão de interpretação: Índio não chegou a participar diretamente da jogada, pois o palmeirense, desastrado, chegou antes e empurrou para o fundo de suas próprias redes. Pareceu-me gol válido.

O que não iria aumentar o preço do dólar, pois o Palmeiras continuou em marasmo ofensivo- mesmo com a entrada de Obina- e o Inter não levou nem sustos para garantir a merecida vitória. E se o Palmeiras teve desfalques, o Inter também os teve, pois sem contar com Oscar (já negociado com o Chelsea), jogou com Dagoberto, D’Alessandro, Leandro Damião e nem estreou, ainda, o quarto-zagueiro Juan.

Sem desculpas.

O que  é  possível  ao  Palmeiras  para  sair  dessa  situação?

1-  Contar com a volta dos lesionados, especialmente (Valdivia) e reestruturar a dinâmica ofensiva. Essa é missão para Felipão? Para vencer, é preciso saber atacar.

2-   Buscar na base jogadores que podem preencher eventuais ausências: Diego de Souza, Clayton (meia-armador) são alguns dos exemplos.

3-  Voltar a jogar no Pacaembu, pois a torcida do Palmeiras já mostrou que não está disposta, em sua grande maioria, de se locomover em todos os jogos para a Arena Barueri.  Um jogo ou outro, de final de semana, vá lá. Sempre, não. Neste sábado, apenas pouco mais de 8 mil torcedores testemunharam a derrota para o Inter. E ainda há ameaça de desistência por parte dos que compararam o programa sócio- torcedor, pela distância considerável do estádio.

Enfim, são algumas tentativas. Ainda há tempo, creio. Mas o que o fantasma da Segundona já preocupa, ah, isso ninguém pode negar.

A  SELEÇÃO  AVANÇA.  MAS  COM  SUSTOS.

Leandro Damião foi o nome do jogo: autor de dois gols, típicos de um centroavante verdadeiro, ele foi o principal responsável pela vitória da Seleção Brasileira Olímpica de futebol diante de Honduras, de virada, por 3 a 2.

Mas não foi jogo fácil e nem convincente, pois os hondurenhos estiveram à frente por duas vezes no marcador, mesmo com um jogador a menos, dada a instabilidade do meio-campo e da defesa da Seleção de Mano Menezes. E no final, Honduras ficou com 9 jogadores, com a expulsão de seu maior talento, Espinoza.

De qualquer maneira, o Brasil ganhou mais uma e está a duas vitórias da medalha de ouro. Sem luxos e nem lantejoulas, até acredito que essa medalha chegará.

Mas não será tão fácil.

Só para variar, Valdivia e Luís Fabiano machucados. E desilusões olímpicas.

Contratados a peso de ouro, Valdivia e Luís Fabiano vivem machucados. E desfalcarão, mais uma vez, os seus times, Palmeiras e São Paulo, respectivamente, nesta rodada do Campeonato Brasileiro.

O caso do palmeirense me parece o mais grave, tantos os problemas vividos nessa segunda passagem pelo clube. E logo agora, com a equipe lá embaixo na tabela, quando mais se precisava dele para enfrentar o poderoso Inter na distante Arena Barueri, vem o comunicado médico que as razões das dores que diz sentir é que sua mais recente lesão (quantas teve, até agora?) ainda não está cicatrizada.

É a rotina dos últimos dois anos, desde que voltou dos Emirados Árabes.

O que fazer?

Em outra proporção- embora não menos frustrante-, mais uma vez Luís Fabiano também desfalca o ataque do São Paulo, que já está sem Lucas. Agora, que tinha feito as pazes com as redes, marcando dois gols contra o Flamengo e dado bela assistência para outro...

Deve ser duro para os técnicos, que jamais sabem se podem contar com um ou com o outro.

Mas difícil ainda é para o torcedor que jamais podem escalá-los em seus times dos sonhos.

Será que é o estigma dos repatriados? Ídolos que já se foram e, quando voltaram, estão longe de serem os mesmos?

DESILUSÕES OLIMPICAS

Passei boa parte da tarde acompanhando os Jogos Olímpicos. E como qualquer outro, em busca de um brasileiro -feito- herói. Que nada! As nossas meninas do futebol foram eliminadas para a boa equipe do Japão (derrota de 2 a 0), ficando com a pior colocação desde que passaram a disputar a Olimpíada.

E, entre outras aventuras, o brasileiro mais esperado, César Cielo, não foi além da medalha de bronze, com seu terceiro lugar, nos 50 metros nado livre. Quem sou eu que só nado “cachorrinho” nas piscinas da vida, para analisar tecnicamente a performance de Cielo?

Apesar do choro, já preparado para as entrevistas só achei um  pouco conformista demais a sua reação diante da derrota. Como se fosse uma competição qualquer. Deve ter sido para justificar o pensamento famoso do Barão de Coubertin, aquele disse que “o importante não é vencer, é competir”.

Mas sabemos que não é bem assim.

Os matadores: o nobre- e caro- ofício dos centroavantes.

Começo por uma notícia atual, desta quinta-feira, mas que servirá para o contexto do assunto: Liedson, 34 anos, que não ficou no Corinthians pelo alto salário e pelas limitações físicas, foi contratado pelo Flamengo, onde formará dupla de área com Vagner Love, também centroavante, mas que pode jogar mais recuado.

Daí, vejo uma nova tendência no futebol brasileiro, que pode até ser benéfica. Creio que, enfim, chegou-se à conclusão de que é muito pouco para um ataque atuar com um jogador centralizado - no caso o centroavante- e outro correndo pelos lados. E que a velha figura do centroavante, às vezes esquecida, está sendo resgatada. A Seleção Brasileira, Olímpica ou principal, é escalada por Mano Menezes com três atacantes- Neymar, Leandro Damião (ou Pato, no papel de matador) e Hulk, o que a torna mais poderosa ofensivamente, pois não?

Por aqui, mesmo tendo sido o Corinthians campeão da Libertadores sem o chamado “nove” de ofício, a tendência corintiana é voltar a ter o seu matador, no caso o peruano Guerrero, com ilustres companhias, as de Émerson “Sheik” e de “Burrito Martinez”- este, um argentino de raras virtudes e que, com o tempo, certamente fará sucesso.

Ninguém imagina o São Paulo sem Luís Fabiano, apesar de todas as suas lesões, ao lado de Lucas (se não for negociado) e de mais alguém para formar o chamado trio atacante. Sem pelo menos três homens de frente, as defesas inimigas agradecem.

O Palmeiras, que tem em Hernán Barcos o seu grande e requintado artilheiro, o verá ainda mais forte se o seu parceiro for Obina, ainda que leve um certo tempo para o devido entrosamento. E, quando o adversário for mais fraco, ainda caberia um jogador veloz, tipo Maikon Leite ou Mazinho.

No Santos, Muricy Ramalho ensaia também atuar com três atacantes, quando Neymar estiver de volta, deixando de lado o enfadonho e já conhecido 4-4-2. É o que tentará fazer o Inter de Porto Alegre, quando completo, ao escalar Diego Forlán, Dagoberto e Leandro Damião ou Fluminense com Thiago Neves (que, na verdade, é um terceiro atacante), Wellington Nem e Fred. Este Fred, o matador, é o indispensável da lista, assim como Leandro Damião no Inter.

E daí por diante, com o líder Atlético Mineiro, que tem em Bernard, Ronaldinho Gaúcho (também o considero atacante) e o grandalhão como referências de sucesso. O menos badalado dos três, muito inferior tecnicamente a Ronaldinho e Bernard, Jô já foi apontado pelo técnico Cuca, como peça indispensável.

Indo em frente, encontraremos outros exemplos, à exceção do Botafogo, que deu para jogar com cinco homens no meio-campo, deixando apenas um falso centroavante à frente, o baiano Elkeso, e que, embora com estilo vistoso, não vem obtendo bons resultados. Não estará fazendo falta o dispensado “Loco” Abreu.

Enfim, vejo tudo isso como boa novidade. Ou a volta a um passado de muitos gols.

Barcos, dois golaços para levantar o astral do Palmeiras. E a marca do capitão Ceni.

Nelson Almeida/AFP

                                                                         Foto: Nelson Almeida/AFP

Foram dois gols espetaculares, dignos de um craque- matador: no primeiro, Hernán Barcos, dentro da área, matou a bola no peito e, na saída do bom goleiro Jefferson, teve categoria para mandar a bola no alto das redes: no segundo gol, Barcos apanhou a bola fora da área, girou o corpo, fintou sutilmente um zagueiro e emendou de canhota para o ângulo direito do goleiro do Botafogo.

Dois golaços!

E eles foram a diferença neste jogo entre Palmeiras e Botafogo, que estrearam na Copa Sul- Americana, em Barueri. No primeiro tempo, até que o Botafogo esteve melhor, chutando uma bola no travessão (Andrezinho) e tendo uma outra chance, no chute de Vítor Júnior que o goleiro Bruno defendeu. O Palmeiras não tinha organização no meio-campo.

Depois, com a entrada de Obina para fazer companhia a Barcos (saindo Mazinho) e, após o intervalo com Fernandinho no lugar de Maikon Leite, o Palmeiras se recompôs e teve o artilheiro capaz de desequilibrar. E de acabar com o jogo. Graças à ele, Barcos, foi boa a vantagem obtida neste jogo inicial, abrindo o caminho para ver com otimismo o jogo da volta (daqui a três semanas, no Rio) e contar com excelente chance de classificação para a próxima fase da Sul- Americana.

Mais importante do que tudo isso, no entanto, essa vitória e os belos gols de Barcos podem levantar o astral do Palmeiras no Campeonato Brasileiro, onde ocupa a zona da degola e preocupa a torcida. Às vezes, um triunfo assim, com o primor de atuação de seu artilheiro, é capaz de fazer a equipe recuperar a autoconfiança abalada pelos últimos insucessos no Campeonato Brasileiro.

E Barcos é, em minha opinião, o melhor reforço do Palmeiras dos últimos tempos.

ROGÉRIO  CENI,  A  MARCA  DO  CAPITÃO.

Felipe Oliveira/AGIF

                                                                          Foto: Felipe Oliveira/AGIF

Não bastasse a liderança que o velho capitão Rogério Ceni, 39 anos, empresta ao time do São Paulo, eis que ele retorna também à condição de goleiro- artilheiro, ao fazer um belo gol de falta contra o Bahia. Ah, com Rogério é outra coisa.

E com a vitória obtida nesta quarta-feira, fora de casa, 2 a 0 sobre o Bahia, o São Paulo tem praticamente assegurada a sua classificação à próxima fase da Copa Sul- Americana, pois quem ousa afirmar que os baianos sejam capazes de descontar, no Morumbi, tão grande diferença?

A lamentar, apenas- e que não é pouco- outra contusão de Luís Fabiano, logo ele que, no domingo passado, fez dois gols e infernizou a defesa do Flamengo? Sinceramente, não entendo as razões de tantas lesões no futebol brasileiro, não apenas a de Luís Fabiano.

Não será o excesso de tantos exercícios físicos? Nem estou afirmando que seja isso, apenas perguntando. Mas que a incidência de lesões musculares acontece em muitas equipes do Brasil- creio que como em nenhum outro lugar, é só conferir as estatísticas.

INCRÍVEL  GOL  PERDIDO.   MAS  HÁ CHEIRO  DE  OURO...

Ninguém se conforma com o incrível gol perdido por Neymar, ao chutar na lua e sem a presença do goleiro, a bola mais generosa dos últimos tempos. E nem deve iludir a fácil vitória sobre a Nova Zelândia, por 3 a 0, em jogo que teve mais jeito de treino de luxo.

Mas uma vitória aqui, outra ali, e o time se entrosando, a impressão que me dá é a de que o Brasil chegará sem muitas dificuldades à final e que, pela primeira vez na História, poderá ter no peito a medalha de ouro do futebol nos Jogos Olímpicos.

Que venha essa tão demorada conquista. Não será nada má.

O corintiano Paulinho e os astros emergentes

Foto: Luiz Fernando Menezes / Agência O Dia

                                                          Foto: Luiz Fernando Menezes

Há algum tempo, recém-chegado do Bragantino para o Corinthians, perguntava-se “Quem?” quando alguém se referia a Paulinho, o novo contratado. Desconhecido da grande maioria, sabia-se lá se teria condições de entrar num meio-campo já ocupado por Cristian, Elias, Jucilei e outros que tinham feito sucesso no Corinthians, na posição.

Aos poucos, formando estável dupla com Ralf- que também viera sem fama do Grêmio Barueri- Paulinho foi se tornando símbolo do futebol moderno, muito bom na marcação e implacável artilheiro quando se lançava ao ataque, de surpresa, para arrematar ao gol inimigo. Passou a ser cobiçado por times europeus, despertou grande interesse da Inter de Milão e hoje é figura indispensável no Corinthians e- talvez- para a própria Seleção Brasileira.

Nesta segunda-feira, Paulinho foi novamente convocado para a Seleção, pelo técnico Mano Menezes, para o amistoso contra a Suécia. Nada mais justo. Sem pertencer à galeria dos volantes clássicos que já tivemos, Paulinho é, no entanto, o símbolo da eficiência. O que condiz mais com o futebol de hoje.

Aliás, o futebol brasileiro sempre foi pródigo ao revelar novidades, muitas vezes surpreendente. Paulinho à parte, quem vemos entre os jovens do Campeonato Brasileiro com potencial para serem boas revelações?

Para não ir muito longe, pois as ofertas nem são tão generosas assim, vejo no lateral- direito Airton, do Coritiba, sinais evidentes de  que ele pode acontecer. No Grêmio, apesar de ser reserva, o meia-atacante Adriano, muito jovem, chegou a infernizar as defesas inimigas nos jogos dos quais participou: no Fluminense, a velocidade e o drible de Wellington Nem já provaram o suficiente de que se trata de futuro astro, que já deixou no banco de reservas o renomado goleador Sóbis.

Paro por aqui, apenas citei alguns exemplos. Se o amigo puder me ajudar com mais lembranças, agradeço.

Só quis dizer que há vários outros Paulinhos à espera de serem astros emergentes.

O temor por uma tragédia palestrina e a rodada...

Uma tragédia palestrina? Conheço alguns palmeirenses que, gatos escaldados pela queda para a Segundona que aconteceu em 2002, já temem pelo pior: depois das duas derrotas na semana- quinta-feira para o Bahia e neste domingo para o Cruzeiro (2 a 1), a alegria pela conquista da Copa do Brasil já se foi e a dura realidade de ocupar a zona do rebaixamento já aconteceu e assusta os palmeirenses.

E com razão. Além de contar com sérios problemas de contusões problemas particulares de jogadores (no caso Valdivia), de possuir elenco limitado- até Cicinho está sendo negociado com o Sevilla- e técnico que mais sabe armar defesa do que ataque (Felipão) o Palmeiras se vê às voltas com sucessivos erros de arbitragem como aconteceu diante do Cruzeiro- e também na derrota para o Bahia:

a) O primeiro gol do Cruzeiro surgiu de um pênalti que não existiu, pois a falta de João Vítor em Montillo foi cometida fora da área.

 

 

b) No segundo gol do Cruzeiro, o atacante Wallyson estava em posição de impedimento, quando fez o centro para Borges marcar o seu segundo gol.

Já não chega?

Foi o bastante para derrubar uma equipe já combalida pelos desfalques e com limitações técnicas conhecidas.

Some-se a tudo isso a ausência da torcida do Palmeiras que, a não ser em finais ou jogos muito especiais, não se anima a ir até a distante Barueri. Teimosia, pura teimosia. O Pacaembu nada tem fantasmas ou obstáculos para um clube que, ali, já foi tantas vezes campeão.

Se continuar assim, infelizmente, a casa palestrina pode cair.

E  MAIS  DA   RODADA...

O Corinthians foi a Salvador e, em jogo morno, empatou com o Bahia sem gols e sem levar grandes sustos. Teoricamente não foi mau resultado, mas também não coloca os corintianos em situação de arrancada junto aos melhores do Campeonato.

Quanto a Santos e Portuguesa, obtiveram as vitórias que precisavam, vencendo, respectivamente a Ponte Preta (2 a 1) e o Náutico (3 a 1), jogando para escanteio a aflição da zona de rebaixamento.

E ainda pinço da rodada. A estreia pouco convincente de Diego Forlán diante do Vasco (0 a 0) e, finalmente, a boa exibição de Seedorf pelo Botafogo, no triunfo de 1 a 0 (gol de Andrezinho) sobre o desesperado Figueirense.

ENFIM, NEYMAR

Vá lá que o adversário, Belarus, não era de assustar. Mas, autor de um gol e participante dos outros dois (o Brasil ganhou por 3 a 1), Neymar enfim teve lampejos do decantado craque que é.

O que é, no mínimo, uma esperança para voos maiores, em busca de inédita medalha de ouro do futebol para o Brasil nestes Jogos Olímpicos de Londres.

OBSERVAÇÃO: Leia no post abaixo tudo sobre a goleada do São Paulo na volta de Rogério Ceni.

A goleada do São Paulo na volta de Ceni.

O São Paulo de Rogério Ceni e Luís Fabiano. Ah, este é outra coisa, quando liderado pelo goleiro e capitão e tendo à frente um centroavante, Luís Fabiano, que sabe fazer gols. E tanto a torcida neles acredita- à exceção de alguns da torcida uniformizada que chamaram Luís Fabiano de “pipoqueiro” em uma outra partida- que o Morumbi recebeu público excelente (mais de 33 mil pagantes), depois de ter sido goleado pelo Atlético Goianiense no meio da semana. Mesmo longe de sua forma ideal, por ter ficado ausente do time durante seis meses em função de uma operação no ombro direito, Rogério Ceni liderou a defesa do tricolor e, oportunista como sempre, Luís Fabiano fez dois- de cabeça- dos gols que levaram o São Paulo a arrasar o Flamengo, por 4 a 1.

Creio não haver dúvidas de que o tricolor tem elenco para brigar por excelente colocação no Campeonato Brasil, especialmente quando Lucas voltar da Seleção Brasileira. Jogador bom é o que não falta.

Ainda mais com a liderança do mito Rogério Ceni.