Blog do Avallone

Ganso será mesmo do São Paulo. E o Palmeiras ainda busca seu novo técnico.

 Salário de Ganso não ultrapassará o

                                                         Foto: Ricardo Nogueira/ Folhapress

 1-  Já se poderia dizer que Paulo Henrique Ganso será mesmo o novo reforço do São Paulo. E por decisão do próprio jogador, que desequilibrou o duelo pela sua contratação- o Grêmio também o queria- ao preferir seguir sua carreira no Morumbi.

Disse poderia, pois em futebol, já se sabe, todo negócio corre risco antes de ser definitivamente concretizado. Mas, mesmo com todas as cautelas, neste caso, creio, não há reviravolta capaz de transformar o final dessa novela: nos bastidores e até publicamente (o otimismo do presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, por exemplo) dão como certa a transferência do meia para o tricolor paulista.

E se estiver em plena forma clínica, como se espera, que belo reforço terá o São Paulo! Com ânimo renovado, Paulo Henrique Ganso terá todas as condições de desenvolver seu futebol de técnica requintada, com dribles curtos e lançamentos medidos, virtudes que hoje são raras em nossos meias. Dá até para imaginar como ele jogará ao lado de Lucas (até o fim do ano) e de Luís Fabiano, podendo se encaixar nos planos o contestado Jadson (em minha opinião, muito bom jogador), formando-se, assim, um quarteto difícil de ser controlado pelas defesas inimigas.

Espera-se a concretização do negócio para este sábado ou, no máximo, para o início da próxima semana.

2-  E o Palmeiras ainda busca seu novo técnico 

Com a confirmação de que seu nome preferido, Jorginho, ficará mesmo no Bahia que não o liberou- até o fim da tarde desta sexta-feira, o Palmeiras ainda tinha esperanças- continua a busca do clube por um novo técnico. Fala-se, como se sabe, em Gilson Kleina, da Ponte, mas o leque abriu e não são descartados outros nomes, que estão desempregados e nem mesmo a chance- remotíssima- da permanência de Narciso, dependendo do resultado contra o Corinthians.

Bem, e qual é a novidade? A novidade (além da saída de Galeano, supervisor do futebol) é que tornou-se forte uma corrente pela contratação de Jorge Sampaoli, o argentino que dirige a Universidad do Chile- a “La U”, com muito sucesso. Não sei se para já ou para a próxima temporada, com um informante me alertando que “seria para agora”.

Aguardemos.

O preferido para o lugar que era de Felipão, no Palmeiras.

Telefona-me, depois de muito tempo, o Cardeal Richelieu, personagem infiltrado nos bastidores do Palmeiras. E o assunto, é claro, era sobre o nome preferido do clube para substituir Felipão, depois de oficializada a saída do técnico que já era dada como certa após a derrota contra o Vasco:

“O nome que mais agrada é o de Jorginho. Ele será tentado. Se não der, talvez venha o Gilson Kleina, que está fazendo um bom trabalho na Ponte”.

Ainda segundo o informante, foram descartadas tentativas por Émerson Leão- que seria o favorito no começo desta quinta-feira, mas que perdeu força ao longo do dia- e por Caio Júnior, técnico que já teve passagem pelo Palmeiras em 2007.

Lembrei ao amigo das informações- geralmente elas se confirmam- que não será fácil a missão de contratar Jorginho. Ele assumiu recentemente o Bahia, que estava mal, e com formidável performance tirou o clube da zona da degola, com vitórias sobre Santos (na Vila), São Paulo e Vasco (com goleada de 4 a 0, no Rio), façanhas tidas como improváveis. Ou impossíveis.

Além disso, o Bahia já se manifestou que não abre mão de Jorginho e que confia no acordo feito com o treinador, esperando que ele fique, no mínimo até o final do ano. Contratação mais do que difícil.

Em todo o caso, essa era a cotação até agora, garante o Cardeal (não é conselheiro, apenas informado dos bastidores), admitindo que as saídas- de Felipão e Murtosa- podem não parar por aí: há conselheiros que não gostam do trabalho de Galeano, supervisor de futebol, ex- jogador do clube e muito ligado a Felipão, além de serem questionados a eficiência de outras pessoas.

Mas conhecendo a ciranda do futebol, creio que tudo dependerá dos resultados e de quem vier a ser contratado como técnico. E se forem grandes as dificuldades para contratar o preferido (Jorginho) ou quem logo depois (Gilson Kleina) não me surpreenderia se voltasse à baila o nome de Leão (que dizem ser muito amigo do presidente Arnaldo Tirone) ou se surgisse quem ainda não foi cogitado.

O amigo quer um exemplo? Fala-se, há algum tempo, em Jorge Sampaoli, argentino, discípulo de Bielsa, que faz furor na direção da Universidad de – a La U- e que, por pouco, não veio para o Flamengo. Só que a esta altura do Campeonato, sem conhecer os jogadores e sem tempo para se acostumar aos hábitos dos brasileiros, seria arriscado demais para um clube que busca fugir do rebaixamento.

Enfim, seria bom para um trabalho a longo prazo. Por enquanto, nem pensar.

Quanto à saída de Felipão, creio que era impossível resistir a tantos maus resultados em torneios por pontos corridos como se viu. Respeite-se a conquista da Copa do Brasil- que não deve ser ignorada e nem supervalorizada-, assim como se deve todo o respeito ao currículo do treinador pentacampeão do mundo pela Seleção Brasileira.

 Mas o seu ciclo no Palmeiras já estava encerrado. E já há algum tempo.

Mistério: Felipão sai hoje do Palmeiras? E os destaques da rodada.

AFP PHOTO/Yasuyoshi CHIBA

                                                          Foto: AFP/AYasuyoshi Chiba

Ao acompanhar a entrevista coletiva de Felipão, pela tevê, logo após a derrota para o Vasco (3 a 1) no geral não vi nada demais, Ele dizia, como em outras vezes, que era preciso trabalhar forte, que o Palmeiras foi campeão da Copa do Brasil e não pode ter desaprendido, coisa e tal. Nenhuma novidade.

Só que, no entanto, deixou escapar de que iria conversar com a direção sobre o que poderia ser mudado. Passou meio que despercebido, mas não seria sua própria saída? Essa suspeita ficou ainda mais forte quando, emocionado, o gerente de futebol, César Sampaio, não garantiu a permanência de ninguém e que a situação “merece uma conversa com o presidente, o vice- presidente”. Sampaio não se referiu especificamente a Felipão, disse até que preferia conversar no dia seguinte para não falar de cabeça quente.

Mas é a primeira vez, que eu me lembre, que Felipão perde a garantia total de permanecer no cargo. Nos bastidores, há os que desejam a sua saída- baseados até no fato de os concorrentes do Palmeiras pela fuga do rebaixamento terem crescido após terem mudado de técnico- e os que acreditam em acordo de cavalheiros, clube e Felipão, sem ônus para nenhuma das partes. E, claro, em menor número do que há alguns meses, há os que defendem o treinador, preferindo creditar à qualidade do elenco a situação dramática do Palmeiras, agora vice-lanterna do Campeonato Brasileiro- à frente só do Atlético Goianiense-, com 14 derrotas acumuladas em 24 partidas.

 Seja qual for a decisão, ainda há tempo para uma vigorosa reação?

Confesso que não sei, tenho até a impressão de que já é tarde. Com base no jogo contra o Vasco, vejo um time frágil, vulnerável, que desmorona com qualquer vento que sopre mais forte. Emocionalmente, parece arrasado. Vencia o jogo com o gol de Luan, tomou o gol de empate (Tenório) e, no segundo tempo, ao levar mais um gol de cabeça (Nílton) foi sumindo, sumindo, se encolhendo, aceitou passivamente o terceiro gol (Juninho Pernambucano) e deu a impressão de estar completamente perdido em campo.

Simplesmente, desapareceu.

FLU  E  GALO,  BRIGA  BOA.

Em Belo Horizonte, o São Paulo deve a Rogério Ceni- autor de grandes defesas- a proeza de ter perdido apenas por 1 a 0 (gol de Leonardo, de cabeça) para esse Atlético Mineiro que vem jogando muita bola, travando duelo dos mais sugestivos com o Fluminense pela liderança do Campeonato. Tem dois pontos atrás do Flu, mas um jogo a menos, aquele adiado contra o Flamengo, no Rio.

Mas o Flu vem se comportando como o líder que por enquanto é, atuando bem dentro ou fora de casa, como demonstrou na noite desta quarta-feira ao vencer a Portuguesa, no Canindé, por 2 a 0, gols de Jean e Wellington Nem. O Fluminense engrenou de vez.

Sem brigar pelo título, o Santos afundou ainda mais o Flamengo em sua crise, pois é outro quando conta com Neymar, autor de um gol. O outro dessa vitória de 2 a 0 foi anotado por um menino de 16 anos (completa 17 no fim deste mês), Victor Andrade, a quem atribuem futuro digno dos Meninos da Vila.

Como destaque, ainda, dos jogos que acompanhei, a boa exibição da Ponte Preta no empate diante do Corinthians, com direito a gols anulados (me pareceram corretamente anulados), ficando mesmo o jogo no 1 a 1, com Tiago Alves, de cabeça, abrindo o placar: e “Sheik” no finzinho da partida, empatando para os corintianos.

Mas a grande surpresa foi o melhor futebol da Ponte.

Invasão corintiana no Japão. E a questão do “bicho” no futebol.

Quantos corintianos estarão no Japão no Campeonato Mundial de clubes? É uma viagem longa, difícil, cara, mas, em um primeiro momento já surpreende: os ingressos comprados no site da FIFA começaram no sábado à noite, mas pela enorme procura, já foram suspensas no domingo e aguarda-se novo lote de entradas.

Não se informa, no entanto, quantas.

Há também o jeito de se recorrer às agências de viagens, com pacotes específicos.

Ainda não se tem uma ideia muito clara de quantos corintianos irão ao estádio, até porque é preciso saber quantos são os fiéis que vivem no Japão- e para os quais os ingressos no site oficial da FIFA continuam sendo vendidos.

Numa estimativa em base do palpite, espera-se que pelo menos dez mil corintianos estarão presentes ao Mundial. Ah, claro que nada tem a ver com a invasão corintiana ao Maracanã, em 1976, quando em duelo diante da Máquina do Fluminense (Rivellino, Paulo César Caju, etc.), a Fiel dividiu o estádio- com 70 mil vozes- com o clube carioca e, depois de empate de 1 a 1 (gol do recentemente falecido Ruço) chegou à final do Campeonato Brasileiro. Vencido pelo Inter gaúcho.

Em termos de pessoas, não há comparação. Mas, diante das dificuldades e da distância, proporcionalmente essa invasão ao Japão será tão significativa quanto à do Maracanã.

E é fácil explicar o entusiasmo. Depois de ganhar a Libertadores de maneira invicta, o provável adversário numa suposta final (pela lógica), será o Chelsea que ainda outro dia, diante do Atlético de Madri, pela Supercopa da Europa, levou uma surra, 4 a 1, com três gols do colombiano Falcao Garcia.

Desta vez, não é o Barcelona de Messi e nem o Real Madrid de Cristiano Ronaldo. Sem Drogba, que deixou o clube, o Chelsea tem, sim, bons jogadores. Mas é um time em formação, longe de ser invencível.

Ganhar do Chelsea, é possível!

E o Corinthians vem atuando bem contra os times mais fortes do Campeonato Brasileiro, quando se empenha mais, embora sua colocação na tabela não seja das melhores.

Enfim, o universo parece conspirar a favor das esperanças corintianas. Sabe-se lá quantos comporão o “bando de loucos” da Fiel Torcida.

BICHO” GANHA JOGO?

Em outros tempos, quando os salários não eram tão altos, até era comum esse tipo de estímulo. Havia até um presidente de um clube do Interior de São Paulo que tinha como política pagar pouco, mas dar bons “bichos” por vitória, o famoso Romeu Ítalo Ripoli, do XV de Piracicaba, que chegou a ser vice-campeão paulista.

Agora, no entanto, penso que os prêmios podem ser dados, sim, mas por metas e por conquistas. E sem ser uma obrigação, pois pagar o que se paga, atualmente, já me parece o suficiente. Desde que se receba em dia.

Assim, quando ouço ou leio que se pretende aumentar a premiação estabelecida para sair de uma posição vexatória (por exemplo, o Palmeiras) me dá a impressão de desespero ou de medida inadequada. E nem quero acreditar que a iniciativa parta dos jogadores.

Deve ser desespero, mesmo.

Jogar no limite, a esta altura do Campeonato, é obrigação. Com “bicho-extra” ou não.

Luís Fabiano e Bernard na Seleção. Ah, é claro, 8 a 0 sobre a China.

Antes de comentar a goleada (ou a brincadeira?) da Seleção Brasileira sobre a fraquíssima China, por 8 a 0 vamos começar pelas novidades que a equipe terá para os dois jogos contra a Argentina. Entre as novidades, destaco duas: a volta de Luís Fabiano, que foi o centroavante titular na Copa da África do Sul, e a chegada de Bernard, do Atlético Mineiro, jovem craque de 20 anos, em minha opinião a maior revelação do Campeonato Brasileiro.

Considero justas as convocações embora se saiba que muitos prefeririam Fred, o goleador do Campeonato Brasileiro. Creio que Luís Fabiano e Fred se equivalem, embora com estilos diferentes, tornando justa a escolha por um ou por outra. Luís Fabiano, no entanto, ainda não foi testado por Mano Menezes, enquanto Fred, sim. No caso, é uma questão de critério do técnico.

 

Bernard está a conseguir unanimidade pela justiça da chance a ele oferecida. Trata-se de um jogador extremamente hábil, veloz, que tanto se infiltra bem pelo lado do campo quanto pelo meio do ataque. O Palmeiras que o diga: ainda no último domingo, o time de Felipão foi vítima de Bernard, autor de dois gols para o Galo e de outras diabruras.

 

Fazer previsão em futebol é sempre perigoso, são muitas vezes tortuosos os caminhos que cercam uma carreira. Mas a tendência é a de que Bernard seja um sucesso e tenha longa vida na Seleção.

 

UMA  BRINCADEIRA  DE  8 A  0.

 

Mais fácil impossível: como em uma brincadeira de roda, a Seleção Brasileira venceu a China por 8 a 0, nesta segunda-feira à noite no Recife, e deixou a torcida feliz. Aliás, a torcida estava feliz até mesmo antes, da goleada, antes do jogo começar, pois decidiu- e estava no seu direito- que apoiaria a Seleção de Mano, antes tão contestada.

 

Por esse aspecto, até que valeu. Tecnicamente, no entanto, recomendo muita calma, nada de euforia, pois a partida toda foi um convite a gols brasileiros que atuavam com Neymar quase como um centroavante, com Lucas na esquerda e Hulk pela direita.

 

Só não fez gol quem não quis: três de Neymar, um de Ramires, um de Lucas, um de Hulk, um de Oscar (pênalti) e outro de um zagueiro chinês, Jianye, os autores dos oito tentos brasileiros no Recife.

 

E ainda caberia mais...

A rodada que empurrou o Palmeiras para o fundo do poço. E como escapar desse pesadelo.

Não vou dizer que o Palmeiras já pode se considerar rebaixado. Não. Ainda faltam 15 rodadas e muita coisa pode acontecer, pois desde criancinha a gente ouve que, no futebol, nada- ou quase nada- é impossível, que sempre é provável a reação de um time grande, coisa e tal.

Mas esta rodada foi terrível para o Palmeiras e o levou ao fundo do poço, deixando desesperada a sua torcida. Não bastou perder do Atlético Mineiro por 3 a 0 (dois gols de Bernard e outro de Leonardo Silva), em jogo equilibrado no primeiro tempo, com- a grande chance pertencendo a Luan, em cabeçada à queima-roupa que o goleiro Victor defendeu: só que, na etapa final com a postura tática do Atlético modificada (entrando Escudero e Leonardo), o Galo partiu para o ataque. E fez seu gol, em cobrança de escanteio de Ronaldinho Gaúcho para a cabeçada fatal de Leonardo Silva.

Pronto: o Palmeiras desabou, lutando muito, é verdade, mas criando pouco, a viver mais dos chutes de Correa, enquanto o Atlético aproveitou bem os contra-ataques, com o jovem craque Bernard a infernizar a sua vida. Bernard fez o segundo gol e, depois em falha bisonha de Leandro Amaro e do goleiro Bruno (ambos não transmitem confiança a ninguém) marcou o terceiro.

Como dizia antes, no entanto, perder de 3 a 0 para o Galo não foi o único fato a atormentar a vida do palmeirense. É que os seus concorrentes diretos pela fuga do rebaixamento, foram bem na rodada: desde a vitória do Coritiba diante do Flamengo (3 a 0) até a incrível goleada do Bahia sobre o Vasco (4 a 0), no Rio, passando pelo triunfo do Sport frente ao Cruzeiro (2 a 1) e até mesmo com o empate do Figueirense, em Campinas, com a Ponte (2 a 2).

Trata-se de um pesadelo? Não, tudo é reflexo da vexatória campanha do Palmeiras (já são 13 as derrotas) no Campeonato Brasileiro, o nem lhe permite falhar em partidas difíceis (afinal, perder para o Galo seria normal) e nem deixar de torcer para outras equipes também pouco abençoadas pelos pontos.

Como diria meu vizinho, músico e campeão de bilhar: “É uma sinuca de bico”.

E há como sair dessa sinuca, desse fundo do poço?

Sem recorrer a milagres, creio que ainda há tempo. Quem sabe Felipão arrume um jeito de escalar Obina ao lado de Barcos, de arrumar o meio- campo com Henrique, Correa, Valdivia e Tiago Real, tornando o time mais ofensivo, já que perdido por um, perdido por mil. Agora, é tudo ou nada! Ah, dar chance também para um dos jovens goleiros, Rafael Alemão ou Fábio, em lugar de Bruno.

Mesmo assim, garantia de sucesso não existe.

E não censuro os mais pessimistas- ou que já vêem o Palmeiras na inusitada situação de disputar, num só ano, a Libertadores e a Segundona. O que, sinceramente, não desejo.

No entanto, arriscar é preciso. E mudar a postura, também. Enquanto ainda há tempo.

Corinthians: início demolidor e bela vitória.

Em dez minutos, o Grêmio já era: avassalador, adiantando sua marcação e seus volantes, o Corinthians já fez dois gols nesse curto espaço de tempo, o primeiro com Ralf e o segundo com Guilherme- dono de boa atuação-, contando ainda com os dribles de Edenílson e Martinez, como um rolo compressor.

Quem há de segurar este Corinthians, quando quer jogar?

É difícil, muito difícil- dizia Kleber, o Gladiador, ao final do jogo; jogar com o Corinthians no Pacaembu e levar dois gols de cara, é quase impossível reverte”.

E era mesmo. Senhor do primeiro tempo, nada permitindo ao Grêmio (que até luta pelo título), o Corinthians mostrou que não havia como deixar de tirar pontos de outro candidato ao caneco, depois de vencer o Atlético Mineiro, há uma semana, e empatar com o Fluminense, no Rio.

No segundo tempo, mais acomodados, os corintianos permitiram ao avanço do Grêmio e o gol de Leandro- depois de centro de Marquinhos, que não estava impedido- mas nada que o assustasse. E quando os ventos são favoráveis, tudo dá certo: entrando no lugar do hábil atacante Martinez, que estava cansado, o menino Giovanni, que disputou a Copa São Paulo dos juniores, apanhou uma bola, fez o giro sobre o marcador e, com a calma de um veterano, acertou o ângulo esquerdo do goleiro Marcelo Grohe.

Golaço!

E terminava assim mais uma noite de festa corintiana, com mais de 26 mil fiéis gritando e batendo palmas.

Ah, é claro, e  esperando o Campeonato Mundial de Clubes. Com muita fé.