Ofertas perigosas no Mercado da Bola. E o agito nos bastidores do Palmeiras.
Às vésperas do Campeonato Brasileiro, com os sonhos bem maiores do que a oferta no Mercado da Bola, não é nada difícil para os clubes caírem em perigosas tentações. Ou, no mínimo, muito arriscadas. Para que não fique em papo vazio e sem cair em sonhos mirabolantes, vou logo às duas ofertas que surgiram nas prateleiras do mercado nas últimas horas: os atacantes Jô, do Inter de Porto Alegre, e no craque Jobson, do Botafogo, de quem muito já falei no post anterior.
Mas é que surgiram novidades- ou confirmações- no caso de ambos. Enquanto Jô foi praticamente expulso do elenco do Inter, só não sendo demitido em função da alta multa rescisória, nesta terça-feira o Botafogo decidiu multar Jobson e afastá-lo do convívio dos companheiros (treinará em separado do grupo) “por tempo indeterminado”.
Quer dizer: estão na praça, no mercado, aparentemente sem nenhuma dificuldade para quem quiser esses atacantes por preço de ocasião ou até mesmo por empréstimo. São ofertas tentadoras, pois não? E de muito risco. Não se sabe, por exemplo, se o craque Jobson tomará jeito fora de campo, enquanto que Jô (que não tem o talento de Jobson) já mais experiente e “rodado”, para surpresa de muitos cultivou a fama de indisciplinado em Porto Alegre.
Mas como os dois são atacantes, artigos raros no Mercado, é bem provável que se arrumem, logo, logo. Como o futebol é pródigo em pregar peças e contrariar o passado, não me surpreenderia se agora, com a carreira correndo sério risco, Jobson tomasse jeito em outro clube. Só que é arriscado.
Assim como grandalhão Jô também pode dar certo com outra camisa.
Sei lá, nunca se sabe. Mas é bom tomar muito cuidado.
QUEM SERÁ O PRESIDENTE DO PALMEIRAS?
Por enquanto, todos sabem, é Arnaldo Tirone. Mas pelo que tenho ouvido de gente que frequenta os bastidores do Palmeiras, muito dificilmente ele conseguirá se reeleger nas eleições marcadas para janeiro de 2013. Vários grupos têm se reunido, constantemente, e dois nomes serão lançados, provavelmente em outubro, para se enfrentarem nas urnas: Paulo Nobre e Décio Perin.
Contra Nobre, muitos se queixam de ele não frequentar o clube. Contra Perín, a observação é a de que ele quase nunca se manifesta, esquivando-se de dar opiniões.
Os cardeais, bons de voto, estão divididos, um lado apoiando Nobre e o outro, Perin. E de Tirone, quase não se fala, como se ele estivesse com os dias contados como presidente, sejam quais forem os resultados do futebol.
Pelo menos, é o que se comenta nos bastidores do Palmeiras, onde as articulações políticas visando a eleição já estão à pleno vapor.
Já começou a Batalha de São Januário. E um talento desperdiçado.
Não está com jeito de ser nada camarada esse jogo entre Vasco e Corinthians, pela Libertadores, marcado para o estádio de São Januário na noite desta quarta-feira. Já começou a guerra dos bastidores, pois o Vasco reclamou da escolha do árbitro, Sandro Meira Ricci, para esta partida, alegando que ele é protagonista de lances polêmicos, lembrando um deles a favor do Corinthians: o gol de Ronaldo validado por ele, contra o Cruzeiro, em 2010, em lance que gerou muita confusão.
Além disso, é conhecida a fama de não se darem bem as torcidas de Vasco e Corinthians, o que implica em máximo cuidado policial, dentro e fora do estádio. Estádio, aliás, antes do Maracanã até palco para jogos da Seleção Brasileira, que hoje é pequeno para duelo de tamanha importância.
Na verdade, com ingressos esgotados (18.070 bilhetes já vendidos até a noite desta segunda-feira, sendo apenas 2.073 para os corintianos) que mais deve parecer um “caldeirão”, com a enorme maioria de vascaínos entre os que estarão presentes - e com a recomendação de chegar mais cedo para evitar os habituais tumultos que acontecem em cima da hora.
Tudo pode parece favorecer o Vasco. Mas não é bem assim. O atacante vascaíno Éder Luís, por exemplo, pede calma a seus torcedores para evitar o que aconteceu no segundo tempo do jogo contra o Lanús, em São Januário, quando irritada pela eliminação no Estadual diante do Botafogo, a torcida vaiou o time (que estava ganhando fácil) a ponto de os argentinos quase empatarem a partida: “A bola parecia ‘queimar’ os nossos pés, pelas vaias da torcida e pela falta de paciência.”
Todos nós pedimos calma e paciência às torcidas, caro Éder. Afinal, é só um jogo de futebol.
JOBSON, FIM DE LINHA NO BOTAFOGO?
Talento puro, daqueles que só aparecem de tempos em tempos, pela facilidade de driblar e chutar a gol, sempre em grande velocidade, este atacante Jobson, do Botafogo, tem um implacável inimigo no futebol: ele mesmo. Agora, aos 24 anos, terá de encarar uma reunião no Botafogo, cansado de suas lesões e desculpas, que pode até determinar a sua saída do clube.
O diabo é que isso já aconteceu há algum tempo. Foi quando, apanhado por jogar dopado (mais tarde, seria suspenso pela Fifa), Jobson cultivou a fama de se arrastar pela noite, sendo emprestado ao Atlético Mineiro, ao Bahia, acabando sempre dispensado e sem muitas explicações.
E não era por falta de talento.
Jobson ainda é jovem, terá condições de dar a volta por cima?
Torço que possa. Ou será um talento-mais um- desperdiçado, vencido por ele mesmo.Santos; enfim, o Tri mais do que anunciado. E o mercado da bola, depois das decisões.
Não havia muito mais a esperar dessa final do Paulistão que fugisse do controle e do desfecho anunciado ao longo da semana: o Santos é tri-campeão paulista, pela terceira vez em sua História, ao vencer o Guarani por 4 a 2, no Morumbi, em mais uma bela exibição de Neymar, Gganso e toda essa turma com vocação goleadora. A surpresa um pouco maior ficou por conta do Guarani, que sem se mostrar abatido pela derrota no domingo passado, foi valente, mostrou futebol até que agradável para as suas limitações e fez até seus dois gols. O que já não é surpresa é o visível crescimento da torcida do Santos, o que se comprova, em parte, pelo público do jogo final: quase 54 mil pagantes, a enorme maioria composta por torcedores do Santos, que foram ao estádio mais para festejar do que para curtir a adrenalina de uma conquista, pois esta já estava praticamente consumada. E assim, a justiça pede que se lembre de alguém que não entra em campo e nem joga bola mas que, símbolo da competência e do amor ao clube, soube segurar a principal estrela da companhia contra o terrível assédio de clubes europeus. Falo, evidentemente, do presidente do Santos, Luis Álvaro Oliveira Ribeiro, o popular Laor. O craque dos bastidores. DEPOIS DAS DECISÕES, O MERCADO DA BOLA. É curioso: muitas foram as festas após as decisões dos campeonatos estaduais pelo Brasil. Mas, em várias delas, já se anunciava o que vem por aí – o mercado da bola, com esperanças e pedidos de contratações. Em Belo Horizonte, por exemplo, depois de o Atlético conquistar o título de campeão mineiro, de forma invicta, vencendo o América por 3 a 0, a torcida do Galo dirigia-se ao dirigente do clube, Alexandre Kalil, pedindo firmeza na contratação de Diego Forlán, eleito o melhor jogador da Copa do Mundo de 2010. E Kalil concordou, acenando com boas chances de concretizar o negócio. Forlan está na Inter de Milão, não satisfeito, e até mesmo a imprensa italiana dá a negociação como quase oficializada. Em Porto Alegre, após a virada sobre o Caxias (2 a 1) que lhe deu o título de campeão gaúcho, o Inter soube que ppode perder Sandro Silva para o São Paulo, em interesse revelado pelo próprio jogador. No Rio de Janeiro, depois da confirmação da perda do título para o campeão Fluminense – em nova derrota para o rival, desta vez por 1 a 0, o técnico Oswaldo de Oliveira bradava pela contratação de reforços para o seu Botafogo, pois o campeonato brasileiro está para começar. Entre os torcedores até o nome do veterano Loco Abreu, ídolo até há poucos dias, já está sendo questionado. Ninguém resiste a uma derrota. E por falar a ninguém resistir a uma derrota, é o que pode acontecer ao Villareal, rebaixado nesse domingo do campeonato espanhol, ao perder para o Atlético de Madri, com o gol do infernal Falcao Garcia: agora, provavelmente, terá de negociar Nilmar, centroavante pretendido pelo Corinthians. Ou o amigo acha que Nilmar jogaria na segunda divisão?
Santos, festa e alívio. E o ataque da Seleção Brasileira.
Não bastassem as manchetes que estamparam, com todas as honras devidas, a sua goleada de 8 a 0 diante do Bolívar, o Santos já tem pela frente dois bons motivos para comemorar: o primeiro, todos sabem, é mais do que certa a conquista do tricampeonato paulista- a terceira em sua História- que acontecerá neste domingo, no Morumbi, diante do valente Guarani.
O outro motivo é muito mais um alívio, não deixando, no entanto, de ser festejado: é que o Santos conseguiu junto a CBF a liberação de seus jogadores convocados por Mano Menezes para os amistosos da Seleção Brasileira: Neymar, Ganso e o goleiro Rafael irão se apresentar um dia depois do previsto, com tempo suficiente, portanto, para a disputa com o argentino Vélez Sarsfield.
Nada mais justo. Perder Neymar e Ganso, logo agora? Nem pensar...
ESTÁ FACIL ESCALAR O ATAQUE DA SELEÇÃO
Eis aqui um setor sem mistério algum: para os amistosos e para os Jogos Olímpicos, ainda mais agora sem a incômoda presença de Ronaldinho Gaúcho, o técnico Mano Menezes não precisará nem piscar para escolher o quarteto do meio- campo para a frente.
Qual? Elementar, meu caro amigo. É só contar com Lucas mais para a direita, Neymar mais pela esquerda, Leandro Damião bem centralizado e Paulo Henrique Ganso a alimentá-los com seus passes precisos. Assim: simples, objetivo, sem firulas e sem mistérios.
Ataque difícil de ser marcado: Lucas, Ganso, Leandro Damião e Neymar.
Santos, festa e alívio. E o ataque da Seleção Brasileira.
Não bastassem as manchetes que estamparam, com todas as honras devidas, a sua goleada de 8 a 0 diante do Bolívar, o Santos já tem pela frente dois bons motivos para comemorar: o primeiro, todos sabem, é mais do que certa a conquista do tricampeonato paulista- a terceira em sua História- que acontecerá neste domingo, no Morumbi, diante do valente Guarani.
O outro motivo é muito mais um alívio, não deixando, no entanto, de ser festejado: é que o Santos conseguiu junto a CBF a liberação de seus jogadores convocados por Mano Menezes para os amistosos da Seleção Brasileira: Neymar, Ganso e o goleiro Rafael irão se apresentar um dia depois do previsto, com tempo suficiente, portanto, para a disputa com o argentino Vélez Sarsfield.
Nada mais justo. Perder Neymar e Ganso, logo agora? Nem pensar...
ESTÁ FACIL ESCALAR O ATAQUE DA SELEÇÃO
Eis aqui um setor sem mistério algum: para os amistosos e para os Jogos Olímpicos, ainda mais agora sem a incômoda presença de Ronaldinho Gaúcho, o técnico Mano Menezes não precisará nem piscar para escolher o quarteto do meio- campo para a frente.
Qual? Elementar, meu caro amigo. É só contar com Lucas mais para a direita, Neymar mais pela esquerda, Leandro Damião bem centralizado e Paulo Henrique Ganso a alimentá-los com seus passes precisos. Assim: simples, objetivo, sem firulas e sem mistérios.
Ataque difícil de ser marcado: Lucas, Ganso, Leandro Damião e Neymar.
Um espetáculo chamado Santos, épicas viradas tricolores, indigesto tititi no Palmeiras...
Não há como deixar de reverenciar mais este show do Santos, queiram ou não os que consideram exagerados os elogios para Neymar e sua turma. Sim, existem os que torcem os narizes para esse tipo de reconhecimento, provavelmente por pura dor-de- cotovelo. Sinto muito.
O que não posso é minimizar uma goleada de 8 a 0! Ah, foi contra o Bolívar, que joga muito na altitude de La Paz e quase nada fora dela? Pois estava entre os classificados para esta fase da Libertadores, vencera o Santos no jogo de ida (claro que ajudado pela altitude) e havia quem apostasse não serão tão fácil reverter o quadro. Realmente, não foi apenas fácil: foi facílimo e o placar acabou sendo até modesto, tantas as chances criadas pelos santistas, que poderiam chegar a uma contagem absurda.
No entanto, às vésperas de confirmar seu tricampeonato paulista neste domingo, diante do Guarani, creio que ganhar de 8 a 0 está de bom tamanho: o Santos não joga, brinca; o Santos não ganha, goleia. E goleia impiedosamente. Quem ama o futebol bonito, bem jogado, talvez concorde comigo: se estiver inteiro, se as suas duas maiores estrelas (Neymar e Ganso) não desfalcarem em nome de amistosos da Seleção Brasileira, o Santos é o melhor time das Américas e o principal candidato a levar, de novo, o título de Campeão da Libertadores.
Isso não quer dizer que vá levar o caneco. Estou dizendo apenas que é o melhor time e o favorito.
E quem quiser pode ficar com o cotovelo ainda mais dolorido.
A ÉPICA VIRADA DOS TRICOLORES, FLU E SÃO PAULO.
Ambos são tricolores e, jogando em competições diferentes, Fluminense e São Paulo viveram uma épica noite de quinta-feira. No Rio, em jogaço, o Fluminense levou um belo gol de Leandro Damião, do Inter de Porto Alegre, o que deixou sua torcida assustada. Só que, desafiando o perigo, lançou-se ao ataque e encontrou os gols da virada em dois gols de cabeça- Leandro Euzébio e Fred- depois de duas bolas paradas, faltas, magistralmente executadas por Thiago Neves.
Da metade do segundo tempo em diante, quem se lançou ao ataque foi o Inter, com as entradas de Jajá, Dagoberto e Jô, com o Fluminense apenas se defendendo, tentando um ou outro contra-ataque. Mas não tinha mais jeito: a vitória acabou por ser tricolor, o sobrevivente do duelo e a equipe que enfrentará o Boca Juniors de Riquelme na próxima fase.
Já a façanha do outro tricolor, o São Paulo, aconteceu pela Copa do Brasil. Mas teve pitacos de forte emoção. A Ponte Preta- que levava a vantagem do 1 a 0 obtido em Campinas- ainda marcou o primeiro gol, num voleio espetacular, de sem-pulo, de Somália. O São Paulo precisava fazer três gols para se classificar.
E os fez, jogando no ataque, com raça e determinação- embora sem muita organização: primeiro, com Casemiro; depois com Lucas, esperto, aproveitando-se de incrível falha do goleiro Bruno Fuso e, finalmente, com Luís Fabiano- este, já no segundo tempo, com gol bem ao seu estilo, girando o corpo e batendo forte.
Eis o São Paulo classificado. E com louvor!
MAIS UM TITITI NO PALMEIRAS. E INDIGESTO.
Desta vez, terá ido Felipão longe demais em sua entrevista coletiva após a goleada sobre o Paraná? Pelo que ouvi ontem de um respeitável conselheiro e pela reação do presidente Arnaldo Tirone- que sempre contemporiza as situações-, parece que sim. O que pegou mal foi Felipão falar que os diretores precisavam “ter hombridade para vir à público e dizer que o clube não tem dinheiro para as contratações”.
A falta de dinheiro não ofendeu entanto, o desafio à hombridade é que magoou. Pensei que, mais uma vez, tudo fosse acabar em pizza. Mas já não estou tão certo disso, ainda mais que rola nos bastidores do clube que Felipão estaria- eu disse estaria- num suposto interesse do Cruzeiro.
Sei lá. Sei que o clima voltou a ficar pesado. E ainda mais que voltou à baila essa possível- e estranha- contratação de Betinho. Autor de um gol em nove jogos de São Caetano e cujo currículo não é recomendável para um time grande.
Quem o indicou? E quem o aceitou? É um mistério. Mas Tirone não o descarta e me contaram (não sei se é verdade) que já chegaria ganhando 45 mil reais por mês. Pode até ser pouco para o que se paga hoje. Mas o custo-benefício para um jogador de 25 anos e de tão poucos gols na carreira pode ser altíssimo.
Ou atacante já não precisa fazer gols?
Para mim, seria uma novidade.
Corinthians e Vasco: eis o próximo (e sugestivo) duelo. E uma surpresa chamada Mazinho, no Palmeiras.
Claro que, antes dessa batalha brasileira, teremos outra: nesta quinta-feira, por exemplo, enfrentam-se Fluminense e Internacional de Porto Alegre, com um deles seguindo em frente e outro caindo fora da Libertadores: o que avançar, terá pela frente um adversário indigesto, o Boca Juniors que, regido por seu Maestro, Riquelme, venceu o chileno Union Española (3 a 2) e habilitou-se a enfrentar o brasileiro vencedor.
Mas este Corinthians e Vasco, duelo marcado depois dos jogos da quarta, é particularmente interessante o Corinthians, por seu sonho obsessivo em ganhar a Libertadores, título que ainda não tem, e o Vasco como uma espécie de compensação pelo Campeonato Brasileiro do ano passado que sonhou conquistar e que terminou mesmo em mãos corintianas.
O Corinthians chegou com extrema facilidade a esse tira-teima ao passar pelo fraco Emelec, do Equador, por 3 a 0- gols de Fábio Santos, Paulinho e Alex-, sem levar nenhum grande susto, diante de mais de 32 mil pagantes no romântico Pacaembu. Ao contrário do próximo oponente, o Vasco viveu verdadeiro drama em Buenos Aires, pois perdeu o jogo para o Lanús, de virada, por 2 a 1, mas como tinha vencido pelo mesmo placar em São Januário, a decisão foi para os pênaltis.
E aí deu Vasco, que não errou nenhuma cobrança, com Felipe, Juninho Pernambucano, Carlos Alberto, Renato Silva e Alecsandro, enquanto Romero chutou na trave direita um dos cinco pênaltis e o sonho do Lanús em fazer história na Libertadores.
Melhor para o futebol. O Vasco tem mais time e, pelo menos na teoria, tem condições de fazer jogo equilibrado com o ainda invicto Corinthians, time que está ainda mais seguro em sua defesa com a entrada do goleiro Cássio (embora este goleiro grandalhão tenha cometido um erro grosseiro, ao tentar cortar uma bola fácil), principalmente nas bolas altas sobre sua área. Talvez falte agora à equipe corintiana um artilheiro- Liedson estará em plenas condições de ser o artilheiro que já foi?
Um Liedson em forma pode fazer falta, ainda mais se o zagueiro Dedé- que não jogou na Argentina- voltar ao time do Vasco...
MAZINHO, O NOME NA GOLEADA DO PALMEIRAS
Já em outra competição, a Copa do Brasil, o Palmeiras livrou-se do fantasma de uma zebra, o Paraná, com uma goleada: 4 a 0, tendo como protagonista um jogador que, segundo Felipão disse em sua entrevista coletiva (após o jogo),teve custo zero ao clube. Trata-se de Mazinho, autor de dois gols e meio, digamos, pois ele marcou dois e ainda propiciou, em outra jogada, um gol a Valdívia- e que causou grande emoção ao chileno, que vibrou como há muito tempo não se via. Além disso, Mazinho não teve medo de arriscar dribles, em velocidade, com o atrevimento que lhe rendeu em Itápolis, quando defendia o Oeste, o apelido de “Messi Black”.
Se Mazinho ganhou os holofotes por seu futebol, a mesma sorte não tiveram Henrique e Barcos: o quarto-zagueiro por ter sido expulso ao esboçar uma cabeçada em Douglas (que também foi), de maneira desnecessária; Barcos, por não ter voltado para o segundo tempo por esse motivo (Roman entrou para recompor a zaga), mais o argumento usado por Felipão de que o centroavante já está com dois cartões amarelos e não tem substituto no elenco. Pode ser.
O fato é que outros grandes clubes não tiveram a performance do Palmeiras em despachar zebras pela Copa do Brasil: o Botafogo, que perdeu de virada para o Vitória (2 a 1), em pleno Engenhão, e o Cruzeiro, derrotado também casa, pelo Atlético Paranaense (que será o próximo adversário do Palmeiras), igualmente por 2 a 1.
E, além do jogo e da classificação, o Cruzeiro perdeu também o técnico, pois Vagner Mancini entregou o cargo logo após o insucesso.
Uma noite em que a zebra seria fatal. E a desconfortável situação de Mano Menezes.
Esta noite de quarta-feira será proibida para zebras. Sob o risco de crises de proporções inimagináveis atingirem os favoritos: não daria um picolé para saber o que poderia acontecer no Corinthians no caso- improvável- de uma eliminação na Libertadores para o fraco Emelec no Pacaembu lotado; ou na hipótese, também improvável, de um desastre do Palmeiras diante do Paraná, em Barueri, pela Copa do Brasil.
Seria o fim da linha.
O mesmo não se pode dizer do duelo entre Vasco e Lanús, mesmo com a equipe brasileira dependendo apenas de um empate para saltar para a próxima fase da Libertadores. Além da tradição argentina na competição, o Lanús é um time curioso, capaz de ganhar de 6 a 0 do Olimpia e de perder com a facilidade de uma equipe amadora para o Flamengo (3 a 0)-sendo que este acabaria eliminado, com direito às férias forçadas de 28 dias com Ronaldinho Gaúcho, Vagner Love, etc.
Não creio, sinceramente, que a tragédia da eliminação aconteça, no entanto, para Corinthians ou Palmeiras. Acredito em vitória tranquila dos corintianos e em zebra despachada pelos palmeirenses, até pela pouca qualidade dos oponentes. As possibilidades negativas ficam apenas no imaginário de um futebol que, nem tão raramente, acolhe as zebras como parte do jogo.
Mas nestes casos, convenhamos, iria além dos limites.
E AÍ, MANO?
A cada declaração do atual presidente da CBF, José Maria Marin, fica no ar a questão: afinal, Mano Menezes tem ou não a confiança da cúpula do futebol? Tudo indica que não, pois ao se manifestar publicamente contra uma eventual convocação de Ronaldinho Gaúcho (com motivos) e que não quer saber de nomes estranhos na Seleção, Marin, ex- jogador de futebol, dá todos os indícios de não confiar o necessário no taco do treinador.
Nos bastidores do futebol, correm à solta os comentários de que basta um insucesso nos Jogos Olímpicos-por insucesso, leia-se não trazer para o Brasil a medalha de ouro- que, imediatamente, será outro o treinador da Seleção, sendo os mais cotados Felipão, Luxemburgo e, por evidentes méritos atuais, Muricy Ramalho.
No futebol, os resultados são capazes de mudar qualquer situação. Mas que, no momento, a de Mano Menezes não é nada confortável. Ah, isso não é mesmo.
Fellipe Bastos, mais um nome da misteriosa (?) lista de reforços de Felipão.
Foto: Divulgação
E eis que ressurge, depois de longo e tenebroso inverno, o Cardeal Richelieu do Palmeiras, que andava desanimado com o seu time. Reaparece para me contar, sem muito ânimo, que descobriu dois dos seis ou sete reforços que teriam sido pedidos por Felipão ao clube que anda de cofre vazio: um deles, já foi publicado, é mesmo o de Obina, cansado da China; o outro é o de Fellipe Bastos (com dois “eles” mesmo, como pode se verificar no Google), atualmente no Vasco da Gama, mas que pertence ao Benfica. Quanto aos demais, continua a incógnita.
E quem é este Fellipe? Para os que não acompanham devidamente o futebol carioca ou o Vasco, basta uma rápida pesquisa em sua carreira para saber de que se trata de um volante com fama de ser bom na marcação e que é possuidor de chute forte. Tem 22 anos, 1 metro e 78 de altura, 76 quilos, já andou pelas seleções de base do Brasil, pelo Belenenses de Portugal, pelo Servette da Suíça e teve bons momentos pelo Vasco, mas não estava oficialmente escalado para enfrentar o Lanús, nesta quarta-feira: o técnico Cristóvão, caso todos estejam em condições, deve optar por Romulo e Juninho como volantes, Felipe (o veterano) e Diego Souza nas meias, Éder Luís e Alecsandro no ataque.
Caso Juninho Pernambucano não esteja cem por cento- e como o Vasco precisa só do empate para pular para a próxima fase-, aí sim, poderá ser a vez de Fellipe Bastos. O jogador que interessa a Felipão.
Uma semana para o Santos enfeitar as faixas de tri. E a bicicleta de Fred.
Não fosse o compromisso pela Libertadores no meio da semana diante do Bolivar- que também nada deve ter de complicado- e o Santos poderia dedicar-se apenas aos enfeites e adornos das faixas de tricampeão paulista. Afinal, a vantagem obtida com a vitória de 3 a 0 sobre o Guarani (dois gols de Neymar e um de Ganso), neste domingo, no Morumbi, é tão ampla que duvido que até o Sobrenatural de Almeida-personagem de Nélson Rodrigues-seja capaz de reverter. E, convenhamos, não foi nada mais do que a crônica de uma vitória anunciada. A vitória de um Golias (o Santos) contra um Davi (sem estilingue), o Guarani, tão descomunal era a proporção de forças dos finalistas do Campeonato. A chegada do Santos era normal, pois quem tem Neymar, coadjuvado por Paulo Henrique Ganso, está sempre entre os favoritos: agora, o redivivo Guarani, que até o ano passado esteve seriamente ameaçado de insolvência, mais parecia um milagre de seu técnico, o nem sempre devidamente reconhecido Osvaldo Alvarez, o Vadão. O jogo foi assim: o Guarani valente, bem organizado, mas sem punch; o Santos meio que de freio de mão puxado, sabedor que poderia decidir a partida a qualquer momento, como realmente aconteceu. Primeiro, com o belo chute de Ganso, da entrada da área, depois de assistência de Neymar, ainda no primeiro tempo: depois, na etapa final, com os dois gols de Neymar, sendo o último deles de belíssima feitura, com o melhor jogador do Brasil matando a bola no peito, cortando um zagueiro e chutando para estufar as redes para, em seguida, imitar outro artilheiro do passado (no jogo contra o São Paulo, imitara Juari), desta vez Serginho Chulapa, ao bater no peito e se jogar ao chão. Não há muito mais o que dizer: ao Santos, resta, agora, cuidar bem das faixas e fazer a festa no próximo domingo; ao Guarani, fica a consciência do dever cumprido, até mais do que poderia imaginar. A BICICLETA DE FRED: FLU, QUASE CAMPEÃO. Há jogadores assim: nos jogos decisivos é que se destacam mesmo. Fred é um deles. Pois vinha o Fluminense perdendo por 1 a 0 para o até então invicto Botafogo (gol do experiente Renato), na primeira partida da decisão do Campeonato Carioca, quando, bola alçada na área e, sangue-frio à prova, Fred acerta uma belíssima bicicleta, sem defesa. Era o empate. Depois, bem, depois, veio a superioridade de quem tem mais craques. E quem tem mais craques é o Fluminense. Com Deco inspirado, com Rafael Sobis revivendo os tempos de grande artilheiro, o Fluminense foi massacrando o Botafogo e chegou a um placar quase impossível de ser revertido na próxima semana: 4 a 1. Quer dizer: Fluminense, praticamente o campeão carioca. Com todos os seus craques e altos salários. E que deve muito à bicicleta de Fred, pois foi com ela que começou a ruir a invencibilidade do Botafogo.
As poucas vezes em que a falta de dinheiro pode fazer bem ao futebol
Pode parecer brincadeira. Ou humor negro. Mas, às vezes- raras-, a falta de dinheiro pode acabar fazendo bem ao futebol em certo momento. Pois não foi assim com o Santos, campeão brasileiro de 2002 quando, por falta de condições financeiras para contratar bons jogadores, o técnico Émerson Leão comunicou à direção santista que, em sendo assim, preferia trabalhar com os jovens que tivesse às mãos?
E assim lançou Robinho, Diego e outros, até mesmo aquele quarto-zagueiro que estava para ser emprestado ao Jabaquara, de nome Alex (que, depois, fez sucesso no futebol europeu), coisa e tal. Na dificuldade, nasceu um campeão.
Pode estar acontecendo algo parecido com o Palmeiras. Endividado, com o caixa vazio, embora sem a tradição santista em lançar jogadores, talvez o Palmeiras seja obrigado a fazer uso desse recurso. Já nesta segunda-feira, apresenta-se no clube o meia Felipe, destaque do Mogi Mirim no Campeonato Paulista e que vi jogar contra o Bragantino, na vitória de 4 a 2, fora de casa: habilidoso, sempre chegando à área inimiga, ele participou dos quatro gols da equipe. E não custará nada ao Palmeiras, pois estava apenas emprestado ao Mogi.
Ao mesmo tempo, o centroavante Caio, 19 anos, 1 metro e 87, artilheiro do Palmeiras- B e que me impressionou bem quando o vi em ação foi convocado para treinar no time de cima, assim como o tem acontecido com João Denoni, boa revelação da Copinha deste ano.
Milagre de San Gennaro?
Ou será que Felipão está se rendendo às evidências da realidade do clube, convencendo-se de que é melhor utilizar o que é feito em casa do que correr atrás de um ou outro meia-boca que o mercado oferece?
Vem aí um modesto Mercado da Bola. E novos capítulos de crise ameaçando Palmeiras e São Paulo.
Talvez muita gente nem se se lembre. Mas falta pouco tempo para começar o Campeonato Brasileiro. E, ao contrário de outros tempos, quando o Mercado da Bola já se mostrava agitado e com promessas de contratações mirabolantes, agora o sinto tímido, sem grandes sonhos de consumo, com uma ou outra exceção: talvez o Corinthians, mais tarde, de acordo com sua participação na Libertadores ou em sua empreitada em busca de um patrocínio máster para a camisa- ainda não fechado-, pois já se sabe que anda pensando em Pato, no jovem Bruno Mendes (do Guarani), etc; talvez o Flamengo, debochando de sua enorme dívida, por pressão da torcida e das derrotas, ele que ainda não conseguiu pagar o que deve a Ronaldinho Gaúcho...
Ou, quem sabe, o Grêmio, ao repatriar o veterano Zé Roberto. Mas será uma boa?
O fato é que não estão à vista grandes revelações para serem contratadas e boa parte do dinheiro- que não é farto- parece ter sido gasta já no começo do ano, além do que existe a tal janela que jogador vindo do exterior (o que, por si só já tem-se mostrado um risco), teoricamente só poderá jogar em agosto.
Assim, não espero um Campeonato Brasileiro repleto de grandes novidades e atrações. Não será a vez dos garotos das bases?
PALMEIRAS E SÃO PAULO, NOVOS SINAIS DE CRISE.
No Palmeiras, a notícia foi surpreendente: alegando problemas de tempo, o vice- presidente Walter Munhoz e o diretor Jorge Vacarini pediram demissão do setor financeiro, poucos dias após as contas de março terem sido reprovadas pelo COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) do Palmeiras, deixando em situação pouco confortável o presidente Arnaldo Tirone.
Bem, o que isso significa? Segundo um conselheiro, as contas foram reprovadas, mais uma vez, pois foram uma espécie de recorde negativo (déficit) na recente história do clube: segundo outro, em linguagem ainda mais simples e direta, os dois diretores perceberam que “a vaca está indo para o brejo”. Quer dizer: não há mais como conter os gastos, pois as receitas são insuficientes para cobrir as despesas do futebol, em especial, com os fracassos dentro de campo, nas bilheterias, na exposição da imagem, sem venda de jogadores, sem ações de marketing, etc.
Bem, isso é o que foi passado.
E, então, como pensar em “camarões” para o time de futebol? Pelo quadro que me foi apresentado, o mais realista é pensar nas promessas da base, no aproveitamento do que se tem, em negócios de oportunidade. Na sobrevivência, enfim.
No São Paulo, o tipo de crise é outra. Não é que o presidente Juvenal Juvêncio vem a público para dizer que Leão sabia de tudo (do afastamento do zagueiro Paulo Miranda) e que até concordou? E se concordou, então por que o jeitão desapontado depois do jogo com a Ponte? Sei lá como é que fica o técnico com o grupo depois dessa história ou sei lá se essa história tem mesmo a importância toda que se deu a ela.
Nada que já não se soubesse: quem manda no São Paulo é o São Paulo mesmo. Alguém tinha alguma dúvida disso? Se está certo ou errado, é uma outra história. Só para interligar os fatos: e quem é que manda no Palmeiras? Ah, tá...
Um gigante no gol do Corinthians. E, em breve, o garoto Bruno Mendes com a camisa 9? E crise à vista no São Paulo?
Nem sei ainda, se é um grande goleiro. Mas, sem dúvida, o que é visível, é que se trata de um goleiro muito grande: com seus quase dois metros de altura (mais precisamente 1 metro e 95), o novo goleiro titular do Corinthians, Cássio, foi o maior responsável por garantir o empate de 0 a 0 diante do Emelec, em Guayaquil, mesmo a equipe jogando com dez jogadores-desde a expulsão de Jorge Henrique- e sem ter de executar defesas maravilhosas.
Bastou a Cássio ir muito bem nas bolas altas e sair com perfeição do gol, neutralizando o ponto forte do Emelec, aproveitando-se da estatura privilegiada. O que não aconteceria se, em seu lugar, estivesse o antigo titular, Júlio César, que vivia oscilando entre as condições de herói e vilão. Na última vez, no papel de vilão, diante da Ponte Preta, pelo Campeonato Paulista, foi barrado.
E Cássio ganhou os holofotes.
No mais, o Corinthians comportou-se até que bem na defesa e mal no ataque, em jogo por momentos até sonolento, sem grandes emoções ou grandes chances de gol. A melhor oportunidade do Emelec foi aquela cobrança de falta do espigado Valença que bateu no travessão- no resto, muita fumaça, pouco fogo.
Basta o Corinthians vencer agora, no Pacaembu, e pronto. Estará classificado para na próxima fase, creio, em exercício de futurologia lógica, enfrentar Santos ou Velez. Aí não terá moleza.
BRUNO MENDES?
Não tenho nenhuma confirmação oficial. Mas uma conversinha aqui, outra ali e uma dedução: tentativas por Pato à parte, o jovem centroavante do Guarani também deverá estar nos planos do Corinthians para o Campeonato Brasileiro, pois tudo indica que dificilmente haverá acordo com Liedson.
Bruno Mendes tem 17 anos, é precipitadamente chamado de o “novo Careca” (não tem estilo parecido) e a multa rescisória alta (40 milhões de reais para clubes brasileiros), mas potencial de goleador: 1 metro e 84, bom cabeceador, sabe proteger bem a bola e, nas mãos de treinador paciente, é bem capaz de ir longe.
Mas é aposta. E aposta para quem tem dinheiro. E que está precisando de centroavante. Logo...
DIEGO SOUZA
Belíssimo o gol de Diego Souza, o segundo do Vasco, na vitória do Vasco (2 a 1) sobre o Lanús, pela Libertadores; deu um chapeuzinho em um “hermano”, depois outro em mais um argentino, disparando, em seguida, chute perfeito. Por que Diego é tão irregular, ora craque, ora sequer notado em campo?
SÃO PAULO, CRISE À VISTA?
Antes do jogo, a diretoria, de forma unilateral, afasta o jogador Paulo Miranda (que não considero mesmo bom) para protesto de alguns companheiros e aparente surpresa do técnico Leão; depois da derrota para a Ponte Preta (1 a 0, pela Copa do Brasil), Luís Fabiano fala que o time precisa “ter vergonha na cara”. Entendi mal ou estamos diante de um ataque de nervos?
Se nada mudar, os três novos reforços estarão hoje no Palmeiras...
E com outra camisa, a do Mogi Mirim, durante o jogo- treino agendado para esta quarta-feira, sem a presença da imprensa. Repito: se nada mudar. Ou se nada mudou. Explicando melhor: um deles é Felipe, meia habilidoso, que já pertence ao Palmeiras e cujo empréstimo ao Mogi está terminando; os outros são o centroavante Hernane, agora vice-artilheiro do Campeonato Paulista, com 15 gols (o artilheiro é Neymar, 16 gols), e o volante Baraka, apesar da concorrência da Ponte Preta.
Pelo menos é o que estava sendo acertado antes do início das semifinais do Campeonato Paulista e do Campeonato do Interior- este, sendo decidido, agora, em duas partidas entre o Mogi Mirim e o Bragantino, sendo que só depois delas os jogadores do Mogi seriam liberados. Felipe viria, naturalmente. Herrnane e Baraka seriam contratados para os lugares de Fernandão e Chico, já liberados para Atlético Paranaense e Coritiba, respectivamente.
Assim, se explica, em parte, o desmanche.
Qualquer outro nome mais famoso como reforço para o Palmeiras será surpresa e ficará para outra vez.
E a história de Pato no Corinthians... (em resposta a um internauta). Santos e seus segredos em revelar jogadores.
Aproveito o feriadão para ler com mais calma os comentários do blog e, em um deles, o do Macedo, encontro algumas perguntas, entre elas se é verdadeiro ou não o interesse do Corinthians por Kaká, do Real Madrid, e Pato, do Milan. Sobre Kaká não ouvi mais nada, só no ano passado, mas por Pato, conta-me uma fonte, que o interesse realmente existe e que já estaria nas mãos do empresário Gilmar Veloz.
Tem lógica: Adriano foi embora, Elton não aprovou e Liedson já é veterano. Mas também tem lá as suas dificuldades: o Milan não pretende negociá-lo e o jogador vive machucado, apesar da juventude. O jeito encontrado foi tentar seu empréstimo por um ano, mas nada que se possa dizer que esteja perto de ser concretizado.
O fato é que o Corinthians está pensando em um centroavante de renome. A tal cereja do bolo. Difícil de ser encontrada.
O SANTOS E SEUS SEGREDOS EM REVELAR
Já é tradição, vem antes de Pelé. Quais serão os mistérios que envolvem o Santos na arte de revelar seus meninos atacantes, dribladores e artilheiros, de geração em geração? Pode ser pela magia das praias, onde eles vão para se divertir e acabam sendo descobertos, enquanto nas austeras cidades grandes os campos de várzea deram lugar à explosão imobiliária, pode ser. Mas pode ser também pela coragem de lançar esses garotos, seja lá qual for a idade: Pelé tinha 15 anos quando chegou de Bauru, aos 16 já estava na Seleção Brasileira: Coutinho tinha 15 anos quando estreou pelo Santos, Edu apenas 16 quando esteve na Copa do Mundo da Inglaterra...
Ah, coisa antiga? E Robinho, como era fininho quando pedalou e pedalou diante do indefeso Rogério, assim como este genial Neymar era chamado de “filé de borboleta” quando começou a infernizar as defesas inimigas coma camisa do Santos. O Santos não esperou que eles se formassem gladiadores nem tinha vergonha de seu físico infantil.
E os outros ficam aí, a bater palmas e a se perguntarem por que. Não seria melhor montarem uma rede de olheiros? Sairia mais barato do que investir em jogadores truculentos e medianos, pois que talento, pelo que me consta, não se constrói nas máquinas aparelhos de musculação.
