Depois do fiasco, quem aposta que Mano Menezes continuará na Seleção?

Foto: AFP PHOTO/GLYN KIRK
Perder faz parte do jogo, já dizia minha santa avó. Mas o jeito com que o Brasil perdeu o jogo e o sonho da medalha de ouro, não: mais do que a derrota por 2 a 1 para o México- desfalcado de seu jogador mais badalado, Giovanni dos Santos- causaram má impressão tantas falhas individuais e a falta de convicção do técnico Mano Menezes, que insistiu na escalação de Alex Sandro e só depois, arrependido, ainda no primeiro tempo, o trocou por Hulk.
Mas o treinador não tinha optado por três atacantes?
A Seleção foi um desastre, desde o começo do jogo. Foi capaz de levar um gol aos 30 segundos (o mais rápido gol da História dos Jogos Olímpicos) depois de uma distração do fraco lateral-direito Rafael, que atrasou a bola perigosamente, sem precisar: Aquino interceptou o “passe” e a bola foi para Peralta chutar e marcar.
Depois, com as falhas de Rafael e Juan (outro jogador fraco) e a falta de inspiração de Neymar, Oscar e outros milionários da bola, a Seleção só melhorou um pouco com a entrada de Hulk no lugar do inoperante Alex Sandro. Por que não começou assim?
No segundo tempo, a impressão que se tinha era de que o Brasil iria sufocar o México. Neymar perdeu chance, em chute grotesco, Pato entrou no lugar de Sandro, coisa e tal... Mas não me lembro de uma grande defesa sequer do goleiro mexicano, prova de que os ataques eram estéreis e enganosos.
Não foi estéril e nem enganosa a cabeçada de Peralta, sem marcação, depois de um escanteio cobrado da direita, bola sem “veneno”, em centro de mil novecentos e bolinha. Era o segundo gol mexicano, o que nos dava somente a medalha de prata, mesmo tendo uma equipe avaliada em muitos milhões de dólares acima da mexicana. O gol de Hulk, aos 45 minutos do segundo tempo aconteceu só para amenizar um vexame maior.
O México é o campeão olímpico de futebol. Com justiça.
E agora?
Pelo andar da carruagem, baseado apenas em especulações de bastidores e sem confirmação oficial, tenho o palpite de que Mano Menezes está com os dias contados como técnico da Seleção. Talvez não seja demitido por estes dias, mas duvido que emplaque 2013 como nosso treinador.
Quem seria o seu substituto? Há quem aposte em Muricy Ramalho. Eu, não. Por palpite e dedução, acho que a Seleção cairá no colo de Felipão. Até que rima, Felipão e Seleção, pois não?
NOSSAS HEROICAS MENINAS DO VÔLEI

Foto: Marcelo Del Pozo/Reuters
Na contramão do fiasco do futebol, nossas meninas do vôlei conseguiram heroica e histórica vitória contra os Estados Unidos, por três sets a um. Foi o triunfo da superação, pois as norte-americanas eram consideradas favoritas e deram um passeio no primeiro set, vencendo por 25 a 11. Só que, depois, em reação emocionante, as brasileiras jogaram quase que o impossível, arrasando as adversárias para o placar final.
Vôlei feminino brasileiro: bicampeão olímpico!
E o técnico, José Roberto Guimarães, por sua vez, é tricampeão: levou a medalha de ouro em 1992, com o vôlei masculino, repetindo o feito em 2008- em Pequim- e agora, em 2012, dirigindo a equipe feminina.
Impossível desejar mais.
O Mercado da Bola nacional. E a rodada com todos os gols de cabeça.
Quem demorou a achar reforços durante a janela internacional, em minha opinião precocemente fechada, corre agora, desesperadamente, atrás do que restou pelo Brasil. Pelo menos nas tentativas ou especulações, jogadores das mais variadas posições são procurados e se valorizam ao máximo.
Por exemplo:
1- Inter, de Porto Alegre, e Botafogo correm atrás de um centroavante. O primeiro por não saber ao certo se poderá resistir às investidas do futebol inglês por seu centroavante, Leandro Damião. Agora ainda mais valorizado pelos gols que está a marcar pela Seleção Brasileira nos Jogos Olímpicos de Londres.
Por sua vez, o Botafogo, talvez arrependido da saída de “Loco Abreu” e Herrera, contando apenas com o improvisado Elkeson e o contestado Rafael Marques na luta para ser o centroavante, parece ter pensado em Guilherme (jogou nesta quinta-feira pelo Atlético Mineiro), mas não irá conseguir.
E assim, surge para todos os interessados- inclusive o Santos que já tentou sua contratação- o nome de Zé Carlos, o “Zé do gol”, jogador rodado e quem fazendo muitos gols pelo Criciúma. Não há muitas opções no mercado, talvez nenhuma outra.
2- O Palmeiras recebeu inesperada negativa pelo lateral-direito Eduardo, do Joinville, constando- (será?)- que a desistência partiu do próprio jogador, que preferiu ficar onde está, considerando baixa a proposta palestrina, renovando o seu contrato com o clube de Santa Catarina até 2016. Em outros tempos, um acontecimento quase impensável.
Fala-se agora do sonho em ter Guilherme, volante da Portuguesa, ou Cleber Santana, que disputa a Série B pelo Avaí. Ouvi também falar em certo interesse pela volta de Correia, ex- Palmeiras, que está disponível.
Aguardemos.
3- Aposta-se agora que, com tanto dinheiro em caixa com a venda de Lucas, quem o São Paulo irá contratar. Para este ano, acho difícil. Para a próxima temporada, no entanto, os sonhos dos torcedores são grandes, passando, pela preferência, o nome de Montillo, do Cruzeiro, antigo desejo tricolor. A diretoria, no entanto, talvez para despistar, diz que a fortuna por Lucas será gasta ”para pagar dívidas”.
4- Não me surpreenderia, diante da falta de opções, se o nome de Adriano- o Imperador-voltar a ser lembrado por uma dessas equipes em busca de reforços. Aliás, só depende dele, respeitado artilheiro até há pouco tempo, pois aos 30 anos teria tempo para sarar da contusão e voltar a balançar as redes.
Mas será que Adriano quer?
A RODADA DA CABEÇA
Todos os gols da rodada desta quinta-feira foram marcados de cabeça. à exceção de Ponte Preta e Grêmio, que tiveram um empate sem gols, os outros dois jogos foram decididos desta maneira:
a) Fluminense 2, São Paulo 1: Foi um jogo equilibrado, com poucas chances de gol, decidido por cabeçadas: Leandro Euzébio, em saída infeliz de Rogério Ceni e Fred (que diz ter sido “sem querer” para o Fluminense; Cícero, para o São Paulo.
b) Atlético Mineiro 1, Coritiba 0: o gol foi marcado por Réver, também de cabeça, depois de escanteio da esquerda, cobrado por Ronaldinho Gaúcho. Nesta partida, foram várias as chances de gol, mas o Atlético Mineiro só voltou à liderança em função da boa cabeçada de seu zagueiro.
Aliás, a cabeçada, após cobrança de bola parada, tem sido a arma principal de nossos clubes. É cada vez mais usado o “veneno” nessas cobranças.
Para o meu gosto, preferia os tempos em que as armas mortais eram os dribles, as tabelinhas, os chutes de fora da área.
Enfim, gol é gol. Não importa como é marcado.
O Mercado da Bola nacional. E a rodada com todos os gols de cabeça.
Quem demorou a achar reforços durante a janela internacional, em minha opinião precocemente fechada, corre agora, desesperadamente, atrás do que restou pelo Brasil. Pelo menos nas tentativas ou especulações, jogadores das mais variadas posições são procurados e se valorizam ao máximo.
Por exemplo:
1- Inter, de Porto Alegre, e Botafogo correm atrás de um centroavante. O primeiro por não saber ao certo se poderá resistir às investidas do futebol inglês por seu centroavante, Leandro Damião. Agora ainda mais valorizado pelos gols que está a marcar pela Seleção Brasileira nos Jogos Olímpicos de Londres.
Por sua vez, o Botafogo, talvez arrependido da saída de “Loco Abreu” e Herrera, contando apenas com o improvisado Elkeson e o contestado Rafael Marques na luta para ser o centroavante, parece ter pensado em Guilherme (jogou nesta quinta-feira pelo Atlético Mineiro), mas não irá conseguir.
E assim, surge para todos os interessados- inclusive o Santos que já tentou sua contratação- o nome de Zé Carlos, o “Zé do gol”, jogador rodado e quem fazendo muitos gols pelo Criciúma. Não há muitas opções no mercado, talvez nenhuma outra.
2- O Palmeiras recebeu inesperada negativa pelo lateral-direito Eduardo, do Joinville, constando- (será?)- que a desistência partiu do próprio jogador, que preferiu ficar onde está, considerando baixa a proposta palestrina, renovando o seu contrato com o clube de Santa Catarina até 2016. Em outros tempos, um acontecimento quase impensável.
Fala-se agora do sonho em ter Guilherme, volante da Portuguesa, ou Cleber Santana, que disputa a Série B pelo Avaí. Ouvi também falar em certo interesse pela volta de Correia, ex- Palmeiras, que está disponível.
Aguardemos.
3- Aposta-se agora que, com tanto dinheiro em caixa com a venda de Lucas, quem o São Paulo irá contratar. Para este ano, acho difícil. Para a próxima temporada, no entanto, os sonhos dos torcedores são grandes, passando, pela preferência, o nome de Montillo, do Cruzeiro, antigo desejo tricolor. A diretoria, no entanto, talvez para despistar, diz que a fortuna por Lucas será gasta ”para pagar dívidas”.
4- Não me surpreenderia, diante da falta de opções, se o nome de Adriano- o Imperador-voltar a ser lembrado por uma dessas equipes em busca de reforços. Aliás, só depende dele, respeitado artilheiro até há pouco tempo, pois aos 30 anos teria tempo para sarar da contusão e voltar a balançar as redes.
Mas será que Adriano quer?
A RODADA DA CABEÇA
Todos os gols da rodada desta quinta-feira foram marcados de cabeça. à exceção de Ponte Preta e Grêmio, que tiveram um empate sem gols, os outros dois jogos foram decididos desta maneira:
a) Fluminense 2, São Paulo 1: Foi um jogo equilibrado, com poucas chances de gol, decidido por cabeçadas- Leandro Euzébio, em saída infeliz de Rogério Ceni- e Fred (que diz ter sido “sem querer” para o Fluminense; Cícero, para o São Paulo.
b) Atlético Mineiro 1, Coritiba 0: o gol foi marcado por Réver, também de cabeça, depois de escanteio da esquerda, cobrado por Ronaldinho Gaúcho. Nesta partida, foram várias as chances de gol, mas o Atlético Mineiro só voltou à liderança em função da boa cabeçada de seu zagueiro.
Aliás, a cabeçada, após cobrança de bola parada, tem sido a arma principal de nossos clubes. É cada vez mais usado o “veneno” nessas cobranças.
Para o meu gosto, preferia os tempos em que as armas mortais eram os dribles, as tabelinhas, os chutes de fora da área.
Enfim, gol é gol. Não importa como é marcado.
Mais dois gols de Barcos (ou seriam três?) reanimam o Palmeiras. O Santos lava a alma. E a rodada...
1- Melhor contratação do Palmeiras nos últimos tempos, o argentino Hernán Barcos tornou-se algoz do Botafogo e mais uma vez deixou sua marca de goleador: fez dois gols diante do Botafogo- o primeiro, belíssimo- e ainda marcou terceiro, que seria o mais bonito, não fosse a equivocada marcação do bandeirinha, Antonio Fernandes Lugo, que viu impedimento inexistente.
Mesmo assim, ao vencer o Botafogo por 2 a 1, no Engenhão, o Palmeiras respira e suspira por dias melhores, embora permaneça, ainda, na zona do rebaixamento. Foi uma vitória justa, apesar da pressão do Botafogo, que aconteceu porque o Palmeiras recuou demais após a marcação de seu primeiro gol. Mas graças às boas defesas do goleiro Bruno e da raça, desta vez a equipe teve poder de reação e, ao sofrer o gol de empate marcado por Andrezinho, teve poder de reação e conseguiu chegar à vitória, após bela jogada de Fernandinho que rolou a bola para Barcos marcar de novo.
Depois, viria o terceiro... Viria, eu disse, pois esse terceiro gol, marcado novamente por Barcos, foi aquele já citado, anulado por grotesco erro da arbitragem.
Voltando a falar de Barcos- que há uma semana fez também dois gols contra o Botafogo, pela Copa Sul-Americana-, sua média na arte de balançar as redes aumenta cada vez mais e ele está a oito gols da meta que estipulou (já fez 19 na temporada) em sua chegada, que era de anotar 27 gols na temporada.
Aposto que Barcos vai ultrapassar a meta. Fácil, fácil.
2- E o Santos lavou a alma
Vi apenas os gols. Mas foi o suficiente: vencendo por 4 a 2 do Cruzeiro, na Vila Belmiro, o Santos conquistou uma vitória providencial, afastando-se da zona do rebaixamento, o que não se esperava depois da surra levada do Náutico, domingo passado. E o fez com dois gols de jovens ainda em formação- Felipe Anderson, autor de um golaço, e Victor Andrade, 16 anos-, contando ainda com um gol do veterano Durval e o outro do contestado Bill.
A vitória , no entanto, não acalmou o técnico Muricy Ramalho, que reclamou da falta de planejamento melhor (reforços) para o Campeonato Brasileiro e também da CBF, que vai tirar Neymar e Ganso por mais um jogo (em função do amistoso contra a Suécia), depois de tirar os astros santistas por um mês por causa dos Jogos Olímpicos.
Não posso tirar a razão de Muricy.
3- Corinthians, uma decepção: não foi nada daquilo que esperavam os mais de 24 mil pagantes que estavam no Pacaembu, pois jogando de maneira equivocada, alçando muitas bolas para a área, em busca talvez do centroavante Paolo Guerrero, o Corinthians não conseguiu vencer o penúltimo colocado do Campeonato Brasileiro, o Atlético Goianiense. Paulinho, depois de boa jogada de Romarinho, ainda amenizou o vexame ao empatar o jogo, aos 32 minutos do segundo tempo. Antes, de cabeça, antecipando-se ao grandalhão Cássio, Ricardo Bueno fizera o gol do Atlético.
Assim, o Corinthians chega ao seu terceiro empate consecutivo e ocupa a décima-primeira colocação, modesta demais para o Campeão da Libertadores.
4- Outros destaques: muito bom para a Portuguesa esse empate sem gols diante do Bahia, em Salvador, onde não é fácil obter bom resultado. Enquanto isso, o Vasco teve ótimo resultado ao vencer o Sport, no Recife, por 2 a 0 (gols de Juninho Pernambucano e Tenório), façanha que o faz dormir líder do Campeonato, à espera do jogo do Atlético Mineiro nesta sexta.
Destaque-se também o oportunismo de Vagner Love, autor dos dois gols do Flamengo que abalaram ainda mais o Figueirense, assim como não pode ser omitida a surpresa pelo empate do poderoso Inter, jogando em casa, diante de Náutico que reage na competição.
No futebol, que venha o México! Só mais uma vitória para a conquista inédita...

Foto:Paul Ellis/AFP
Apesar do começo assustador, quando a nossa defesa apresentou falhas comprometedoras, a Seleção Brasileira nem precisou de muito esforço para bater a Coréia do Sul por 3 a 0, habilitando-se a disputar a final olímpica, depois de 24 anos. Será diante do México, adversário que nos tem sido indigesto nos últimos tempos, que venceu o Japão por 3 a 1.
Mas temos time e qualidade para, em condições normais, chegarmos à inédita conquista da medalha de ouro no futebol em uma Olimpíada. Contra Coréia do Sul, quem foi o herói da vez? Foi, novamente, Leandro Damião, centroavante típico, goleador (autor de dois gols), que está a recuperar a autoconfiança para balançar as redes. Neymar, no entanto, sem ser espetacular como antes, vem jogando para a equipe, solidário como nunca, trocando a magia do drible pela eficiência do passe- em um dos gols de Damião, foi assim.
Vivemos também de lampejos individuais, como no precioso passe de Oscar para o primeiro gol da Seleção, marcado por Rômulo, volante que entrou na área como se fosse um meia-direita. Quer dizer: temos talentos, temos recursos, tanto que o ótimo Lucas sequer foi utilizado nessa partida, cabendo a Hulk ficar no banco de reservas até mais da metade do segundo tempo, pois Mano Menezes adotou tática mais cautelosa (4-4-2), escalando o ex-santista Alex Sandro em seu lugar.
Mano estava preocupado em se defender mais, é claro.
Com a qualidade ofensiva em nossas mãos, com cuidado maior na defesa, poderemos começar assim contra o México ou partir para o ataque, quando necessário, com a boa safra de atacantes que possuímos.
Cada vez mais- e agora só falta um passo- há cheiro de ouro para o Brasil nos ares britânicos.
Uma fortuna por Lucas, um golaço do São Paulo! E mais: o herói inesperado, o grande basquete...

Tudo tem limite. E por mais que se faça campanha para manter por aqui nossos principais jogadores, quem há de não considerar irresistível a proposta do Paris Saint- Germain por Lucas?
Aí também é demais: afinal, pagar 113 milhões de reais por um jogador-ainda que dono de grande potencial e que vai completar 20 anos no próximo dia 13- é coisa de sonho de Hollywood, de um arroubo de Real Madrid ou, simplesmente, do novo milionário do futebol europeu, o Paris Saint- Germain, que agora é de milionários do Qatar, grupo comandado por Nasser Al- Khelaif.
E nessa partida de vende- não- vende, o São Paulo jogou muito bem. Bateu o pé, não se impressionou com as investidas do Manchester United e da Inter de Milão, até chegar ao ponto (ainda não confirmado oficialmente) de dizer sim. Como hábeis negociadores, os cartolas enchem os cofres tricolores e com essa grana toda, no mínimo podem investir em três ou quatro ótimos jogadores, injetando, com a sobra, mais dinheiro no celeiro de talentos de Cotia.
Aliás, um celeiro que deveria ser adotado por todos os clubes, pois daqui a um tempinho, com toda a pose de que somos a sexta Economia do mundo, não vai dar para contratar um time inteiro com os salários que são pagos por aqui. Revelar é preciso...
E embora ainda não seja nenhum Lucas, o garoto Ademilson, 18 anos, veloz e artilheiro, vem provando que o São Paulo está no caminho certo. Sempre foi bom mesclar estrelas com garotos feitos em casa, é o tempero do sucesso.
Assim, considero o negócio com Lucas, um golaço do São Paulo!
O HERÓI ZANETTI, NOSSO GRANDE BASQUETE...

Foto: Flávio Florido/UOL
Com braços de halterofilista, dizendo que sempre foi muito forte, o inesperado herói ganhou uma medalha de ouro na ginástica artística- na prova das argolas-, fez o Brasil subir na classificação destes Jogos Olímpicos e tornou-se conhecido para nós, os leigos: Arthur Zanetti é o seu nome.
Quem?- perguntavam os incrédulos... Pois bem, é melhor repetir, com respeito e orgulho: Arthur Zanetti que, com certeza, será responsável por muitas pessoas a tentarem imitar seu feito nas academias e nos parques das cidades.
Como sempre acontece.
Por outro lado, festejo a atuação do basquete brasileiro em sua vitória contra a Espanha. Não sei no que vai dar, mas nada de entregar o jogo- mesmo que tenhamos, agora, a Argentina pela frente e, depois, o temível time dos Estados Unidos. É jogar para ganhar!
A técnica atual dos nossos jogadores foi capaz de me remeter aos velhos tempos, remanescente que sou da época em que fomos bicampeões do mundo nesse esporte- com Vlamir, Amaury, Édson Bispo dos Santos, Jatir, Rosa Branca, etc- e dirigidos por Kanela, tio do Jô Soares. Os ginásios ficavam lotados nos grandes clássicos.
Era o nosso segundo esporte mais popular, logo em seguida ao futebol.
Quem sabe, agora, ressurja de vez...
Suor e lágrimas no Campeonato. E o Vento, agora, se chama Usain Bolt.
Foi mais uma rodada dramática do Campeonato Brasileiro. E com direito a vitórias suadas, lamentos e surpresas- como deve ser daqui para a frente, com a luta incessante pelas primeiras colocações e o desespero de quem está lá embaixo. Eis alguns destaques:
1- O desolado Muricy Ramalho: a câmera da tevê, logo depois do segundo gol do Náutico- o golaço de Kim- flagrou o desânimo de Muricy, olhando para o chão, sentindo a derrota inevitável. Depois viria o terceiro gol dos pernambucanos, marcado por Kieza, estabelecendo a derrota santista por 3 a 0. Derrota que poderia ter sido mais ampla não fossem as boas intervenções do goleiro Aranha. O Santos não ganhou nenhuma partida fora de casa, amarga o décimo-sexto lugar no Campeonato Brasileiro e não passa de uma caricatura do time que já foi.
Tudo bem que Neymar e Ganso estejam na Seleção, mas o Santos perdeu vários outros jogadores e não houve a reposição devida. Neste momento, é um time fraco.
E, em minha opinião, Muricy Ramalho não tem culpa nenhuma.
2- Suada: esta foi a vitória do São Paulo diante do Sport, no Morumbi que recebeu bom público (mais de 22 mil pagantes), com o tricolor não jogando bem, mas, mesmo assim, obrigando o goleiro Magrão a boas defesas. O herói foi um menino de 18 anos, que não é craque, mas possuidor de muita velocidade e faro de gol: Ademilson, que o técnico Ney Franco conhece da Seleção Brasileira Sub- 20.
O tricolor, apesar dos pesares, é o melhor dos paulistas até agora e colou no G-4.
3- Surpresa: deste nome é merecedora a Ponte Preta, equipe muito bem treinada por Gílson Kleina, e que foi a Belo Horizonte para derrotar o Cruzeiro, por 2 a 1. Não está na hora de se olhar com mais carinho para estes técnicos novos e, provavelmente, mais atualizados com o futebol moderno?
4- Equilibrado: assim foi o duelo entre e Vasco e Corinthians, o que já vem se tornando uma rotina nos últimos tempos. Mesmo assim, a vitória poderia ter sido corintiana não fossem as chances desperdiçadas por Douglas e Jorge Henrique, em gols quase feitos. Tite deve promover com urgência a estreia de Martinez, argentino bom de bola, o que poderá melhorar o seu ataque.
Quanto ao Vasco, sente muito as perdas de Fagner e Diego Souza, que não tiveram a devida reposição.
5- Revolta: é o que mostra o presidente do Bahia, em seu twitter, por não concordar com a arbitragem (houve um gol baiano, considerado mal anulado) do jogo contra o Grêmio. Até os 43 minutos do segundo tempo, a partida estava empatada em 1 a 1, mas os gremistas fizeram dois gols em pouquíssimo tempo (Souza e Marcelo Moreno), estabeleceram o placar de 3 a 1 e estão entre os primeiros do Campeonato.
SERÁ BOLT O PRÓPRIO VENTO?
Foto: Phil Noble/Reuters
Não sei, não. Já tivemos o “Filho do Vento”, Carl Lewis, e outros que desafiavam os limites da velocidade, com apelidos parecidos. Mas será que este incrível jamaicano Usain Bolt não é o próprio vento, disfarçado de corredor, a rir de todos nós?
Se não for, só por fantasia fica sendo. Pois neste domingo, ele percorreu os 100 metros em 9s63, quebrando o recorde da modalidade na Olimpíada, tornando-se bicampeão olímpico. Ficou atrás apenas de sua própria marca de 9s58 quando bateu o recorde mundial e beirou o limite humano.
Mas Bolt parece não ter limites. Pelo menos corre como se fosse o próprio vento.
