Blog do Avallone

Adriano ou Marcelo Moreno: quem seria melhor para o Palmeiras?

Em minha opinião, nenhum dos dois: o Imperador por suas últimas pífias passagens- Roma, Corinthians e período de treinos no Flamengo- e Marcelo Moreno por sua falta de maior disposição, à época do interesse, em jogar a Série B.

Dinâmico, o futebol apresenta muitas reviravoltas. A notícia do suposto interesse de Adriano em defender o Palmeiras e do clube em aceita-lo “desde que esteja inteiro” me parece normal, dentro do dia-a-dia do mercado. E é, realmente, uma tentação, diante da carência de centroavantes. Ah, se fosse o Adriano de outros tempos, aquele da Seleção Brasileira ou da Inter de Milão, com fome de bola e de gols...

Mesmo no São Paulo, em 2008, e no Flamengo, em 2009 (quando foi campeão brasileiro, formando dupla de área com Émerson “Sheik”), Adriano jogou o suficiente para que não sentisse falta de um centroavante de ofício, de um homem-gol. Depois, que eu me lembre, não foi bem em nenhum lugar: na Roma, acabou sendo um fiasco; no Corinthians, marcou dois gols- um, decisivo, contra o Atlético Mineiro, e outro diante do São Caetano; no Flamengo, creio que nem chegou a jogar.

E jamais recuperou a boa forma. Embora o futebol tenha lá os seus milagres, seria capaz de recuperá-la agora? Não acredito!

Quanto a Marcelo Moreno, que é goleador embora não seja um craque, não é responsável por aquelas declarações de seu pai de que seu filho não disputaria a Série B. Mas não me recordo de nenhuma frase dele mais entusiasmada para defender o Palmeiras.

As coisas mudam. O que não era interessante pode vir a ser, dependendo das circunstancias.

Sou capaz- e por que não?- de mudar de opinião se Adriano se apresentasse “inteiro” ou se Marcelo Moreno disputasse com devoção a Série. B.

Como não acredito nisso, repito: nenhum dos dois vejo como solução.

E o amigo, o que acha?

Dedé: enfim, o Corinthians? E o amargo empate da Seleção.

Uma fonte confiável me diz que, desta vez, Dedé está muito mais próximo do Corinthians. O interesse corintiano sobre o zagueiro é antigo e não por acaso: em minha opinião, trata-se da maior revelação entre os zagueiros brasileiros dos últimos tempos, pois além de defender com perfeição, muitas vezes vai ao ataque e faz gols decisivos.

Dedé está na Suíça, com a Seleção Brasileira, onde foi cortado na quarta-feira por sentir dores abdominais.  Ele passou por exames, nada de mais grave foi constatado e deverá chegar ao Rio nas próximas horas. Que fique bem claro: não há nenhuma confirmação oficial de sua transferência.

O que talvez atrapalhe a negociação é a atual crise no Vasco, que demitiu seu treinador (Gaúcho) e pensa em Paulo Autuori como seu sucessor. Neste momento, em que busca a reação, apesar das dificuldades financeiras, iria se desfazer de um jogador cujo apelido é “O Mito”? Talvez fosse mais fácil negociá-lo em julho ou agosto para a Europa.

Minha fonte diz que o negócio já era para ter saído há mais tempo. E que acredita que, desta vez, poderá sair mesmo.

O futebol é pródigo em surpresas e reviravoltas.

A conferir, pois.

O  AMARGO  EMPATE  DA  SELEÇÃO

Ah, estar vencendo a Itália por 2 a 0 e depois ceder o empate? E, convenhamos, o melhor jogador da Seleção Brasileira (em minha opinião, pelo menos), foi o goleiro Júlio César que, já no primeiro tempo, fez boas defesas. Na etapa final, então, fez um milagre, ao defender um chute de Balotelli que seria o da virada italiana.

Interessante que, no intervalo, mesmo com os 2 a 0 favoráveis, Júlio César chamava a atenção para as investidas italianas e para o erro de passes no meio de campo brasileiro que classificava de “um pouco acima da média”. Na etapa final, a Itália partiu para o ataque, incluindo o veloz El Shaaravy e ficou mais perigosa, mais próxima da vitória do que o Brasil.

Não gostei da defesa brasileira, especialmente em seu lado direito, com falhas na marcação de Daniel Alves. Mesmo assim, tudo parecia caminhar para uma vitória: o primeiro gol, anotado por Fred com arremate perfeito no canto esquerdo de Buffon: depois, a bela jogada de Neymar, puxando a bola e a marcação mais para a esquerda da área, servindo preciosamente a Oscar que, com categoria, jogou a bola no canto esquerdo: 2 a 0.

Iria acabar o jejum de vitórias contra seleções que já foram campeãs do mundo que vem desde 2009?

Não. Na cobrança de escanteio pela esquerda, Daniel Alves furou a cabeçada e  a bola foi para De Rossi que, com categoria, desviou para as redes: depois, Oscar errou um passe, Balotelli pegou a bola e desferiu potente arremate para o alto das redes brasileiras. 2 a 2. O mesmo Balotelli que, logo em seguida, quase fez o gol da virada, não fosse o milagre de Júlio César.

O que faltou ao Brasil? Pode ter sido um pouco do lado emocional, como disse Felipão. Mas houve erros na marcação e na posse de bola, principalmente no segundo tempo.

E Neymar? Foi melhor do que no jogo contra a Inglaterra, iniciou a jogada do primeiro gol (virando o jogo para a esquerda) e foi autor de belíssima jogada, ao puxar a marcação e deixar Oscar livre para o segundo gol. Mas ainda falta alguma coisa em Neymar na Seleção, aquele endiabrado atacante do Santos que dribla os zagueiros e decide.

O amigo concorda?

No Palmeiras, a noite de Leandro. No Corinthians, a chance desperdiçada. E no São Paulo, a liderança mantida.

1-  Não é nada, não é nada, foram dois gols marcados por Leandro. E que deram a vitória ao Palmeiras sobre o Botafogo de Ribeirão Preto, por 2 a 0. O primeiro deles, através de um chute forte, que contou com a colaboração do goleiro Rafael, que falhou: no segundo gol, já dentro da área, o corte seco no zagueiro e o chute forte que estufou as redes.

Nem foi muito mais do que isso. Não houve show e nem jogadas de efeito. Mas, pelas circunstâncias, até que o futebol do Palmeiras foi razoável e a vitória o fez pular para a quarta colocação do Campeonato Paulista: ainda no primeiro tempo, a equipe perdeu seu melhor jogador, Henrique, e o centroavante Kleber (que ainda não fez gol e nem mostrou futebol convincente), ambos por contusão. E já anda sem Valdivia.

Leandro foi o sopro da esperança da noite, deve ganhar o lugar de titular, mas como se sabe, não pode atuar em jogos pela Libertadores, pois já tinha sido inscrito pelo Grêmio.

Outro destaque palmeirenses foi Wesley, autor de boas jogadas e de intensa movimentação, já fazendo lembrar aquele jogador que chegava a entusiasmar quando jogava pelo Santos.

Enfim, três pontos (ganhos) merecidos.

2- Já se dava como certa a vitória do Corinthians. Faltavam poucos minutos para o fim do jogo e o gol de Émerson “Sheik” (que entrara no lugar de Romarinho) parecia garantir ao Corinthians o triunfo sobre o XV de Piracicaba, que faz péssima campanha neste Campeonato Paulista.

Mas eis que, de repente, aos 42 minutos do segundo tempo em um de seus raros momentos de ousadia, o XV foi ao ataque e, inspirado, Diguinho tabelou e chutou forte, de esquerda. 1 a 1.

Foi surpreendente porque do jeito que o jogo foi, às vezes morno demais, nada fazia crer que o Corinthians deixasse escapar os três pontos. No primeiro tempo, com Romarinho em noite pouco inspirada, o Corinthians deixou-se levar pelo marasmo: depois, com a entrada de Émerson “Sheik” em campo, melhorou e foi perigoso em alguns momentos.

Provavelmente confiante demais, foi castigado pelo empate.

Não foi um bom jogo, convenhamos.

3-  O líder São Paulo fez o que dele se esperava, ainda que não viva dias tranquilos: venceu o São Bernardo (2 a 1) e manteve-se líder do Campeonato Paulista-competição, aliás, que não é o foco de sua crise, pois está na Libertadores, o grande sonho de sua torcida, o motivo das reclamações pelos maus resultados.

Os gols foram marcados por Luís Fabiano e Rodrigo Caio, pelo São Paulo: Denílson (contra), para o São Bernardo.

Valho-me dos melhores momentos que vi e do relato de quem testemunhou a partida inteira, a boa novidade: Jadson e Paulo Henrique Ganso se deram bem, podendo o técnico Ney Franco suprir a ausência de Lucas (agora no futebol francês) com mudança no esquema tático, atuando com dois meias (Jadson e Ganso) e dois atacantes (Osvaldo, quando voltar da Seleção e Luís Fabiano). E se precisar tornar-se mais ofensivo, por que não apenas um volante e três meias que também combatam? Contra o São Bernardo, foi a vez de Maicon ser um misto de segundo volante e meia, ao lado de Ganso e Jadson. E deu certo.

Há peças, sim, para um tricolor mais forte.

O desabafo de Ney Franco. E o grande Cruyff questiona Neymar no Barcelona.

1-  Quase sempre comedido e conciliador, o técnico Ney Franco fez uma espécie de desabafo em sua entrevista coletiva ao dizer que “em todo lugar que vou, com amigos, tenho de falar da situação do time na Libertadores e da minha situação no clube”. E Ney Franco concorda que esse momento interfere, sim, no ambiente, embora garanta que está tudo acertado entre eles e os jogadores.

Só que Lúcio vai curtir o banco de reservas, fato que o treinador aponta como decisão “puramente técnica” e em função da boa atuação de Tolói e Edson Silva contra o Oeste, ambos-como diz Ney Franco- “coroados até com gols”.

Sei lá. Que a situação não está tão confortável assim para Ney Franco, isso já é sabido. Mas acostumado a ver as coisas no futebol mudarem de uma hora para a outra, nesse tal de vilão virar herói e herói virar vilão, que não me surpreendo: o desfecho dessa história será escrito pelos resultados na Libertadores.

Nem a liderança do Campeonato Paulista, por enquanto, vai mudar coisa alguma.

2- Cruyff diz que o Barcelona não precisa de Neymar foi o grande destaque da imprensa espanhola essa declaração ao jornal “Marca”, pois seu autor é, simplesmente, um dos maiores jogadores da História do futebol e um dos maiores ídolos do Barça como jogador e como técnico.

Pelo que entendi, Cruyff quer mais se referir à questão de estilo quando diz, por exemplo, de que “Neymar seria útil se viesse para jogar para o Messi. Para a equipe”.

Estaria o grande Cruyff considerando Neymar individualista demais?

Pode ser. Na Seleção da Holanda, no famoso Carrossel, ele também fazia essa função. Embora não se esquecesse de servir os companheiros, de voltar para ajudar na marcação, coisas assim, de um jogador total, dentro daquele futebol revolucionário na arte de ocupar os espaços.

De qualquer maneira, que eu me lembre, é a primeira opinião de muito peso que questiona a provável contratação de Neymar pelo Barça.

Especulação: Dorival Júnior em um clube paulista?

Já de saída classifico a hipótese como especulação, pois não tenho nenhuma informação oficial a respeito.  São comentários que rolam nos bastidores e as minhas duas fontes, confiáveis, têm suas versões a respeito do futuro de Dorival Júnior- técnico que recém saiu do Flamengo- no futebol paulista:

1- Uma das versões me é passada por um empresário, apaixonado por futebol e ligado nas notícias de bastidores: segundo ele, Dorival é nome falado no Palmeiras e também no São Paulo, pois apesar dos desmentidos é sabido que o futuro de Ney Franco no tricolor depende muito dos próximos resultados na Libertadores da América; e que o trabalho de Gilson Kleina no Palmeiras já é muito contestado pelos torcedores do clube, embora ele siga prestigiado pela cúpula palestrina.

De qualquer maneira, passo a bola como a recebi- rapidamente.

2- Outra versão sobre o assunto me é dada por um sócio do Palmeiras, sempre ligado aos bastidores e comentários no clube: ele me diz que já é muito forte o movimento para que Dorival Júnior assuma o lugar de Gilson Kleina, pois ele e seus amigos dos bastidores estão espantados com a atuação do time.

Que fique bem claro e repito, que pelo menos oficialmente esta não é a visão da direção do Palmeiras.

Dorival já atuou pelo Palmeiras, quando era chamado apenas de Júnior, médio-volante de razoável para bom. E, além disso, é sobrinho de Dudu, um dos maiores heróis da História do clube.

MINHA OPINIÃO: já disse e repito que não discuto a existência das especulações. Mas ainda penso que Gílson Kleina ainda não pode ser considerado culpado, pelo elenco e pela situação que tem nas mãos- alguns jogadores nem podem disputar a Libertadores. Sua permanência- como a de qualquer técnico-dependerá dos resultados. Isso é óbvio.

Quanto a Ney Franco, com a saída de Lucas, penso que poderia adotar outro esquema tático, com Jadson e Paulo Henrique Ganso nas meias, Osvaldo e Luís Fabiano na dupla de área. No caso de sua saída, que acredito apenas seria confirmada após a eliminação do São Paulo nesta fase de grupos (o que penso não vá acontecer), outro nome muito falado é o de Paulo Autuori. Assim como no caso do Palmeiras, o nome de Mano Menezes é lembrado por alguns torcedores.

Mas a longa carreira me ensinou que o que determina a permanência ou a saída de um técnico é o resultado obtido por uma equipe. O contestado de hoje pode ser o herói de amanhã.

Logo, é prudente esperar.

O São Paulo retoma a liderança, o Palmeiras empata com o lanterna. E Ney Franco e Kleina são contestados.

Luís Fabiano marcou o terceiro gol do São Paulo na vitória contra o Oeste (3 a 2), triunfo que devolveu ao tricolor a liderança do Campeonato Paulista. E não comemorou, dizendo, mais tarde, que não teve vontade de festejar. Por coisas que ouviu.

Ao mesmo tempo, embora líder do Paulista, também não está fácil a vida de Ney Franco como técnico do São Paulo. No caso, é óbvio, pelos resultados na Libertadores, competição que é sempre a predileta da torcida tricolor. Neste domingo, em tarde de Morumbi quase vazio, Ney teve de ouvir reclamações, alguns xingamentos (em especial por parte de alguns que querem Ganso no time) e havia até faixas perguntando, por exemplo, onde andava o esquema tático.

Não é bom sinal.

Assim, tanto a vitória contra o Oeste (gols de Edson Silva, Rafael Tolói e Luís Fabiano para o São Paulo; Ligger e Wanderson para o Oeste), quanto a volta à liderança, ambas enfim, parecem não significar quase nada para alguns torcedores que gritavam ”Libertadores é obrigação”!

E então, é uma situação cujo desfecho vai depender do que acontecer com o São Paulo, no mínimo, até ser decidida a classificação em seu grupo. Ainda segundo colocado, pelo critério de desempate- com os mesmos 4 pontos do Arsenal de Sarandi- o São Paulo enfrentará o The Strongest, na altitude de La Paz, e depois o forte Atlético Mineiro, no Morumbi.

Penso que só a partir daí será desenhado o futuro de Ney Franco no Morumbi.

O  QUE KLEINA  PODE FAZER  PELO  PALMEIRAS?

Em outros tempos, empatar com São Caetano, fora de casa, não seria considerado mau resultado. Hoje, no entanto, com o “Azulão” carregando a lanterna do Campeonato Paulista, não caiu nada bem esse empate de 1 a 1 (gols de Eder e Leandro) para um Palmeiras que até teve mais posse de bola, desperdiçou um pênalti (Henrique). E andou mais perto da vitória.

A culpa é de Gilson Kleina, o técnico? Durante o jogo, um grupo de torcedores do Palmeiras, postado atrás do técnico, reclamou dele o tempo inteiro: agora, enquanto escrevo, recebo várias mensagens, acusando Gilson Kleina de improvisar demais, de não escalar os jogadores em seus devidos lugares.

Minha opinião? Não vejo que a culpa seja dele. Olho para o campo e, sem Valdivia (mais uma vez machucado), quem é que o Palmeiras tem para armar as jogadas? Wesley é segundo volante, Tiago Real nem sei qual sua verdadeira posição, Rondinelly nunca vi jogar. Não é fácil.

Olho para o ataque e vejo: Kleber, o que veio do Porto, sem conseguir completar uma única jogada; Vinicius, sem futebol à altura da responsabilidade: Leandro, promessa do Grêmio, autor do gol, poderia ser titular, mas ainda errando lances tolos, por falta de ritmo (não pode jogar na Libertadores) ou por estar afoito. Sei lá.

Meu Deus! Onde está o meia- armador? Por onde andam os atacantes?

Sem eles, não posso culpar Kleina e nem concordar com os amigos que me mandam mensagens. Até que, com esses jogadores nas mãos, o Palmeiras continuasse desse jeito. Aí, sim, Kleina seria culpado.

Este é o limitado Palmeiras de hoje. O que fazer?