Falta o último capítulo da novela Neymar

Foto: Divulgação
Já era começo da madrugada deste sábado quando ao sair da reunião com dirigentes do Santos, ao lado de seu pai, Neymar pediu só mais um tempinho para pensar e decidir qual será o seu novo clube. Ufa! Pelo menos já se sabe que o Santos venderá o seu maior astro e que o craque irá mesmo para a Espanha ainda nesta temporada.
Barcelona ou Real Madrid, façam as suas apostas.
Por tudo o que aconteceu, daria até para cravar o Barça. Neymar e Messi enfim juntos.
Só que, por cautela, ainda deixo uma brechinha para o Real, pois o dinheiro que esse clube madrilhenho tem é coisa capaz de fazer surgir “o mordomo” no final da trama.
Mesmo assim, repito, neste caso deve dar a crônica do desfecho anunciado: Barcelona.
E para o Santos, até que foi uma saída lucrativa. Pois não estava acordado que Neymar sairia de graça ao final de seu contrato, no ano que vem? Pois é, para quem não ia receber nada e mesmo assim aos 45 minutos do segundo tempo ainda encher o bolso de grana foi um gol de placa.
Dá até para contratar Robinho e mais alguém, tentando reconstruir esse Santos. Que, nos últimos tempos, nem Neymar salvava.
O Galo heroico. E mais: uma rebelião no futebol e o Mercado da Bola.

Foto: AFP
E, de repente, chegou-se a pensar que o mar tinha virado sertão e o sertão virado mar: o Tijuana vencia o Atlético Mineiro por 2 a 0 (gols de Riascos e Martinez- aquele do cabelo (“a lá” Neymar) e a zebra estava desenhada. Cairia, no gramado sintético, o melhor time da Libertadores?
Mas o Galo tem time e seu goleiro não se chama Bruno- o palmeirense do frango histórico-, Victor é o seu nome, com agilidade e virtudes para defender os chutes dos entusiasmados mexicanos. E o Atlético fez seu primeiro gol, marcado por Diego Tardelli, e no último minuto, alcançou o empate, através de Luan que, dizem, será capaz de substituir bem ao craque Bernard- se este for mesmo negociado com o Borussia Dortmund.
E pronto: com o empate consumado, a lógica foi restabelecida, pois agora, no caldeirão do Independência, basta outro empate, por zero a zero ou 1 a 1, para o Galo passar à semifinal da Libertadores. Em minha opinião, o Atlético vencerá com facilidade o jogo de volta. Fazendo justiça ao time que ousa jogar um futebol ofensivo e a um presidente atleticano ousado e apaixonado, Alexandre Kalil, que sempre busca uma equipe forte. Justiça também para o técnico Cuca, que divide com o corintiano Tite, as honras de melhor técnico do Brasil no momento.
(No outro jogo desta quinta-feira à noite, pela Libertadores, mesmo jogando na Bombonera, o Boca não foi além de um empate- zero a zero- diante do Newell’s Old Boys, que me parece ser o melhor time argentino do momento).
REBELIÃO NO CAMPEÃO CARIOCA
Os jogadores do Botafogo, campeão carioca, se recusaram a ficar concentrados para o jogo contra o campeão paulista, o Corinthians, neste sábado. E o motivo me parece ser dos mais justos: trata-se de um protesto contra os salários e direitos de imagem atrasados, isso para não se falar nas premiações prometidas por conquistas.
Se por um lado, o protesto é justo, por outro cabe uma reflexão: não estarão os nossos clubes enroscados em altos salários, excessivos para a realidade do País, oferecidos aos seus elencos? Não pagar o combinado, no entanto, é perder a razão e arcar com as consequências.
PITADINHAS DO MERCADO DA BOLA
1- Ao que tudo indica, Luís Fabiano pode mesmo sair do São Paulo. E meu palpite é o de que ele não será negociado com o Inter de Porto Alegre- que deseja o seu futebol- mas sim para o futebol árabe. Ou será que tudo vai “acabar em pizza”?
A conferir.
2- Ah, Souza quer ir embora: trata-se do volante do Palmeiras- tantos são os Souzas de nosso futebol-, que está para ser negociado com o Cruzeiro, insatisfeito com sua condição salarial, embora seu contrato só termine em dezembro. É um direito que tem. Mas também tem direito a torcida palmeirense de não se incomodar com sua saída, especialmente quando se lembra de sua tragicômica atuação na eliminação para o Tijuana. Não tenho certeza, pois vi o jogo pela tevê, mas creio que duas de suas cobranças de falta foram parar no Tobogã do Pacaembu.
3- Paulinho, uma questão de preço: aquela minha confiável fonte corintiana me diz que não há mesmo condição de o Corinthians segurar por mais tempo o volante Paulinho e que é só uma questão de tempo e de preço. Mas Paulinho deve jogar contra o Botafogo. E a fonte me garante, ainda, que a contratação de Ibson (que considero muito bom como segundo volante, posição de Paulinho) é um pedido do técnico Tite.
4- A novela Neymar: cansativa, está irritando o jogador e seu pai, também chamado Neymar, que nesta quinta-feira disse que “a novela já acabou, e não vou permitir leilão”. Outras fontes, no entanto, asseguram que o Barcelona já aumentou a sua oferta e que o negócio deve sair depois da Copa das Confederações.
Meu Deus! Que tudo se decida logo... Trata-se de novela mais longa do que a antológica “O direito de nascer”.
A mágoa de Luís Fabiano, a irritação de Neymar, o desencanto com Valdivia. E mais: o empate do Flu, estreias, decepções...
1- Assim que terminou o primeiro tempo do amistoso com o Londrina (vitória do São Paulo, 2 a 1), o centroavante Luís Fabiano, autor do primeiro gol, bem que tentou. Mas não conseguiu esconder sua mágoa por ter sido considerado negociável pelo presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio: “Por enquanto, vou ficando. Mas já tem gente interessada em mim e o que se falou já foi falado: está borbulhando, tudo pode acontecer”- desabafou o goleador, tomando cuidado com as palavras, sem, no entanto, disfarçar o aborrecimento.
A torcida até levou faixa ao estádio, em sinal de apoio a Luís Fabiano. Em minha opinião, no entanto, o jogador nem apresentou o rendimento esperado e nem teve comportamento adequado em campo, sendo expulso e desfalcando o tricolor em várias oportunidades.
Ofendido, então, por quê?
2- Neymar tem só 21 anos e a polêmica sobre sua transferência para o futebol espanhol (ainda não definida para esta temporada) pode estar mexendo com os seus nervos. Na verdade, no jogo contra o Joinville pela Copa do Brasil- de péssima qualidade, empate de zero a zero- Neymar revelou-se extremamente irritado, inclusive com seus companheiros. Bem ao contrário daquele jogador alegre, irreverente e bom de bola.
Irreconhecível!
3- O desencanto com Valdivia, cuja volta agora está prevista apenas para julho, já tomou conta da torcida do Palmeiras há algum temo. Mas quando um ídolo do passado, o grande Dudu- o mesmo que formou inesquecível dupla com Ademir da Guia- também se manifesta contra o ex- Mago, declarando que já não espera mais nada desse jogador no Palmeiras de seu coração, fica mais forte a sensação de que se trata de um caso perdido.
E o mais grave é que, parece não existe nenhum comprador à vista. Nem mesmo por preço modesto.
4- Estreias e decepções: entre os estreantes da noite de quarta-feira, salvou-se o meia Roni, vindo do Mogi Mirim para o São Paulo, autor de belo gol contra o Londrina. Quanto ao estreante do Santos, Henrique, que também teve o seu destaque no Mogi, seu futebol foi muito pobre e nem sei se ele é melhor do que o negociado André.
Quanto às decepções, arrependeu-se quem ficou vendo jogar pela tevê o Londrina- frente ao São Paulo- para ver melhor, no time da casa, o trio que desperta interesse no Mercado da Bola- o lateral-esquerdo Wendell, o volante Bruno e o atacante Wéwerton. Não se deve julgar um jogador por apenas uma partida, mas pelo que se viu em campo, todos eles só poderiam ser contratados por empréstimo. Contratar em definitivo, o bom senso não recomenda. O melhorzinho foi o volante Bruno e, mesmo assim, com futebol nada além de razoável.
5- E o empate do Flu, em casa? Por sustentar elenco milionário, recheado de estrelas, o Fluminense não foi além de um empate sem gols diante do Olimpia, no Rio, pela Libertadores. Confesso que, ao ver futebol tão ruim, suportei apenas o primeiro tempo. E completei a análise acompanhando os melhores (?) momentos da etapa final. Agora, será verdadeira façanha suportar os paraguaios fora de casa, dando a entender, pela lógica, que só o Atlético Mineiro está em condições de trazer o caneco da Libertadores para o Brasil.
A conferir.
Mercado da Bola: Robinho, Welliton e a revelação de um conselheiro do Palmeiras.
Acompanhando a ansiedade do torcedor por novidades em seu time, às vésperas do Campeonato Brasileiro, a tendência é a de que o Mercado da Bola fique cada vez mais agitado de agora em diante. Comento as mais recentes notícias e passo, de primeira, a informação de um respeitado e antigo Cardeal palmeirense:
1- Começo pela revelação do Cardeal: ele- que jamais me falhou em suas informações- me garantiu, por telefone, que o Palmeiras contratará, sim, três renomados jogadores. Alegando saber do assunto, mas desconhecer os nomes, deu-me a entender que será para o segundo semestre, não se tratando, pois, das revelações que andam sendo comentadas e que podem chegar também. Como a cúpula do Palmeiras mantém sigilo sobre reforços, a imaginação corre solta e dá direito a chutes e palpites.
Palpito e chuto, então: não me surpreenderia nem um pouco se Adriano, o Imperador, fosse tentado- caso o desejo por Alan Kardec, do Benfica, não der certo: ”Eu gostaria, desde que com contrato de risco”- disse-me o Cardeal: assim como, suponho, avançasse a tentativa por Samúdio e Mendieta- ou um dos dois-. meias do Libertad, pois quase ninguém mais acredita em volta por cima de Valdivia.
E não estou excluindo, aqui, eventuais revelações que possam chegar ao Palmeiras.
A conferir.
2- Robinho, de volta ao Santos? É o que se comenta, especialmente se for mesmo consumada a saída de Neymar. Robinho não está em alta no Milan, ainda tem muito prestígio com a torcida santista e até a diretoria do Inter de Porto Alegre, que também estava interessada no jogador, está ciente de que o futuro do “Pedalada” será o seu antigo clube, o Santos.
Creio que será uma boa.
3- Welliton: é possível mesmo que ele seja contratado pelo São Paulo, embora esteja emprestado ao Grêmio pelo Spartak de Moscou até o fim do ano. Se jogar como o fez no Goiás, clube que o revelou, atuando pela direita e se deslocando para o meio, poderá ser uma solução para o esquema do técnico Ney Franco, carente de um jogador com o estilo de Welliton desde a saída do craque Lucas.
4- E a Portuguesa está contratando, por empréstimo, o meia Cañete (que já foi chamado de “o novo Riquelme”), encostado pelo São Paulo, e João Felipe, aquele grandalhão do tricolor. A Lusa, que acaba de voltar à elite do futebol paulista, não quer correr o risco de ter de enfrentar o fantasma do rebaixamento na Série A.
Por hoje, é só.
Mercado da Bola: reviravoltas e possibilidades.
1- Dava-se como certa a contratação do lateral-direito Cicinho, da Ponte Preta, pelo São Paulo. Agora, já nem tanto: a Ponte recusou a proposta tricolor- que seria de 3 milhões de reais e mais o empréstimo do meia argentino Cañete- e o São Paulo, aparentemente, desistiu do negócio. Ou pelo menos deu um tempo. Por enquanto, reviravolta.
2- Se nada tiver mudado, sobre o que me disse uma confiável fonte corintiana, o zagueiro Cleber- da Ponte Preta, deverá ser anunciado como o novo reforço do Corinthians ainda nesta semana. Cleber fez parte da Seleção do Campeonato Paulista, eleito ao lado do corintiano Gil, com quem poderá, no futuro, formar a dupla de zaga. Em todo o caso, aguardemos o desfecho do caso.
3- Ibson seria uma boa para o Corinthians? Já praticamente desligado do Flamengo, em minha opinião, seria uma boa, sim. Aos 29 anos, já mostrou muito bom futebol quando escalado como segundo volante- e não como meia-, o que viria a calhar se realmente Paulinho deixar o clube. Mas não descarto uma reviravolta no caso Paulinho, pois a fonte corintiana me disse que, em conversa coma cúpula, no fim “só vão sair do clube, o goleiro Júlio César e o Jorge Henrique”.
4- O estranho caso Neymar: apesar do otimismo da imprensa espanhola em ver em ação já nesta temporada Neymar ao lado de Messi, ainda não estou convencido de que isso acontecerá mesmo antes de meados de 2014. A impressão que se tem é a de que o Santos, agora, tenta ganhar uma certa quantia por seu astro, mas que este não é o desejo de seu pai e procurador, que, há pouco tempo, dizia que quando terminasse o contrato ficaria com 100% da venda. Enfim, faria valer o que foi combinado.
E, neste caso, estaria apenas cumprindo o acordo, o contrato assinado.
Não será tarde demais para o Santos? Ou terão uma fórmula mágica para uma reviravolta?
Por enquanto, o Santos liberou o centroavante André para o Vasco e contratou Henrique, do Mogi. Não sei se há diferença entre os dois.
5- O Palmeiras e seus mistérios: às vésperas de sua estreia na Segundona- e sabedor de que um fracasso na tentativa de subir estragará a festa por seu centenário- a cúpula não dá pistas sobre quem pretende contratar. Nos bastidores, fala-se, ainda, em Alan Kardek para centroavante, Samúdio para a meia-esquerda (é lateral de origem-)- ilusão; o trio do Londrina (o volante Bruno, o lateral-esquerdo Wendell- que tem grande potencial- e o atacante Wéwerton) que dificilmente virá por empréstimo e no lateral- direito Alex Reinaldo. Por sinal, vi o vídeo com os melhores momentos desse jogador- que defendeu a União Barbarense no Campeonato Paulista e me pareceu muito bom. Só que ver apenas os melhores momentos de um jogador, às vezes engana muito...
Enquanto isso, Valdivia segue sua rotina: ficará ausente do jogo, mais uma vez. Neste caso, uma reviravolta está mais para utopia.
6- Luxemburgo e a reviravolta: enganaram-se os que pensavam que o técnico fosse demitido nesta segunda-feira pelo Grêmio. Havia na imprensa gaúcha quem apostasse nisso. Mas Luxemburgo foi mantido à frente do milionário elenco gremista, apesar dos fracassos recentes.
7- Mourinho: com este, não houve jeito. Ele saiu do Real Madrid, não havia mais clima depois das últimas derrotas, mas não deve estar triste. Deve ter sido generosa a grana pela rescisão de contrato e Mourinho já tem o Chelsea a sua espera.
E assim caminha o futebol.
Corinthians, 27 vezes campeão paulista. Para amenizar a dor pela Libertadores.

Mais uma vez, só que agora mesmo na Vila Belmiro, o Corinthians foi superior ao Santos e merecia mais do que esse empate de 1 a 1 (gols de Cícero e Danilo), que lhe foi suficiente para garantir o título de campeão paulista de 2013. Aliás, o de número 27 de sua História. Sendo, com folga, o maior Campeão paulista. Nem o eventual tetra do Santos- que acabou ficando apenas nos sonhos santistas- seria capaz de lhe roubar essa hegemonia.
E se já no Pacaembu o Corinthians tinha sido melhor do que o Santos, na Vila Belmiro não foi diferente: mesmo saindo atrás no placar como gol de Cícero, o Corinthians logo empatou com Danilo, chutando, depois, três bolas na trave e perdendo dois gols certos, com Romarinho e Pato. Saiu de campo de alma lavada.
E o Santos? Criou pouco, viveu de lampejos de Neymar (cada vez mais raros), mostrando que não pode mais depender do talento de seu único grande craque, que, por sua vez, ou por estar preocupado com provável transferência para o futebol espanhol ou por estar esgotado, brilha cada vez menos nos últimos jogos. E reclama cada vez mais.
Para o Corinthians, a conquista do Campeonato, serviu para amenizar a dor pela Libertadores perdida- esta, verdadeiramente, o seu sonho de consumo. Ao final da partida, os jogadores e o técnico Tite foram até o local onde estavam concentrados os torcedores corintianos, como forma de agradecimento aos aplausos recebidos depois da eliminação para o Boca Juniors de Riquelme. Ainda mais com a desastrosa atuação do juiz paraguaio, Carlos Amarilla.
Resumo da ópera: sai fortalecido o Corinthians para a disputa do Campeonato Brasileiro, com time pronto e elenco forte (até Paulinho disse que não sairá), tendo certamente Pato para ser um dos titulares ao longo do torneio; e sai como grande incógnita o Santos, que vem jogando mal há vários jogos, deixando a sensação de que nem Neymar- por lhe faltar companheiros- é capaz de resolver os problemas do time. E que são muitos.
Uma loucura chamada Libertadores
O pingo de lógica que resta a esta edição da Libertadores é o futebol-show do Atlético Mineiro avançar e flertar com a Taça. Nem falo tanto do Fluminense, o outro time brasileiro sobrevivente na competição, pois tem se revelado irregular e distante de suas melhores exibições. O Galo, no entanto, dá gosto de ver jogar.
Os outros quatro clubes brasileiros- dos seis que estavam na disputa- já deram seu adeus e pelos mais variados motivos, desde as péssimas arbitragens à produção pífia de suas equipes:
1- Começo pelo Grêmio, de elenco milionário e técnico badalado (Luxemburgo, que jamais conquistou uma Libertadores), o último brasileiro a sair já nas oitavas de final, ao ser derrotado pelo modesto Santa Fé, em Bogotá. Crise à vista, pois o dinheiro andou à solta nas contratações e o Grêmio não jogou nada no El Campin, sem forças para atacar e perdendo só por 1 a 0 porque o veterano goleiro Dida estava em noite abençoada. Neste caso, adiantou montar esquadrão?
2- O Corinthians: vítima de uma atuação desastrosa da arbitragem comandada por Carlos Amarilla, é verdade. Mas vítima também de seu futebol pobre em La Bombonera, quando foi derrotado (1 a 0) por uma das mais fracas equipes do Boca em todos os tempos e que não jogou no Pacaembu o futebol que o fez campeão da Libertadores e do mundo no ano passado. E o investimento para esse ano foi pesado, com 40 milhões de reais investidos apenas no atacante Pato, que hoje é reserva e perdeu um gol incrível na noite de quarta-feira em um Pacaembu lotado pela Fiel torcida.
3- O São Paulo: também dono de elenco milionário, entrou em uma espécie de crise- tanto que sete jogadores foram dispensados-, depois de sua eliminação. Neste caso, perdeu para uma equipe superior, a do Atlético Mineiro, no Morumbi e no Independência, é fato: mas a derrota por 4 a 1 foi humilhante e a campanha ao longo da Libertadores foi pífia, sem uma única vitória fora de casa. E não houve motivo para reclamar de arbitragem.
4- O Palmeiras: é fato que seu elenco é limitado, mas depois de empatar em zero a zero no gramado sintético de Tijuana, esperava-se que superasse os mexicanos em um Pacaembu lotado por sua apaixonada torcida. Ah, que desilusão! Houve o frango de Bruno, talvez o mais grotesco de um goleiro do Palmeiras ao longo dos tempos, mas o que se viu, também, foi um futebol palestrino muito fraco, digno de disputar a Segundona, e ainda muito mal organizado pelo técnico Gilson Kleina. A lógica indicava que o Palmeiras sucumbisse, sim, mas no duelo seguinte, diante do Atlético Mineiro.
Como se vê, o mistério está no seguinte: qual é a fórmula para se dar bem na Libertadores e driblar os erros da arbitragem e as confusões nas arquibancadas? Se com elenco milionário não dá, se com time raçudo também não, não estaremos vivendo uma fase de ilusão do futebol brasileiro, com alguns jogadores pagos a preço de Europa sucumbindo diante da modéstia sul-americana?
Creio que não por acaso a Seleção Brasileira ocupa hoje o décimo-nono lugar no ranking mundial. E, iludidos, muitas vezes nos esquecemos disso, embora a Libertadores seja capaz de mandar a lógica a nocaute.
Polêmica, drama e fidelidade no adeus do Corinthians à Libertadores

Camisa é camisa, Riquelme é Riquelme e Carlos Bianchi invencível em mata-mata contra times brasileiros. E foi assim, mesmo com uma equipe considerada como uma das piores de sua História, que o Boca empatou com o Corinthians no Pacaembu lotado (gols de Riquelme e Paulinho), resultando no adeus corintiano à Libertadores e ao sonho do bicampeonato.
Quanto à polêmica, embora em lances difíceis, aconteceram dois pênaltis a favor do Corinthians - o primeiro de Marin, dando um tapa na bola; o segundo, em um empurrão em Émerson, além dos dois gols corintianos mal anulados: o de Romarinho, que o tira-teima provou estar legal e o gol de Paulinho onde, ao fundo, um jogador do Boca daria condição a ele.
Este último me deixou em dúvida.
Logo, a arbitragem prejudicou o Corinthians. E muito.
Quanto ao drama, se deve mais ao primeiro tempo corintiano, sem forças para furar a retranca dos argentinos. E ainda mais com Riquelme fazendo um gol estranho, mas que só um craque como ele bateria daquele jeito na bola, quase na lateral pelo lado direito do ataque, que encobriu o grandalhão Cássio. O bicampeonato da Libertadores estava escapando pelas mãos do Corinthians.
No segundo tempo, o time melhorou com Edenilson e Pato nos lugares de Alessandro e Romarinho, fazendo o seu gol na cabeçada de Paulinho, depois de um centro da direita de Émerson "Sheik". Só que Pato perdeu um gol feito, depois de driblar o goleiro Orion e, embora o Boca perdesse Riquelme no meio da segunda etapa, não houve mais força suficiente para o Corinthians marcar os gols que precisava para não ser eliminado.
O Boca está classificado e enfrentará um outro argentino, o Newell's Old Boys, já pelas quartas de final.
E a fidelidade? Bem, esta ficou por conta da torcida do Corinthians que, mesmo com o sonho do biampeonato perdido, gritou e cantou nas arquibancadas como se o time tivesse vencido. É lógico que com fidelidade reforçada pelos títulos da Libertadores e do Mundial de clubes, conquistados no ano passado.
Fiéis torcedores, sim. E com motivos de sobra.
A brava gente palestrina e a desilusão que não termina

O cenário era quase perfeito para a torcida do Palmeiras reviver os bons tempos: o Pacaembu lotado, as arquibancadas pulsando, a classificação para enfrentar o Atlético Mineiro muito provável. Mas faltava um detalhe importante: um time que, além da raça e do já famoso "sangue na veia" também tivesse "bola no pé" e a qualidade que esbanjava na época de Academia.
E sem esse detalhe, jogando mais na base dos saudosos times da várzea paulistana, o Palmeiras foi derrotado pelo Tijuana (2 a 1) e está eliminado da Libertadores.
Ah, o juiz venezuelano, Juan Torro, errou? Sim, mas para os dois lados, pois marcou um pênalti duvidoso a favor do Palmeiras - que, em minha opinião não existiu - mas anulou mal um gol marcado por Kleber, de cabeça. Na verdade, aconteceu o que se temia: quando o adversário também jogasse com raça as coisas se igualariam, pois atuar com dedicação é obrigação e qualquer time pode ter; contar com talentos, sim, é o fudamental para uma equipe vitoriosa.
E talento foi o que o Palmeiras não teve, do goleiro ao último atacante, pois Bruno sofreu um frango capaz de abater e desmoralizar qualquer time, enquanto o atacante mais adiantado, Kleber, só apareceu no gol anulado. Passou ainda por dois laterais que não chegam até a linha de fundo (Ayrton e Marcelo Oliveira), por um meio-campo nada criativo (Tiago Real foi uma lástima), não se salvando quase ninguém além de Henrique - o zagueiro que depois, no desespero, virou atacante.
Por sua vez, o Tijuana, sem plumas e paetés, mesmo sem grande brilho, teve em Riascos (autor do primeiro gol, no frango de Bruno) um atacante habilidoso e em Arce (autor do segundo gol), um meio-campista de talento. No resto, teve disciplina tática e marcação eficiente. E só levou o gol de pênalti, única boa ação do autor, Souza, enquanto esteve em campo.
Com isso, quem mais sofre é a brava torcida palestrina. Carente de um pouco de alegria, animada com a chance de classificação, não só lotou o Pacaembu como aderiu de maneira espetacular ao programa de sócio-torcedor (já são mais de 23 mil os sócios), na esperança de que, ajudando o clube, fosse até mais digerido o vexame do rebaixamento.
Não deu.
E depois de "a banda passar, mesmo com todo o amor, lá vão os apaixonados palestrinos a enfrentar a dura realidade: a Segundona, tipo de torneio que também privilegia mais o suor do que a técnica, está mais para os duelos em campos esburacados do que para os saudosos tapetes verdes que recebiam a Academia.
Melhor, talvez, seja viver dessas lembranças. Porque, pelo andar da carruagem, não passa de sonho imaginar um grande time.
O velho Gigante ainda não despertou.
E Ronaldinho Gaúcho, logo agora, está fora da Seleção.
A grande surpresa na lista de convocados por Felipão para a Copa das Confederações foi a ausência de Ronaldinho Gaúcho. Há os que ainda lembrem o nome de Kaká, mas não se esperava por ele- que nem titular do Real Madrid é- para esta competição. Ronaldinho Gaúcho, no entanto, vive fase espetacular, dando verdadeiros shows de bola com a camisa do Atlético Mineiro, driblando, passando e chutando. Até fazendo gol de cabeça...
O argumento de que Bernard está a ocupar o seu lugar não vale: no Galo, os dois jogam juntos e, de certa maneira, se completam, formando uma dupla infernal- Ronaldinho com sua magia, Bernard com sua velocidade e dinamismo-, contando ainda com a boa fase dos artilheiros Jô e Diego Tardelli. Neste momento, o Galo joga o melhor futebol do Brasil. Dá gosto de ver jogar.
E por que Ronaldinho foi deixado de lado? É que ele foi mal nos amistosos que disputou recentemente sob o comando de Felipão e repetiu o mistério de sua carreira: o de jamais render na Seleção, nem de perto, o futebol que joga no clube. Ainda outro dia- perdão não me lembrar onde- li uma entrevista de Parreira que lembrava a Copa de 2006, na Alemanha, quando Ronaldinho vivia seu auge no Barcelona. Pois na Seleção, ele não jogou nada. Ao ser questionado sobre as razões que fizeram o aclamado "melhor jogador do mundo" ser quase um fiasco naquela Copa, Parreira- que foi o técnico naquela campanha desastrosa- foi sincero: "Essa resposta, eu não tenho".
Como não se tem resposta para a transformação de Ronaldinho Gaúcho de gênio no clube e jogador comum na Seleção ao longo de seu tempo como jogador, à exceção, talvez da Copa do Mundo de 2002, quando, ainda muito jovem e mesmo sem ter o brilho de Ronaldo Fenômeno e Rivaldo, foi importante para a conquista da Copa do Mundo de 2002. O pentacampeonato. Ronaldinho não é um caso inédito nessa história de ser muito melhor no clube do que na Seleção. Mas faz parte da lista dessa contradição.
No resto, considerei normal a convocação de Felipão. Foram chamados os que se esperava, inclusive com Réver vencendo a disputa com Dedé e Pato ter de esperar
pela oportunidade que fica para outra vez.
O Corinthians já podia ter saído campeão do Pacaembu
Foi tão superior o futebol corintiano neste clássico com o Santos que o título de campeão paulista já poderia ter sido conquistado no primeiro jogo, no Pacaembu.
Como não soube aproveitar as inúmeras chances, no entanto, com esse triunfo de 2 a.
1 (gols de Paulinho, Paulo André e Durval), o Corinthians dá a oportunidade ao Santos de reverter a vantagem na partida decisiva, na Vila Belmiro. O que já é uma outra história.
Alguns detalhes me impressionaram neste duelo:
1- A discreta atuação de Neymar: nem parecia o endiabrado atacante de outros jogos com a camisa do Santos. Mais fazia lembrar o Neymar da Seleção, sem o brilho esperado. Sem a chama do implacável driblador que costuma ser, Neymar ficava parado na esquerda, quase sempre contido por Alessandro, passando a impressão de que ainda não está totalmente recuperado das dores musculares que acusou, por coincidência, no último amistoso da Seleção. Não sei a razão. Sei apenas que este de Neymar visto neste domingo, no Pacaembu, foi decepcionante.
2- A grande atuação de Paulinho: logo ele que, nos últimos jogos estava longe de render o que sabe, foi o principal jogador corintiano contra o Santos: autor do primeiro gol, de um chute forte no travessão e de uma jogada que quase deum e gol de placa- depois de driblar dois zagueiros-, Paulinho organizou todo o jogo corintiano e pode ser a arma letal contra o Boca Juniors, pela Libertadores.
3- A performance do técnico Tite: soube detectar o que estava faltando ao Corinthians nos últimos jogos e recuou Danilo para o meio do campo, liberando, assim, Paulinho para chegar, de surpresa, à área inimiga.
4- O engano do técnico Muricy: sem Montillo, apostou no primeiro tempo em três volantes- Arouca, René Júnior a Marcos Assunção. Resultado: com a pífia atuação de Assunção, principalmente, o Santos nem atacava e nem conseguia marcar o Corinthians. No segundo tempo, Muricy corrigiu o erro- colocando Felipe Anderson em lugar de Marcos Assunção, além do centroavante André no de Miralles- e o Santos melhorou um pouco. Um pouco, repito. Mas não o suficiente.
Fica para o próximo domingo, então, a grande decisão do Campeonato Paulista. Mas a não ser que jogue muito mais do que o fez, o Santos está mais distante do sonho do tetra.
E por sua vez, o Corinthians mostrou que está pronto não só para o título paulista como também para no duelo da volta contra o Boca (que perdeu de 3 a 0 do San Lorenzo, no sábado) que poderá ter o retorno de seu veterano Maestro Riquelme.
Sejam lá quais forem os caprichos dos deuses do Futebol, emoção é o que não vai faltar.
Mercado da Bola: a busca por artilheiros.
Busca eterna dos clubes de todo o mundo, essa do homem-gol, especialmente na figura do centroavante artilheiro, de boa técnica ou, simplesmente, capaz de empurrar a bola para as redes. Agora, às vésperas do Campeonato Brasileiro por aqui e ao final da temporada no Exterior, o garimpo já começou, com contratações milionárias ou mais modestas à procura de quem possa resolver o problema:
1- No Brasil, eis que Willian José está chegando aos Santos, vindo do Grêmio. Alto, bom cabeceador, foi promessa que não vingou nem no São Paulo e nem no Grêmio, depois de acenar com belo futuro na Seleção sub-20. É uma incógnita.
Assim como Marcelo Moreno, mais renomado, que também sai do Grêmio, mas para o Flamengo; teve boa fase no Cruzeiro, já faz um tempinho, jamais deixou de fazer gols pela Seleção Boliviana, andou pela Europa e foi contratado pelo Grêmio a peso de ouro. Perdendo espaço na equipe de Luxemburgo, mesmo fazendo vários gols no ano passado jamais foi tido como craque. E não é mesmo. Mas, homem de área, pode ir bem no Fla.
Há um tititi- não confirmado- que Lucas Barrios, argentino naturalizado paraguaio e atualmente no futebol chinês, estaria vindo jogar no Brasil. E que o Palmeiras poderia ser o seu destino. Mas não custa pouco. E nem sei como está agora. Mas se jogar como o fez no chileno Colo-Colo, antes de ir para o Borussia Dortmund e para a Seleção do Paraguai (sua mãe é paraguaia) este, sim, mostrou virtudes de craque e marcou gols espetaculares.
2- Ofertas mais modestas: é o caso de jogadores mais controvertidos como Willian (Ponte Preta), vice-artilheiro do Campeonato Paulista, 11 gols, de futebol, no entanto, longe de ser brilhante; é também o caso de Henrique, do Mogi Mirim, vice-artilheiro da equipe que fez sucesso no Campeonato Paulista, que interessa ao Vasco da Gama; a mesma coisa em relação a Lincom (não confundir com Lincoln), 29 anos, 1 metro e 92 de altura, autor de muitos gols pelo Bragantino.
Nenhum deles é craque. Mas visitam as redes inimigas. Apostas, embora experientes, para quem precisa de artilheiros e não têm uma bela grana à disposição.
3- Bem mais fácil é a missão dos clubes europeus endinheirados, apesar da crise global, pois Rooney, do Manchester United, deve sair nesta temporada para o futebol espanhol (o Real Madrid e até o Barcelona estariam de olho nele) ou para o novo-rico Paris Saint Germain, onde jogaria ao lado de Ibrahimovic ou de Lucas. Negociação para coisa de 100 milhões de reais.
E está de volta a briga entre Barcelona e Real por Neymar. Mas este tema já tantas vezes divulgado que o mais prudente é esperar por algo mais concerto.
O amigo tem alguma sugestão para o seu time?
O Galo arrasou o São Paulo: crise no Morumbi? E o Flu também avança.
![]()
Foto: Gil Leonardi
Foi o chamado “chocolate”, um show de bola do Atlético Mineiro: 4 a 1 sobre o São Paulo, placar que acabou sendo até generoso para o tricolor, pois a goleada poderia ter sido bem maior pela superioridade exibida pelo Galo durante o jogo.
Se para o Atlético o futebol ofensivo e a goleada significam a confirmação de que se trata de um dos grandes favoritos ao título da Libertadores, ao São Paulo pode sobrar início de crise e de reformulação. Afinal é a segunda eliminação em três dias: no domingo, tudo bem, aconteceu nos pênaltis para o arquirrival Corinthians pelo Campeonato Paulista, mas na noite de quarta-feira a eliminação foi pela Libertadores- competição que é xodó da torcida- e de maneira humilhante: “Jogamos muito abaixo do que podemos”- sintetizou o capitão Rogério Ceni, aparentemente abatido e sem vontade de falar muito, ainda no campo, em direção ao vestiário.
Na verdade, o São Paulo foi envolvido pelo Atlético durante toda a partida. Dá gosto ver o Galo jogar para a frente, com quatro atacantes-Ronaldinho Gaúcho, Bernard, Jô e Diego Tardelli-, com pelo menos dois deles voltando para ajudar na marcação, do jeito que o torcedor gosta. E Ronaldinho Gaúcho, em especial, faz lembrar o Ronaldinho dos tempos gloriosos e vibra muito a cada jogada, a cada gol marcado.
Assim, os gols foram saindo naturalmente para o Galo- três marcados pelo ex- corintiano Jô e o outro por Diego Tardelli (depois de falha de Rafael Tolói), cabendo a Luís Fabiano o solitário gol do São Paulo. Só existiu uma equipe em campo, a do Galo, que agora enfrentará o vencedor do duelo entre o Palmeiras e o mexicano Tijuana.
O curioso é que no primeiro jogo, no Morumbi, o São Paulo jogou melhor até ser expulso seu zagueiro Lúcio, momento em que houve uma espécie de divisor de águas, com o Atlético virando o jogo. Lúcio continuará no São Paulo? Sei lá. O diabo é que a dupla formada por Rafael Tolói e Edson Silva é muito fraca, assim como tem decepcionado nos últimos jogos o centroavante Luís Fabiano, apesar do gol marcado contra o Atlético. Tanto que o tricolor sentiu muito a falta de seu atual melhor atacante, Osvaldo.
Quanto ao técnico Ney Franco, que em minha opinião levou um banho tático de Cuca, não sei como reagirão os cartolas tricolores, principalmente o seu presidente, Juvenal Juvêncio. Pode até o treinador ser “prestigiado”, mas terá de conviver com o tititi dos bastidores, típico de quem é eliminado em duas competições seguidas, ainda mais em se falando de Libertadores.
Os próximos dias prometem muita agitação.
E O FLU TAMBÈM AVANÇA
Foto: Mauro Pimentel
Na volta de Fred, o Fluminense fez o que se esperava: derrotou o Emelec, no Rio, por 2 A 0, com um gol do artilheiro em seu retorno e outro marcado pelo lateral-esquerdo Carlinhos. Deu a lógica. E agora, o Flu vai enfrentar o vencedor do confronto entre o paraguaio Olimpia e o argentino Tigre- sendo que o Tigre venceu o primeiro jogo na Argentina (2 a 1), mas que agora estará sem seu melhor jogador, Botta, seriamente contundido.
Neymar, ida antecipada para o Barcelona? E o futuro do futebol do Palmeiras.
A imprensa espanhola parece trabalhar com a hipótese de Neymar reforçar o Barcelona já nesta temporada. O diário espanhol Sport, por exemplo, dá até números para o Barça contatar Neymar e o zagueiro brasileiro Thiago Silva (hoje no francês Paris Saint Germain), que seriam as duas primeiras tacadas depois do fiasco do clube catalão na Champions League: 90 milhões de euros (cerca de 236 milhões de reais). Quantia que até parece sedutora.
Em minha opinião, no entanto, trata-se apenas de mais uma tentativa, de mais um sonho: aposto que Neymar só deixará o Santos depois da Copa do Mundo, em 2014, ao final de seu contrato, o que me parece lógico: livre, Neymar pode receber sozinho a quantia que seria destinada ao Santos. Seria até bom para o Santos (financeiramente) negociá-lo antes, mas por que o jogador abriria mão dos direitos que terá ao ficar livre do seu contrato?
Sendo realista, não me parece ter muito sentido.
E quanto a Thiago Silva, que deve ser titular da Seleção Brasileira, lembro que o Paris Saint Germain pagou uma fortuna por seu futebol quando o contratou do Milan. Novo rico do futebol europeu, por que iria vendê-lo pela mesma quantia?
Não me parece lógico.
PALMEIRAS, QUAL O FUTURO DO SEU FUTEBOL?
Confesso que para mim é uma incógnita. Ainda envolvida pela magia da Libertadores, a torcida já está a caminho de esgotar os ingressos para a partida contra o Tijuana e nem parece ligar muito, ainda, para a ausência dos reforços necessários. Só que, terminada a sua competição na Libertadores- e não creio que isso aconteça diante do Tijuana, pois é muito provável uma vitória palmeirense- o Palmeiras vai encarar a sua dura realidade: a Segundona.
E não entendo como o caminho mais certo esse de o presidente palmeirense, Paulo Nobre, dizer que “no Palmeiras não há jogador inegociável”, desde que a proposta seja boa para o jogador e para o clube. Isso é muito relativo: em minha opinião, não foi bom o negócio que envolveu a saída de Barcos para o Grêmio, pois, “profissionalmente” deveria ser levada com o máximo empenho a manutenção do melhor centroavante palestrino dos últimos tempos; como seria péssima- a não ser por uma quantia extraordinária- a perda de Henrique, capitão e melhor jogador do time. Já em relação a Valdivia, a história é outra, pois até agora não se pode contar com ele e foi um fiasco o seu retorno.
Por profissionalismo, entendo que montar um grande time significa resgatar o orgulho do palmeirense e assim vender mais programas de sócio- torcedor, atrair mais patrocinadores. E recuperar a autoestima e a grandeza perdidas. Ainda que na Segundona.
Não sei se é esse o pensamento do presidente ou de seu diretor-executivo, Brunoro. Lembro a eles, no entanto, que um respeitado cartola do Barcelona disse, indo além de uma eventual crise financeira: “Não se deve jamais esquecer do time”.
Claro. É o preço que se paga pela ambição de ser grande.
E a um time não basta ter ”sangue na veia” ou muita raça: isso, acredito, é obrigação. Além dessa obrigação, é preciso ter talentos. E se não há dinheiro para contratá-los, pelo menos que não se percam os últimos (e raros) remanescentes.
Especulações do Mercado da Bola
1- Uma confiável fonte corintiana disse a este blogueiro que depois de Walter, goleiro da Barbarense, o zagueiro Cleber, da Ponte Preta, pode ser a próxima novidade do Corinthians. Quanto ao goleiro de 25 anos e 1 metro e 88 de altura, não resta nenhuma dúvida: ele já fez exames médicos nesta segunda-feira e só falta assinar contrato.
Quanto a Cleber, zagueiro que desperta também o interesse de outros clubes, é preciso esperar um pouco mais, pois a Ponte irá disputar o título de Campeão do Interior com a Penapolense. Ele completará 23 anos neste domingo, 12 de maio, tem 1 metro e 83 de altura uma técnica apreciável e não é dar chutão.
Depois de perder Dedé para o Cruzeiro, acredito que o Corinthians deva mesmo contratar Cleber. Embora eu não tenha nenhuma confirmação oficial.
2- Roni e Val, do Mogi Mirim: o meia, Roni, 21 anos, autor de 9 gols no Campeonato Paulista, segundo consta interessa ao Palmeiras, à Ponte Preta e ao Corinthians. Trata-se de um jogador habilidoso e oportunista, tem 1 metro e 71 de altura e gosta de driblar. Mas o vi perdendo dois pênaltis nos últimos jogos- contra o Botafogo de Ribeirão Preto (vitória de 6 a 0) e contra o Santos (na decisão por pênaltis), o que não significa muita coisa, mas pode demonstrar ansiedade a ser corrigida.
Quanto a Val, meio-campista, não é nenhuma principiante, é jogador “rodado”: tem 29 anos, 1 metro e 80 de altura, é bom na bola parada e tem sido destaque no Mogi. Interessa ao Palmeiras e à Ponte Preta
3- Adriano, de volta ao Fla? Pelo menos, comenta-se que o Imperador está pedindo à torcida do Flamengo aquela força para animá-lo ainda mais a voltar ao futebol. E como fica com o outro centroavante, Marcelo Moreno, que está por detalhes para ser anunciado também pelo Fla? Talvez possam jogar juntos, dependendo do esquema tático...
4- Roque Santa Cruz: tem sido oferecido a clubes brasileiros (comenta-se que o Botafogo e Santos), atualmente está no espanhol Málaga e seu contrato estará encerrado no meio do ano: é alto, cabeceia bem, mas não tenho gostado de seu futebol nos últimos tempos- inclusive quando o vi na Seleção do Paraguai. Quando surgiu, aos 17 anos, no paraguaio Olimpia, na Libertadores de 1999, dava a impressão de que seria um dos maiores atacantes do mundo.
Não chegou a tanto.
